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Saiba tudo sobre a feira Reatech – Feira Internacional de Tecnologias em Reabilitação, Inclusão e Acessibilidade

Saiba tudo sobre a feira Reatech – Feira Internacional de Tecnologias em Reabilitação, Inclusão e Acessibilidade

A acessibilidade garante toda e qualquer pessoa com mobilidade reduzida transitar por espaços públicos e ou privados, sem que sejam encontradas barreiras que impossibilitem o convívio ou o trânsito social em áreas de acesso, circulação ou permanência.

Por ser algo tão importante, muitas pessoas investem em negócios, como a venda de elevadores de acessibilidade ou procuram por equipamentos que lhes dão qualidade de vida.

Por isso, participar de feiras como a Reatech – Feira Internacional de Tecnologias em Reabilitação, Inclusão e Acessibilidade é tão importante. No evento, você confere as novidades que existem no mercado e as atividades sociais e culturais voltadas à reabilitação e acessibilidade.

Mas o que realmente é esta feira? Neste post, vamos falar um pouco sobre o assunto. Por aqui, você vai saber tudo sobre o evento. Ficou interessado? Então, acompanhe!

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O que é a Reatech?

A Reatech é a Feira Internacional de Tecnologias em Reabilitação, Inclusão e Acessibilidade. Ela é organizada e promovida pela Cipa Fiera Milano.

O evento é considerado o principal do setor na América Latina e reúne cerca de 300 expositores dos segmentos de agências de emprego voltadas para pessoas com necessidades especiais e mobilidade reduzida.

Também participam da feira instituições financeiras, fabricantes de cadeiras de rodas e de elevadores de acessibilidade, e departamentos de recursos humanos.

Pela feira, você encontra estandes de indústrias farmacêuticas e dos segmentos de animais treinados, veículos adaptados para portadores de necessidades especiais, fabricantes de aparelhos auditivos, equipamentos especiais, materiais hospitalares, higiene pessoal , próteses e órteses, terapias alternativas, turismo e lazer.

Quando e onde o evento vai acontecer?

Este ano acontece a 16ª edição da Reatech. A feira será realizada entre os dias 13 e 16 de junho (13 e 14, das 13h às 20h, e 15 e 16, das 10h às 19h) em um dos novos pavilhões do São Paulo Expo Exhibition & Convention Center, em São Paulo, para atender as necessidades de seus expositores e visitantes.

Serão quatro dias de evento repletos de atividades sociais como: equoterapia, teste drive de carros adaptados, quadras poliesportivas, seminários, workshops e oficinas com profissionais renomados.

Qual é a importância da feira internacional de acessibilidade?

Além de você que é investidor conhecer as novidades do mercado, a feira possibilita a troca de experiências. A Reatech 2019 também é a oportunidade que você tem de incrementar a sua participação com oportunidades de merchandising, que aumentarão a sua visibilidade na feira e farão com que sua empresa tenha se destaque dos concorrentes.

Quais as oportunidades que o evento traz?

A feira ajuda a posicionar a marca e/ou produto do expositor, pois quem visita o evento é um público qualificado e interessado na realização de negócios e parcerias no setor de reabilitação, inclusão e acessibilidade.

A Reatech também ajuda a fidelizar clientes e a fazer frente aos principais players de mercado presentes no maior e mais importante evento da América Latina do segmento.

Com a feira, o expositor tem a chance de mostrar o seu trabalho para os investidores e conhecer novos fornecedores. Além disso, confere as tendências do mercado, os lançamentos e modelos de negócios recentes. Já para quem apenas participa, a Reatech oferece as principais soluções em produtos e tecnologias embasadas em estudos, pesquisas e inovações.

A feira proporciona ao seu público visitante a chance de se atualizar e aprimorar o conhecimento profissional. O evento também pode ser focado nas mais atuais tendências de mercado e essa é a oportunidade para você que é consumidor, conhecer e experimentar os produtos e serviços. A Reatech também ajuda os investidores a fecharem negócios com empresas de vários segmentos.

Quais as expectativas para 2019?

Para este ano, a feira contará com 35 mil metros quadrados de área de exposição. Ao todo, 300 expositores e 53 mil profissionais do setor são esperados pela organização.

Como você pode ver, a Reatech é uma feira internacional de tecnologias em reabilitação, inclusão e acessibilidade que você não pode deixar de conferir. Portanto, participe! Faça a sua inscrição no site do evento!

E você, gosta de promover feiras como a Reatech? Baixe o nosso e-book e veja a importância de investir em acessibilidade para eventos!  

Acessibilidade pode ajudar a melhorar o posicionamento da sua marca

Acessibilidade pode ajudar a melhorar o posicionamento da sua marca

A acessibilidade pavimenta o caminho do futuro. Não dizemos isso à toa e nem porque temos os direitos das pessoas com deficiência sempre como preocupação máxima. Nós dizemos com conhecimento de causa: o mundo vem caminhando em um avanço tecnológico sem par nos últimos anos.

Tecnologia facilita a vida e permite maior inclusão com menos esforço. Essa é a base da acessibilidade, sua fundação, mas o maior motivo que vai levá-la como pauta fundamental para o futuro é outro.

A acessibilidade é rentável. E tudo o que é rentável se torna tendência e logo se consolida como modelo universal da sociedade. É assim que vivemos, e enquanto o mundo vibrar nessa frequência, é assim que vamos viver.

E os sinais já estão aí. Investimentos em infraestrutura se tornando cada vez mais comuns, leis sendo cada vez mais reforçadas e fiscalizadas e marcas apostando alto na acessibilidade como ferramenta publicitária.

Neste artigo, vamos explorar essa última parte: como a acessibilidade na publicidade ajuda a melhorar o posicionamento da sua marca. Vamos saber mais?

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Investimento em acessibilidade na publicidade só cresce

O investimento em acessibilidade na publicidade cresce a cada momento que passa. São pessoas com deficiência em comerciais, empresas especializadas em soluções de mobilidade fazendo suas campanhas de marketing digital, grandes eventos que vão se tornando acessíveis, etc.

Talvez a maior prova de que a acessibilidade na publicidade vive uma era de ouro é justamente o fato de que conseguimos notar isso.

Nossos leitores que cresceram nos anos 80 podem confirmar: quantos comerciais estrelaram pessoas com deficiência nessa época? Em quantas novelas elas eram retratadas de uma maneira que não fosse exagerada, caricata ou até ofensiva?

A Avon vem saindo na frente em recursos simples, mas efetivos: a inclusão de audiodescrição e libras em seus comerciais já é uma realidade para os seus canais digitais, como o Youtube, Instagram e Facebook. A hashtag #PraCegoVer, inclusive, já é usada no Facebook há alguns anos por outras grandes marcas.

Mas os esforços não param só no lado do consumo. Um comercial que apresenta acessibilidade na publicidade é claramente lucrativo por abraçar um público de 45 milhões de brasileiros imediatamente.

A questão é a inclusão: quando grandes marcas usam modelos, atores e atrizes com deficiência, o esforço de vendas também produz um resultado diferente, a representatividade.

Deixando dinheiro na mesa: a acessibilidade na publicidade precisa de atenção

Ainda levando pelo lado comercial; que é a língua que mais faz sentido para grandes empresários e que – lamentavelmente – ainda fala mais alto do que a representatividade por dever de cidadania; não investir em acessibilidade na publicidade é deixar dinheiro na mesa.

Sem eufemismos, é deixar de ganhar dinheiro.

O e-commerce é o segmento que mais cresce no varejo brasileiro, e é também o mais confortável para pessoas com deficiência comprarem. Há a possibilidade de comprar sem sair de casa, o que reduz esforço e aumenta a autonomia.

Mas quantos sites estão adaptados? Se você procurar em e-commerces pequenos agora mesmo e até em alguns grandes, vai constatar que infelizmente não são muitos, e isso é péssimo.

Esse é outro caso de deixar a acessibilidade na publicidade de lado – e consequentemente o dinheiro também. Quem faz o layout de um site aplicando conceitos de experiência do usuário é uma agência de publicidade.

Hoje, se não ficar explícito que você precisa de recursos de acessibilidade, poucas irão te oferecer o serviço.

Tudo isso faz com que empresas percam dinheiro todo o dia. Os 45 milhões de pessoas com deficiência que sempre falamos aqui no blog citando o IBGE representam quase um quarto da nossa população.

É muita gente sem conseguir entender comerciais e até como comprar em lojas. E nesse caso, nem adianta falar de representação: ainda estamos longe de chegar a esse nível, com raras exceções.

Como melhorar o posicionamento da sua marca com a acessibilidade na publicidade

A acessibilidade na publicidade toma inúmeras formas e se apresenta de acordo com o seu segmento, como você se comunica e como você vende. O posicionamento em si é o termo dado para o quanto uma marca é associada a algo na mente dos clientes.

Elaboramos o artigo inteiro para chegar nessa conclusão: você pode – e deve – se posicionar como uma marca preocupada com a sua responsabilidade social.

Os clientes vão reconhecer esse “marketing do bem” e associar sua empresa como uma desejável e próxima da população.

Se você tem uma loja física, por exemplo, e investe principalmente em panfletos, não há como adaptar essa mídia. É necessário pensar em outras para atingir mais público, como comerciais de TV com presença de intérpretes de Libras, spots de rádio, etc.

O espaço físico também está relacionado com a acessibilidade na publicidade. É um “braço” do marketing, chamado de merchandising, que cuida dessa área. Para saber mais sobre como adaptar seu espaço físico, dê uma olhada no nosso artigo sobre o tema.

Para finalizar nossa conversa com chave de ouro, veja algumas últimas recomendações gerais sobre como trabalhar bem a publicidade acessível:

  • Se você tem um site ou blog, procure uma ferramenta de áudio marketing, como o Vooozer;

  • Comerciais adaptados realmente não saem caros. Invista!

  • Adote uma política geral de acessibilidade que vai desde o layout até o atendimento.

Quer saber mais sobre o assunto? Vamos começar com o básico. Sua loja é adaptada? Saiba mais sobre o que a NBR 9050 exige no próximo artigo!

Saiba por que pesquisas acadêmicas sobre acessibilidade são importantes

Saiba por que pesquisas acadêmicas sobre acessibilidade são importantes

Quem movimenta o debate sobre a acessibilidade no Brasil? Quem mantém o tema relevante e sempre em evidência nos mais diversos círculos? Muito é feito pelos engenheiros e arquitetos na prática diária, muito também é discutido pelos ativistas lutando diariamente.

Mas, o que realmente mantém o assunto em alta são as pesquisas acadêmicas sobre acessibilidade.

Nas universidades do país muito é discutido, pesquisado e deliberado. É lá onde o Método Científico é aplicado na busca pela verdade sobre uma situação ou assunto a ser debatido.

Uma vez que uma hipótese é levantada, ela é investigada utilizando o rigor científico, e os resultados são debatidos pelos setores responsáveis do governo federal.

Basicamente, esse é o ciclo de vida das pesquisas acadêmicas sobre acessibilidade. Esse trabalho pode parecer lento sendo lido assim, mas imagine quantas universidades temos no Brasil.

Aliás, não precisa imaginar: o INEP divulgou em 2017 que possuímos mais 2.400 em atividade, e dentro delas, milhares de cursos que tocam em questões relativas à acessibilidade, como a engenharia civil, elétrica, arquitetura, etc.

Todos esses milhares de cursos contam com outras centenas de milhares de discentes, todos com total liberdade para escolher projetos de pesquisa que os aprazem. O resultado é um debate sobre a acessibilidade que nunca morre, e avanços em tecnologias que impactam positivamente todo o cenário sobre acessibilidade no Brasil.

Sendo mais objetivo ainda: as pesquisas acadêmicas sobre acessibilidade são a força motriz para as mudanças positivas que vemos surgir com cada vez mais regularidade no nosso país.

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Tecnologia Assistiva

Tecnologia Assistiva é o termo que define uma grande área de conhecimento interdisciplinar voltada à investigação de tecnologias que promovem a acessibilidade.

Quando dissemos interdisciplinar, é o que estávamos falando ali em cima. São vários cursos e várias áreas de graduação ativamente pesquisando maneiras de melhorar a vida das pessoas com deficiência e mobilidade reduzida no Brasil.

E a área conta com total respaldo do Governo Federal. Em 2006, foi instituído no Brasil o CAT, Comitê de Ajudas Técnicas, que procura legitimar a apoiar pesquisas nessa área. A terminologia caiu, e hoje, já é reconhecida como Tecnologia Assistiva.

Esse é apenas um dos caminhos que conectam as pesquisas acadêmicas sobre acessibilidade ao cotidiano dos brasileiros. As pesquisas recebem visibilidade por parte do Governo Federal e conseguem se desenvolver com tranquilidade e com garantias de serem levadas à sério e de conseguirem espaço após apresentarem resultados.

Qual é a verdadeira importância das pesquisas acadêmicas sobre acessibilidade?

As pesquisas acadêmicas sobre acessibilidade não podem nunca acabar. Esse é um fato que nem precisa de debate.

Imagine como era o cenário de inclusão e acessibilidade nos anos 90. Mais uma vez, não precisamos imaginar: podemos ver. A Lei n.º 8.213/91, que regulamenta questões sobre o mercado de trabalho, só foi estabelecida em 1991.

Ela garante que empresas devam abrir espaço para pessoas com deficiência. Isso só foi possível graças ao esforço de pesquisadores que identificaram a marginalização crescente dessas pessoas em competição ampla.

Outro exemplo? A NBR 9050, um dos grande marcos da acessibilidade na arquitetura, só foi estabelecida em 2004, com ratificações ocorrendo só 10 anos depois.

Hoje, se há fiscalizações em novas obras com a acessibilidade como um dos principais escopos, isso se deve a pesquisadores dedicados que entenderam que um dos pontos fundamentais que a sociedade deve entregar aos seus cidadãos é a mobilidade. Quem consegue se movimentar livremente é empoderado dentro de uma cidade.

Não há argumento mais poderoso do que esse. As pesquisas acadêmicas sobre acessibilidade são o que movem os avanços na área, e os impactos são sentidos a curto, médio e longo prazo.

Como estão as pesquisas acadêmicas sobre acessibilidade no Brasil?

Os últimos anos trouxeram o Brasil em posição de destaque no mundo das pesquisas acadêmicas, e com otimismo, podemos dizer que as faculdades possuem autonomia suficiente para continuar o bom trabalho nessa área.

Ao mesmo tempo, o cenário é incerto. Não podemos dizer qual será o futuro das pesquisas acadêmicas sobre acessibilidade no Brasil, já que não podemos dizer como vai ser o futuro das pesquisas acadêmicas hoje.

Não necessariamente por conta de governantes ou ministros, mas sim, por uma questão prática: estamos, em 2019, em um momento de transição.

É difícil dizer o que o futuro nos reserva, mas é provável que continuaremos a desenvolver nossas pesquisas. A autonomia das instituições já é grande, e elas praticamente já funcionam sozinhas.

O problema é só o financiamento. Dessa forma, precisamos nos mobilizar e ordenar, como parcela relevante da população, que os caminhos da pesquisa não podem se fechar. Como você pôde ver, há muito em jogo.

Quer saber mais sobre a NBR 9050, que mencionamos ali em cima? Então saiba mais no nosso artigo dedicado à ela!

Acessibilidade para deficientes: entenda a importância dos desenhos universais

Acessibilidade para deficientes: entenda a importância dos desenhos universais

Acessibilidade para deficientes, ou melhor dizendo, pessoas com deficiência, está em atos sutis. O propósito imaginado como ideal, na verdade, está longe do conceito de adaptação.

O caminho que a arquitetura acessível vem seguindo passa longe de ações para adaptar espaços inadequados: ela procura garantir que todos os acessos possam ser vencidos por todas as pessoas.

Esse é o conceito do Desenho Universal, que vamos explorar com mais profundidade neste artigo. Não deve haver a necessidade de adaptar nada, pois os espaços foram feitos pensando em todas as pessoas.

Vamos com a gente entender um pouco mais sobre como o desenho universal se encaixa na acessibilidade para deficientes? Então continue a leitura!

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O desenho universal foi concebido pensando na acessibilidade para deficientes?

Esse é um mal entendido muito comum, mas que ainda gera discussão nos círculos de acessibilidade para deficientes pelo Brasil. O Desenho Universal está buscando facilitar a vida de todas as pessoas, não só a das portadoras de deficiência.

Quando pensamos em acessibilidade para deficientes, nossa mente nos leva diretamente para os usos mais corriqueiros de equipamentos para adaptação: rampas de alvenaria ao lado de escadas, elevadores de acessibilidade, rampas portáteis para vencer desníveis, etc.

O Desenho Universal pode até envolver alguns desses equipamentos, mas nunca para mitigar problemas conhecidos. Na verdade, ele existe para que não haja problemas de mobilidade em primeiro lugar.

O Desenho Universal, como seu nome diz, é para que todas as pessoas consigam desfrutar do espaço sem que seja necessário instalar nada ou adaptações futuras. A estrutura já vem pronta.

E outra coisa importante: mesmo que o Desenho Universal beneficie a acessibilidade para deficientes, ele não foi criado exclusivamente para isso. Na verdade, todas as pessoas podem se beneficiar do Desenho Universal quando ele é bem estruturado, com mobilidade reduzida ou não, com ou sem desafios motores, etc.

Como o Desenho Universal funciona?

O termo foi criado pelo americano Ron Mace, ele próprio é um cadeirante e que enfrentava dificuldades de locomoção pelos espaços que frequentava.

Sua empatia é admirável: ao perceber como ele próprio possuía dificuldades de locomoção, questionou quantas outras pessoas não passavam pela mesma situação. Crianças, idosos, grávidas, pessoas com muletas, a lista é interminável.

Foi aí que surgiu a ideia do Desenho Universal e um coletivo de arquitetos que pensavam o mesmo, lá em 1987.

O funcionamento desse modelo é simples e se baseia em sete princípios. Vamos conhecê-lo?

  • O Desenho Universal é igualitário: não só o espaço, mas equipamentos simples – como maçanetas, torneiras, interruptores, etc. – precisam ser de fácil acesso para todas as pessoas;

  • O Desenho Universal é adaptável: o que serve para uma pessoa que se adapta com facilidade para outra;

  • O Desenho Universal é óbvio: assim como nós sabemos como girar uma maçaneta sem precisar pensar muito, os equipamentos universalmente acessíveis também precisam ser intuitivos;

  • O Desenho Universal é conhecido: informações sobre o uso de equipamentos, ou a própria transmissão de informações, são universalmente acessíveis;

  • O Desenho Universal é seguro: eventuais erros na utilização de algum recurso não geram riscos para a saúde e integridade de ninguém;

  • O Desenho Universal não requer esforço: seus recursos devem ser simples de operar;

  • O Desenho Universal é abrangente: qualquer pessoa de qualquer tamanho ou com variadas limitações tem plenas capacidades de interagir com qualquer estrutura ou recurso – esse princípio trata principalmente das dimensões estruturais.

Exemplos de equipamentos do Desenho Universal

Em algumas leis que regulam a acessibilidade para deficientes, algumas recomendações são feitas em questões como as dimensões de um ambiente e os produtos utilizados na sua construção. Mas nenhuma vai tão fundo quanto o conceito do Desenho Universal.

Essas leis, por exemplo, não estão tão interessadas assim no puxador de uma gaveta da mesa de um escritório, por exemplo. O Desenho Universal já apresenta modelos democráticos para que todos consigam puxá-la, até pessoas sem uma das mãos, por exemplo.

O Desenho Universal está em grandes recursos – como nas rampas em entradas principais ao invés de escadas – e também nos pequenos. Vamos pensar nessa mesma pessoa para quem o puxador de mesa universal é extremamente útil: será que uma maçaneta redonda, no modelo padrão, é o mais adequado para ela?

O mesmo vale para interruptores, pias e outros recursos mais voltados para o micro. Em tudo o Desenho Universal está presente, e a todo o tempo ele busca tornar a acessibilidade para deficientes indistinguível da maneira com que a estrutura se apresenta.

Esses são apenas alguns exemplos, pois para verdadeiramente trabalhar a acessibilidade para deficientes através do Desenho Universal, cada estrutura se beneficia de uma avaliação 360. Arquitetos preparados para aplicar o conceito possuem um olhar clínico, que sempre se questiona sobre a usabilidade dos materiais aplicados.

O Desenho Universal, infelizmente, não é tão aplicado no mundo, e no Brasil então… estamos engatinhando e lentamente descobrindo suas possibilidades. É um assunto complexo, mas prazeroso de se entender, e um que precisa ser buscado por arquitetos, projetistas e engenheiros o quanto antes.

Os tempos estão mudando, e o papel do engenheiro na sociedade é adaptar estruturas para os novos caminhos. Quer saber mais sobre isso? Então vamos continuar a conversa no próximo artigo!

Acessibilidade: Educação Inclusiva no Brasil já foi tema de debate em Conferência da ONU

Acessibilidade: Educação Inclusiva no Brasil já foi tema de debate em Conferência da ONU

Para quem acha que a educação inclusiva não é pauta no Brasil, há vários brilhos de esperança que nos restauram a fé nos avanços sendo feitos na acessibilidade.

Um deles é o assunto que nós vamos tratar hoje neste artigo. O Brasil já foi assunto na ONU com suas políticas de educação inclusiva, e não é à toa: os investimentos na área e os contínuos incentivos para que ela continue contemplando pessoas com deficiência com mais eficácia são verdadeiramente louváveis.

E em um país como o nosso, os impactos que uma política de educação inclusiva tem são enormes. Por nossa extensão territorial, pelo nosso histórico de desigualdade e pela falta de políticas para a área durante muitos anos.

O Brasil vem sendo reconhecido por correr atrás do tempo perdido, e estamos no caminho certo. Isso nos rendeu uma citação na 10ª Conferência dos Estados Partes Signatários da Convenção das Nações Unidas sobre os Direitos da Pessoa com Deficiência em 2017, uma grande honra.

Vamos saber mais sobre o que nos levou até essa citação?

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A educação inclusiva é o destaque brasileiro

Os avanços na educação inclusiva não são velozes, especialmente pelo que nós falamos logo acima. Com a extensão territorial do Brasil, o trabalho de fiscalização é difícil em várias localidades extremas. Ao mesmo tempo, essas regiões muitas vezes não possuem condições de adquirir os equipamentos sozinhos, sem o suporte do Governo Federal.

Nosso trabalho vem sendo elaborado em duas frentes: regulamentação para garantir como deve ser trabalhada a acessibilidade na educação e, trabalho duro para garantir as condições previstas. Essa é a única maneira de prosseguir e de encontrar resultados.

Melhorar a acessibilidade é um dos requerimentos da ONU, previsto nos seus Objetivos de Desenvolvimento Sustentável para 2030.

Os países signatários, portanto, precisam investir na área e garantir a aplicação das reformas que a ONU sinaliza. Nessa Convenção, são feitas análises de situação de alguns países, recomendações para melhorias e elogios aos esforços sendo feitos.

O Brasil ficou com essa última parte. Em 2017, na última Convenção, os esforços do Brasil renderam destaque e foram anunciados para todo o mundo como dignos de nota e louváveis.

Pelo que o Brasil foi reconhecido?

O reconhecimento do Brasil foi devido aos seus esforços na área de acessibilidade e o desenvolvimento da área no país desde 2009, quando ocorreu a Ratificação da Convenção dos Direitos da Pessoa com Deficiência. O alerta foi dado, e o Brasil percebeu que mudanças precisariam ser feitas.

E elas foram, principalmente na educação inclusiva. Uma das recomendações da ONU é que pessoas com deficiência precisam de acesso ao ensino regular desde a educação básica. As crianças precisam de suporte durante todo o seu desenvolvimento, e quando chegam à idade adulta, precisam de universidades adaptadas também.

O reconhecimento aos esforços do Brasil se deu por seu trabalho nessa esfera. Nosso país foi reconhecido como referência na área de educação inclusiva, por conta das nossas políticas que não terminam na matrícula.

Hoje é Lei: as escolas não podem negar acesso a crianças com deficiência alegando falta de infraestrutura adequada.

Além disso, as escolas privadas ficam proibidas de cobrar acréscimos na mensalidade alegando custos extras com equipamentos e infraestrutura. Também foram criadas cotas para pessoas com deficiência nas universidades federais.

Tudo isso perpassa a Lei Brasileira de Inclusão, ratificada em 2015 com alterações chave para a educação inclusiva.

Como a ONU enxerga o trabalho brasileiro?

Com ótimos olhos!

O que o Brasil vem fazendo é mudar a realidade das pessoas com deficiência desde a base. Hoje, já temos mais de 90% de pessoas com deficiência matriculados no ensino regular, contando com todo o apoio que a escola deve dar por Lei.

Acessibilidade na construção civil: importância dos projetos e a responsabilidade

Mais uma vez, não é só garantir a matrícula. Os alunos precisam de estrutura adequada para que a educação inclusiva realmente funcione, além de questões que extrapolam a infra.

O ensino também é pauta dos nossos esforços para a acessibilidade na educação, sendo que por recomendação da ONU, estamos focando em leitura por braille, comunicação por LIBRAS e outros métodos de comunicação ampliada.

Hoje, inclusive, a educação inclusiva já perpassa professores dedicados para alunos com deficiências cognitivas. É um trabalho que avança lentamente, mas avança. Esse reconhecimento da ONU, mesmo que de dois anos atrás, trouxe vida ao debate sobre a educação inclusiva no Brasil e a acessibilidade nas escolas.

Uma maneira simples e elegante de trabalhar a educação inclusiva é com a adição de elevadores de acessibilidade nas escolas. Mas esse trabalho requer um bom conhecimento das empresas que os fabricam! Vamos saber mais no próximo artigo?

Acessibilidade corporativa: os escritórios estão preparados?

Acessibilidade corporativa: os escritórios estão preparados?

A acessibilidade corporativa já é uma necessidade presente em qualquer empresa. O mundo vem se acelerando de formas cada vez mais evidentes, e os cuidados a se ter com a acessibilidade, hoje em dia, se tornam ainda mais necessários nesse ritmo veloz.

O maior problema de ambientes que não estão adaptados é, sem dúvida, a impossibilidade de abrigar pessoas diferentes do “padrão” nele. Isso gera amplo espaço para questionamentos sobre a sua empresa. Já pensou ouvir frases como as abaixo?

  • Eu claramente era o mais indicado na entrevista, mas a empresa X não me contratou porque uso cadeira de rodas e eles não tem elevador de cadeirantes na entrada, só um longo lance de degraus.

  • Gostaria muito de trabalhar na empresa X, mas não há espaço para mim. Porque há para todos, menos para pessoas com deficiência?

  • A empresa X é boa para a população, mas não trabalha com cadeirantes.

Difícil, não é? O tipo de julgamento que sua empresa atrai quando não trabalha a acessibilidade corporativa é arriscado demais para se manter. Mas a recíproca também é verdadeira…
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Acessibilidade corporativa te conecta com a comunidade

Se não trabalhar a acessibilidade corporativa te coloca em uma situação difícil, trabalhá-la te posiciona não de forma neutra, mas sim benevolente para a comunidade.

Não nos leve a mal: trabalhar a acessibilidade com seus vários recursos – elevadores para cadeirantes, rampas de acesso, sinalização, etc. – não é nada além da obrigação de empresas.

A questão é que hoje em dia tão poucas delas levam a acessibilidade corporativa a sério que quem investe na área e faz um bom marketing se destaca.

Os ventos da mudança estão soprando nos rumos da universalidade e da acessibilidade. Eles só estão muito novos e enfrentam resistência. Nesse cenário, quem sai na frente colhe os frutos mais cedo. Quem deixa para depois acaba fazendo junto com todo mundo.

Mas e qual é o cenário atual da acessibilidade corporativa?

Os escritórios estão preparados para a acessibilidade corporativa?

Sendo direto ao ponto: não, eles não estão. Uma pesquisa recente da Catho mostrou que 44% das pessoas do mundo todo já tiveram problemas em participar de alguma entrevista de emprego por conta de falta de acessibilidade. Leia de novo: essas pessoas não conseguiram sequer participar das entrevistas por condições que vão desde o acesso difícil até a falta de equipamentos na própria empresa.

E o mesmo estudo mostra que 37% dos pedidos de demissão de pessoas com deficiência ocorreram pelo mesmo motivo: falta de acessibilidade corporativa.

Mas como isso acontece? E a Lei de Cotas? Bem, a Lei diz que as empresas devem contratar colaboradores com deficiência de acordo com a quantidade de pessoal na empresa como um todo.

Uma outra estatística do mesmo estudo ajuda a iluminar a questão: 78% dos entrevistados que estão trabalhando nesse momento em alguma empresa disseram não precisar de acessibilidade corporativa.

Os escritórios estão preparados para a acessibilidade corporativa?

O que isso nos diz? Essa é uma questão de interpretação, mas para os profissionais da Catho a questão é bem complicada: se existem profissionais com dificuldades de participar de entrevistas – se eles estão se demitindo também – enquanto pessoas dizem estar tudo bem com o ambiente, só nos resta assumir que existem “categorias” de pessoas com deficiência buscando emprego: as que precisam de adaptações e as que não.

Os dados nos mostram, então, que empresas podem segregar os colaboradores com deficiência entre aqueles que precisam da acessibilidade corporativa e aqueles que não. Imagina quem sai ganhando?

É preciso uma mudança de mentalidade

Então acabamos de provar numericamente que os escritórios não estão nem de longe prontos para um ambiente acessível, e que a acessibilidade corporativa continua sendo um problema no Brasil e no mundo.

A conclusão que chegamos logo acima é extremamente preocupante. Como cada empresa é de um jeito, não podemos generalizar e dizer que é assim que funciona com todas e pronto. O problema, ao mesmo tempo, é sim generalizado, e precisa ser combatido onde ele se apresenta.

É preciso uma mudança de mentalidade nos donos de empresas. Você pode ser essa mudança, inclusive. Investir em elevadores de acessibilidade e fazer as alterações que a NBR 9050 exige, além de te colocar no lado certo da Lei, te posiciona como um benevolente da comunidade, oferecendo emprego sem distinções.

E já que começamos a falar sobre a Lei, vamos para o próximo artigo? É nele que falamos sobre o que a falta de acessibilidade corporativa pode ocasionar. Vamos ver?