Acessibilidade na construção civil: o papel do engenheiro

Acessibilidade na construção civil: o papel do engenheiro

A acessibilidade na construção civil possuem uma longa história de correlação, sendo que grande parte das melhoras encontradas nas vias públicas e nos estabelecimentos proporcionando o livre acesso de todas as pessoas se deve, em grande parte, a essa área de estudos.

Desde ajudar em uma definição maior da função das calçadas e indicar a necessidade da acessibilidade na construção civil até o planejamento para um futuro mais inclusivo, engenharia civil e acessibilidade sempre  caminharam juntas, e prometem continuar assim pelos próximos anos.

Quer saber como a acessibilidade na construção civil se completam na criação de espaços inclusivos para todos os cidadãos? É só continuar a leitura deste artigo! Vamos lá?

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Acessibilidade na construção civil: o que nos trouxe até o entendimento das necessidades especiais de locomoção

Acessibilidade na construção civil possui uma longa história de conhecimentos e melhoras na vida pública brasileira.

Se olharmos para as definições anteriores de calçada na época do Brasil colonial, podemos perceber que sua função era a de proteger as casas das infiltrações pelas águas pluviais.

A informação é dada por atras da câmara municipal de São Paulo, circa 1563, e apresentadas por Marcos Antônio Serafim em 2010, na sua tese de mestrado. Engenharia civil e acessibilidade, nessa época, nem mesmo cruzava o pensamento das pessoas.

Hoje em dia, a definição segundo a ABNT para calçadas é mais ampla: “parte da via, normalmente segregada e em nível diferente, não destinada à circulação de veículos, reservada ao trânsito de pedestres e, quando possível, à implantação de mobiliário, sinalização, vegetação e outros fins”. O órgão ainda estipula a necessidade de instalar piso antiderrapante e outras alternativas contemplando a acessibilidade na construção civil.

Essa enorme diferença mostra um progresso em relação ao entendimento de urbanidade e a necessidade de estabelecer estruturas seguras e viáveis para o trânsito de todas as pessoas. Os responsáveis por essa clarificação? Engenharia civil e acessibilidade.

O debate de como construir perpassa inicialmente quem utiliza as estruturas – como as calçadas – e os seus clamores por mudança, que então são analisados pelos engenheiros civis e os arquitetos. Sem o suporte da engenharia civil na acessibilidade, os pedidos de mudança seriam inócuos e as soluções nunca teriam evolução.

É responsabilidade da engenharia civil criar métodos de acessibilidade nas cidades, e fomentar o debate da importância da acessibilidade na construção civil dentro do âmbito acadêmico. Foi assim que partimos de uma definição crua de calçadas dos tempos de Brasil colonial até a legislação ampla que possuímos hoje.

O que o engenheiro faz para a acessibilidade na construção civil?

Cabe ao engenheiro um profundo conhecimento sobre as normas técnicas vigentes na hora de construir ou reformar um imóvel, espaço público ou simplesmente uma calçada para uso público na rua.

O engenheiro e o arquiteto, na verdade, devem trabalhar juntos para que nenhum aspecto seja deixado de lado, e avaliar cuidadosamente se os esforços de acessibilidade sendo feitos no projeto estão de acordo com a realidade de uma pessoa com mobilidade reduzida.

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Além disso, cabe ao engenheiro fiscalizar a execução do projeto, observando principalmente se as soluções criadas por ele realmente são viáveis quando saem do papel.

Portanto, é seguro dizer que o engenheiro civil é o grande executor das ações de acessibilidade dentro da realidade da construção, cabendo a ele a necessidade de conhecer toda a legislação e aplicá-la.

Acessibilidade na construção civil para o futuro

Engenharia civil e acessibilidade hoje em dia são áreas que funcionam em ligação, ou seja, uma ajuda a outra na criação de ambientes urbanos inclusivos e acessíveis para todas as pessoas.

Se nós vimos que a acessibilidade na construção civil, especialmente nas calçadas, chegou ao nível de atuação que vemos atualmente graças aos esforços de debate e conscientização de engenheiros civis e arquitetos, o futuro nos promete um entendimento ainda maior e mais avanços em acessibilidade na construção civil.

Especialmente quando consideramos os projetos sendo realizados atualmente: eles serão a referência de construção para o futuro. Dessa forma, quanto mais a acessibilidade na construção civil for um ponto relevante na elaboração dos projetos, responsabilidade que perpassa amplamente o trabalho do engenheiro civil, mais e mais essa preocupação será tida como padrão para a construção de estruturas no futuro.

Os estabelecimentos comerciais, condomínios de moradia, praças e parques públicos sendo projetados com técnicas de mobilidade e acessibilidade contribuem, então, para que outros iguais surjam, alimentando um ciclo benéfico que, em um cenário otimista, resultará na padronização da acessibilidade. Isso é o que o futuro pode trazer, e esse é o dever dos engenheiros civis.

Na academia

O futuro aponta para uma força de conscientização ainda maior por parte da engenharia civil, sendo que já existe pressão para a inclusão de cadeiras sobre a acessibilidade dentro da graduação dos futuros engenheiros civis.

Isso resulta em uma parcela da população engajada e que produz conteúdo para suportar suas teses de mobilidade urbana, algo crucial para a conscientização de toda a população. Engenharia civil e acessibilidade, então, já é uma realidade no meio acadêmico.

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A formação do engenheiro deve contemplar a acessibilidade na construção civil, além de incentivar a pesquisa e trazer mais embasamento teórico para reafirmar todas essas conclusões. Os graduandos devem entender os problemas que a falta de mobilidade gera nas pessoas, e como ambientes acessíveis ampliam a noção de urbanidade.

O futuro, dizem, a Deus pertence, mas nós estamos no caminho certo para trazer e garantir resultados positivos nas vidas das pessoas com mobilidade reduzida. Que caminho é esse? A acessibilidade na construção civil. 

Gostou deste artigo? Temos muito mais sobre acessibilidade na construção civil no nosso blog! Por que você não vem nos conhecer?  

Acessibilidade na engenharia e a sua importância.

Acessibilidade na engenharia e a sua importância.

A acessibilidade na engenharia é um assunto amplo, que trata tanto das preocupações da área como um todo, quanto dos próprios profissionais, que sendo contratados ou autônomos, precisam ter a consciência de que suas ações na elaboração do projeto e na construção irão impactar a vida de muitas pessoas por muitos anos.

O Brasil possui uma grande quantidade de pessoas com a mobilidade reduzida, e embora existam leis que determinam que a acessibilidade na construção civil seja respeitada, a fiscalização deixa a desejar. Isso nos leva a um cenário onde diz-se que o cadeirante ou o cego são respeitados, mas na prática a história é um pouco diferente.

Quer saber mais sobre a acessibilidade na engenharia, quais são os impactos de um projeto bem elaborado e que presta atenção aos detalhes estruturais que permitem a mobilidade de todos? Isso é o que você encontra neste artigo. Continue a leitura para saber mais!

Acessibilidade na engenharia: o cenário atual

A acessibilidade de um projeto está intimamente ligada a atuação do engenheiro civil e do arquiteto responsável pela sua elaboração e aprovação.

Como dissemos anteriormente, a fiscalização em obras prontas, sejam elas condomínios, espaços públicos ou estabelecimentos, não funciona tão bem quanto deveria no Brasil, país que, segundo o IBGE, possui cerca de 20% da sua população apresentando algum nível de mobilidade reduzida.

Isso nos leva a um problema sério e paradoxal: a necessidade de acessibilidade na engenharia estrutural existe e só aumenta, enquanto a fiscalização das ações e da viabilidade dos projetos, encontra-se apenas em alguns casos, como obras subsidiadas, estruturas de uso público e, grandes prédios comerciais.

E em vários casos, a norma 9050, que regula a acessibilidade em estruturas e está disponível gratuitamente na internet desde a sua concepção, em 2004, ou não é sequer consultada ou aplicada de maneira correta. O resultado? Dificuldades de mobilidade e desrespeito aos direitos básicos das pessoas com mobilidade reduzida garantidos por lei.

Esforços para maior uso da acessibilidade na engenharia

Os engenheiros civis possuem um papel decisivo em trazer a acessibilidade na construção civil, principalmente porque, mesmo não sendo especificamente eles os responsáveis pela elaboração do projeto, eles possuem voz ativa e participação no processo.

Além disso, a engenharia na acessibilidade em muitos casos é reforçada já no projeto, porém de maneira errônea. Cabe aos engenheiros a fiscalização da viabilidade das soluções de mobilidade apresentadas, usando seu know how técnico para fazer comparações certas e sugerir correções.

Dessa forma, os engenheiros civis possuem conhecimentos que podem ser aplicados em instâncias de realização relacionadas a acessibilidade na engenharia, percebendo espaços intransponíveis já na execução da obra e, sendo uma voz ativa na adequação de acordo com o princípio básico e moral de mobilidade que é, como ressaltamos, garantido por lei.

A acessibilidade na engenharia no âmbito acadêmico

Outro grande poder exercido pelos profissionais relacionado a acessibilidade na engenharia é a conscientização, esforço que pode parecer não realizar tanto quanto a correção de um projeto ou a elaboração de um novo, mas que a longo prazo é o mais eficaz.

Os paradigmas mudam somente com a introdução dos temas na formação dos profissionais, algo que deve ser bastante reforçado para todos os graduandos.

Mostrar as vantagens da acessibilidade na engenharia também é essencial, pois assim, é possível entender que por trás das obrigações humanas e da necessidade de se respeitar a lei na hora de construir, a acessibilidade na engenharia também traz questões de valorização do imóvel, oportunidades de marketing positivo para a construtora, turismo, dentre outras.

A deficiência está nas cidades

Não respeitar os parâmetros de mobilidade estabelecidos por lei é, obviamente, um problema grave que as cidades enfrentam. Muitas vezes, as pessoas com mobilidade reduzida são tidas como deficientes, mas será que a deficiência está nelas?

A acessibilidade na construção civil é um assunto tão necessário e urgente, quanto a pavimentação de ruas, criação de calçadas e construção de casas. Se necessitamos de asfalto para dirigir e temos apenas uma estrada de terra, é correto dizer que o carro é deficiente? Obviamente, a deficiência está na cidade que não oferece as condições mínimas de locomoção.

O caso é o mesmo com as pessoas portadoras de mobilidade reduzida. A engenharia na acessibilidade precisar corrigir os erros já existentes em estabelecimentos comerciais, pontos turísticos, condomínios, nas salas de aula e nas escolas, etc., para que as cidades deixem de ser deficientes e passem a dar condições de mobilidade para todos.

Gostou desse artigo? Temos muito mais sobre mobilidade no nosso blog, não deixe de conferir!

O que é e como é feita a reabilitação de edifício?

O que é e como é feita a reabilitação de edifício?

O crescimento vertical das grandes cidades não é de agora. Desde a década de 80, quando a vida em apartamento passou a se popularizar, cada vez mais vemos um horizonte cercado de prédios e edifícios.

Isso significa que, principalmente nas grandes cidades, o número de prédios antigos não é pequeno. Nos grandes centros e em bairros tradicionais, inclusive, eles dominam o cenário.

O grande problema, contudo, é que essas construções foram feitas para demandas antigas, passando não mais a atender as necessidades do homem moderno. É aí, então que surgiu uma demanda no mercado pela reabilitação de edifício.

Continue lendo e descubra como a reabilitação é feita e o que você deve considerar na hora de montar o seu projeto!

Afinal, o que é a reabilitação de edifício?

Reabilitar um edifício é como chegar à sua mesa de escritório que está há dias sem ser organizada e colocar tudo no lugar novamente. Você vai fazer aquela limpa nas gavetas, na mesa, e ainda acrescentar novas ferramentas, como um organizador de papéis, que poderão otimizar a distribuição dos itens e ainda o seu trabalho.

A reabilitação acontece seguindo o mesmo processo, porém aplicado à arquitetura e à engenharia. Isso porque edifícios antigos perdem com o tempo muito de sua usabilidade, e é preciso pensar em como adaptá-los às necessidades atuais.

Isso é válido tanto para edifícios comerciais quanto residenciais. Mais do que uma simples reforma, a reabilitação de edifício envolve uma série de ações que buscam modernizar a construção, corrigir falhas, readequar instalações e deixá-la mais funcional para atender melhor o usuário moderno.

Como é feita a reabilitação de edifício?

Qualquer prédio antigo, como falamos, perde funcionalidades com o passar do tempo e precisa de adaptações. Essas adaptações envolvem não só itens para atender novas demandas do consumidor, mas também adequar o edifício às novas leis e exigências legais que também mudam ao longo dos anos.

O conceito de reabilitação busca revitalizar o prédio, conservando seus aspectos originais, mas adaptando-os para atender novos padrões. Para começar, é feito um estudo verificando a viabilidade econômica do projeto. Em seguida, será feita a elaboração dos estudos preliminares de viabilidade técnica, elaboração do projeto e avaliação da relação entre custo e benefício.

A reabilitação de edifício não só traz benefícios para quem efetivamente usa a edificação, sejam moradores ou funcionários de uma empresa, como também ajuda a reduzir gastos com manutenções e com a conta de energia (aumentando a eficiência energética dos sistemas do edifício).

Por que pensar na acessibilidade durante uma reabilitação de edifício?

Entre as diversas demandas que devem ser cumpridas em um projeto de reabilitação, podemos destacar a necessidade de deixar o edifício acessível para pessoas com deficiência ou dificuldade de locomoção.

Isso porque, em primeiro lugar, a acessibilidade atualmente é lei. Há no país muitas legislações voltadas para o assunto, que estão em vigor há pelo menos uma década. Como a norma federal NBR 9050, de 1994, revisada pela terceira vez em 2015, que estabelece normas gerais e critérios básicos para a promoção dos portadores de deficiência ou com mobilidade reduzida.

Outro ponto a se considerar é que além dos 45.6 milhões de brasileiros com alguma deficiência física, a população do país está envelhecendo, com expectativa de vida atingindo os 71,2 anos para homens e 78,5 anos para mulheres, segundo dados do IBGE.

Ou seja, a acessibilidade é uma demanda cada vez maior para atender esse público. Os projetos de reabilitação de edifícios, portanto, devem seguir essa tendência e pensar não só instalação de rampas e elevadores de acessibilidade que facilitem a vida de quem tem dificuldade locomoção.

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