Projeto de acessibilidade na arquitetura

Projeto de acessibilidade na arquitetura

Entender o projeto de acessibilidade na arquitetura requer um pensamento mais amplo, diferente do que é feito em grande parte das adaptações para pessoas com mobilidade reduzida em estruturas como prédios públicos, áreas residenciais e estabelecimentos comerciais.

Isso se torna evidente inclusive durante esse próprio parágrafo: note que usamos a palavra “adaptação”, que na realidade das pessoas com mobilidade reduzida se traduz em tornar um ambiente muitas vezes intransponível para elas em um com as mínimas condições de locomoção. Esse não deveria ser o objetivo do projeto de acessibilidade na arquitetura.

Pode parecer que estamos falando contra a causa do projeto de acessibilidade, mas na verdade é o contrário. Quer saber mais sobre esse debate? Então continue a leitura!

O projeto de acessibilidade na arquitetura foca na mobilidade

O que muitos profissionais de arquitetura e da engenharia falham em perceber é que não devem haver adaptações para atender as condições mínimas de locomoção das pessoas com mobilidade reduzida: na verdade, todo o design da estrutura deve ser pensada de forma a propiciar essas condições.

Uma andorinha só não faz verão, assim como uma única rampa de acesso não é o suficiente para que o projeto de acessibilidade seja satisfatório. E o espaço dos corredores? E o tipo de piso utilizado? Será que ele é propício para o trânsito com bengalas, muletas ou cadeiras de roda?

O projeto de acessibilidade, quando bem pensado, procura resolver todas as dificuldades das pessoas que podem vir a frequentar aquela localidade, mas não de forma pontual: é necessário ter uma grande abrangência para garantir não apenas condiçõe básicas, mas o conforto de todas as pessoas, com mobilidade reduzida ou não.

E é aí que entra um conceito interessante, que procura ir além da concepção do projeto de acessibilidade: o desenho universal. Continue lendo para descobrir o que ele é!

O que é o Desenho Universal?

Ao final da segunda guerra mundial, a população americana que apresentava mobilidade reduzida cresceu consideravelmente, principalmente devido aos ferimentos de guerra. Quando esses veteranos voltaram para casa, descobriram que grande parte das estruturas não contemplava o uso de muletas, bengalas ou cadeiras de rodas, e não havia nenhum tipo de auxílio de locomoção para pessoas cegas pela rua.

Assim, nessa época foi criado o Desenho Livre de Barreiras, que mais tarde passou a se chamar o Desenho Universal. O Brasil abraçou essa iniciativa com o seu boom de crescimento urbano nos anos sessenta, e hoje em dia o Desenho Universal é o principal norteador do projeto de acessibilidade na arquitetura.

A própria ABNT se baseou nos seus preceitos para a elaboração da NBR 9050, que regula o projeto de acessibilidade na engenharia. Porém, mesmo com os esforços feitos, as recomendações do Desenho Universal não são todas seguidas à risca.

uso equitativo, flexibilidade no uso, uso simples e intuitivo, informação perceptível, tolerância ao erro, baixo esforço físico e tamanho e espaço para aproximação e uso.

O projeto de acessibilidade que se pauta inteiramente no desenho universal apresenta sete guias principais. São elas:

  • Uso Equitativo: o entendimento que todos devem ser capazes de se movimentar sem barreiras;

  • Flexibilidade no uso: a criação de várias opções para as mais variadas limitações;

  • Uso simples e intuitivo: é a facilidade de usar as soluções do projeto de acessibilidade de forma intuitiva, sem precisar de instruções para entender como a estrutura funciona;

  • Informação perceptível: é a sinalização adequada das opções de mobilidade dentro do projeto de acessibilidade;

  • Tolerância ao erro: a possibilidade de errar sem ter riscos à integridade física do usuário;

  • Baixo esforço físico: é a opção de não ter que realizar muito esforço para utilizar um item do projeto de acessibilidade;

  • Espaço para aproximação e uso: diz respeito ao espaço suficiente para se locomover e utilizar as soluções de acessibilidade;

 

A tecnologia no projeto de acessibilidade

Hoje em dia, já fizemos muitos avanços no campo tecnológico capazes de oferecer grandes vantagens ao projeto de acessibilidade. Uma delas é o elevador de acessibilidade.

Podendo ser inserido em qualquer estrutura e em espaços reduzidos, o elevador de acessibilidade é capaz de vencer desníveis com facilidade e, principalmente, sem muitos gastos para o proprietário.

Incluir o elevador no seu projeto de acessibilidade, na época em que vivemos, não é apenas uma questão de querer inserir a pessoa com mobilidade reduzida: é um esforço cidadania e respeito, principalmente pelas facilidades que ele traz sem custos ou manutenção elevada.

Se quiser saber mais a respeito dessas soluções para o seu projeto de acessibilidade, não deixe de conhecer a JE Elevadores. Somos especialistas no assunto e trabalhamos todos os dias para oferecer o melhor para o seu projeto de acessibilidade.

E para mais conteúdo relevante como esse, não deixe de seguir o nosso blog, ok? Até a próxima!

Os benefícios de projetos de acessibilidade na construção civil

Os benefícios de projetos de acessibilidade na construção civil

A acessibilidade na construção civil é algo de extrema importância, por se tratar de algo que afeta diretamente na vida de centenas de milhares de pessoas pelo Brasil. Os avanços na popularização nesses projetos são tímidos, mas já mostram grandes possibilidades.

Não investir em acessibilidade na construção civil é um problema sério, que atrapalha a vida de muitas pessoas com mobilidade reduzida por todo o país. Mas para além da questão de cidadania, na construção civil oferece a possibilidade de explorar um mercado em expansão e pouco aproveitado por muitas construtoras.

Quer saber quais são os benefícios dos projetos de acessibilidade na construção civil? Neste artigo dizemos quais são, tudo o que você precisa fazer é continuar lendo. Vamos com a gente?

A conscientização e a empatia através da acessibilidade

Nós já deixamos claro em vários artigos do nosso blog que a acessibilidade na construção civil é um dever de cidadania que todo profissional da área deve apoiar e realizar nos seus projetos.

A população que possui alguma dificuldade de mobilidade aumenta a cada dia, ao mesmo tempo em que a sua expectativa de vida também fica mais alta na medida em que a qualidade de vida melhora e avanços na medicina são atingidos.

Com isso, para exercer nosso papel como cidadãos empáticos e responsáveis com as necessidades de locomoção de todas as pessoas, são necessários avanços na acessibilidade dentro do âmbito dos projetos, algo que depende do próprio engenheiro, projetista ou arquiteto para se tornar real.

A exploração de um mercado em expansão

Para o consumidor final, às vezes pode ser complicado realizar adaptações na sua casa para melhorar a sua mobilidade por questões financeiras. E também há outra dificuldade: em muitos condomínios residenciais há regulamentações que impedem o morador de realizar reformas extensas para a instalação dessas soluções. O que fazer, então?

A solução mais comum nesses casos, para a pessoa com mobilidade reduzida, é procurar uma casa ou apartamento que já possua esses recursos instalados e funcionando corretamente. Assim, ela economiza ao mesmo tempo em que tem tudo o que precisa para se locomover perfeitamente.

Percebeu a oportunidade de mercado? A falta de soluções de acessibilidade na construção civil torna rentável investir, e os custos para a instalação de equipamentos de acessibilidade são muito pequenos quando comparados com toda a estrutura do imóvel.

Valorização da estrutura

A acessibilidade na construção civil tem outro grande benefício, um que atrai investidores conscientes e com o olho no futuro: a valorização da estrutura.

Justamente por se tratar de um investimento com amplo mercado, um imóvel que se utiliza de recursos de acessibilidade valoriza-se com maior velocidade e certeza.

Além disso, a acessibilidade na construção civil muito provavelmente se tornará padrão nos imóveis do futuro, pois o debate que passa pelos engenheiros e arquitetos avança dentro das universidades e das construtoras e o clamor por mudanças oriundo dessa parcela da população somente se torna mais alto.

Assim, é seguro dizer que na construção civil é uma forma de se preparar para um futuro que não tarda a chegar.

Ampliação da clientela

Para estabelecimentos comerciais, ter formas acessíveis para que pessoas com mobilidade reduzida consigam entrar na loja é exatamente o que você está imaginando: uma maneira de ganhar novos clientes.

Quando se investe em elevadores ou rampas de acesso para o estabelecimento, a parcela da população normalmente excluída desses locais passa a fazer compras na sua loja, pois ela é inclusiva e assertiva nos recursos de acessibilidade na construção civil.

Estar de acordo com a legislação

A legislação brasileira, por meio da NBR 9050 de 1983, já contempla a acessibilidade na construção civil. Para fortalecer a acessibilidade, em 2000 foi instaurada a Lei 10.098, que torna obrigatórios os recursos de acessibilidade em novos empreendimentos imobiliários.

Dessa forma, a acessibilidade na construção civil é muito mais do que uma simples recomendação ou um esforço de cidadania tão somente, mas sim algo exigido por lei.

A fiscalização no Brasil anda, assim como os esforços na criação de ambientes com acessibilidade, muito tímida, e grande parte dos novos empreendimentos simplesmente ignora essa lei.

Para se adequar a ela e estar preparado para o futuro ao mesmo tempo em que se exercita a empatia e a coletividade, é importante que a acessibilidade na construção civil seja uma grande preocupação na hora de elaborar um projeto.

Quer saber como se apresenta a acessibilidade na construção civil? Conhecer opções com ótimo custo benefício e uma empresa idônea para fazer a instalação? Tudo isso você encontra na JE Elevadores. Venha nos conhecer!

E depois de explorar nosso catálogo, não deixe de visitar nosso blog para mais artigos sobre acessibilidade na construção civil!

Acessibilidade na construção civil: o papel do engenheiro

Acessibilidade na construção civil: o papel do engenheiro

A acessibilidade na construção civil possuem uma longa história de correlação, sendo que grande parte das melhoras encontradas nas vias públicas e nos estabelecimentos proporcionando o livre acesso de todas as pessoas se deve, em grande parte, a essa área de estudos.

Desde ajudar em uma definição maior da função das calçadas e indicar a necessidade da acessibilidade na construção civil até o planejamento para um futuro mais inclusivo, engenharia civil e acessibilidade sempre  caminharam juntas, e prometem continuar assim pelos próximos anos.

Quer saber como a acessibilidade na construção civil se completam na criação de espaços inclusivos para todos os cidadãos? É só continuar a leitura deste artigo! Vamos lá?

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Acessibilidade na construção civil: o que nos trouxe até o entendimento das necessidades especiais de locomoção

Acessibilidade na construção civil possui uma longa história de conhecimentos e melhoras na vida pública brasileira.

Se olharmos para as definições anteriores de calçada na época do Brasil colonial, podemos perceber que sua função era a de proteger as casas das infiltrações pelas águas pluviais.

A informação é dada por atras da câmara municipal de São Paulo, circa 1563, e apresentadas por Marcos Antônio Serafim em 2010, na sua tese de mestrado. Engenharia civil e acessibilidade, nessa época, nem mesmo cruzava o pensamento das pessoas.

Hoje em dia, a definição segundo a ABNT para calçadas é mais ampla: “parte da via, normalmente segregada e em nível diferente, não destinada à circulação de veículos, reservada ao trânsito de pedestres e, quando possível, à implantação de mobiliário, sinalização, vegetação e outros fins”. O órgão ainda estipula a necessidade de instalar piso antiderrapante e outras alternativas contemplando a acessibilidade na construção civil.

Essa enorme diferença mostra um progresso em relação ao entendimento de urbanidade e a necessidade de estabelecer estruturas seguras e viáveis para o trânsito de todas as pessoas. Os responsáveis por essa clarificação? Engenharia civil e acessibilidade.

O debate de como construir perpassa inicialmente quem utiliza as estruturas – como as calçadas – e os seus clamores por mudança, que então são analisados pelos engenheiros civis e os arquitetos. Sem o suporte da engenharia civil na acessibilidade, os pedidos de mudança seriam inócuos e as soluções nunca teriam evolução.

É responsabilidade da engenharia civil criar métodos de acessibilidade nas cidades, e fomentar o debate da importância da acessibilidade na construção civil dentro do âmbito acadêmico. Foi assim que partimos de uma definição crua de calçadas dos tempos de Brasil colonial até a legislação ampla que possuímos hoje.

O que o engenheiro faz para a acessibilidade na construção civil?

Cabe ao engenheiro um profundo conhecimento sobre as normas técnicas vigentes na hora de construir ou reformar um imóvel, espaço público ou simplesmente uma calçada para uso público na rua.

O engenheiro e o arquiteto, na verdade, devem trabalhar juntos para que nenhum aspecto seja deixado de lado, e avaliar cuidadosamente se os esforços de acessibilidade sendo feitos no projeto estão de acordo com a realidade de uma pessoa com mobilidade reduzida.

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Além disso, cabe ao engenheiro fiscalizar a execução do projeto, observando principalmente se as soluções criadas por ele realmente são viáveis quando saem do papel.

Portanto, é seguro dizer que o engenheiro civil é o grande executor das ações de acessibilidade dentro da realidade da construção, cabendo a ele a necessidade de conhecer toda a legislação e aplicá-la.

Acessibilidade na construção civil para o futuro

Engenharia civil e acessibilidade hoje em dia são áreas que funcionam em ligação, ou seja, uma ajuda a outra na criação de ambientes urbanos inclusivos e acessíveis para todas as pessoas.

Se nós vimos que a acessibilidade na construção civil, especialmente nas calçadas, chegou ao nível de atuação que vemos atualmente graças aos esforços de debate e conscientização de engenheiros civis e arquitetos, o futuro nos promete um entendimento ainda maior e mais avanços em acessibilidade na construção civil.

Especialmente quando consideramos os projetos sendo realizados atualmente: eles serão a referência de construção para o futuro. Dessa forma, quanto mais a acessibilidade na construção civil for um ponto relevante na elaboração dos projetos, responsabilidade que perpassa amplamente o trabalho do engenheiro civil, mais e mais essa preocupação será tida como padrão para a construção de estruturas no futuro.

Os estabelecimentos comerciais, condomínios de moradia, praças e parques públicos sendo projetados com técnicas de mobilidade e acessibilidade contribuem, então, para que outros iguais surjam, alimentando um ciclo benéfico que, em um cenário otimista, resultará na padronização da acessibilidade. Isso é o que o futuro pode trazer, e esse é o dever dos engenheiros civis.

Na academia

O futuro aponta para uma força de conscientização ainda maior por parte da engenharia civil, sendo que já existe pressão para a inclusão de cadeiras sobre a acessibilidade dentro da graduação dos futuros engenheiros civis.

Isso resulta em uma parcela da população engajada e que produz conteúdo para suportar suas teses de mobilidade urbana, algo crucial para a conscientização de toda a população. Engenharia civil e acessibilidade, então, já é uma realidade no meio acadêmico.

Elevador de acessibilidade - JE Elevadores

A formação do engenheiro deve contemplar a acessibilidade na construção civil, além de incentivar a pesquisa e trazer mais embasamento teórico para reafirmar todas essas conclusões. Os graduandos devem entender os problemas que a falta de mobilidade gera nas pessoas, e como ambientes acessíveis ampliam a noção de urbanidade.

O futuro, dizem, a Deus pertence, mas nós estamos no caminho certo para trazer e garantir resultados positivos nas vidas das pessoas com mobilidade reduzida. Que caminho é esse? A acessibilidade na construção civil. 

Gostou deste artigo? Temos muito mais sobre acessibilidade na construção civil no nosso blog! Por que você não vem nos conhecer?