Quem movimenta o debate sobre a acessibilidade no Brasil? Quem mantém o tema relevante e sempre em evidência nos mais diversos círculos? Muito é feito pelos engenheiros e arquitetos na prática diária, muito também é discutido pelos ativistas lutando diariamente.

Mas, o que realmente mantém o assunto em alta são as pesquisas acadêmicas sobre acessibilidade.

Nas universidades do país muito é discutido, pesquisado e deliberado. É lá onde o Método Científico é aplicado na busca pela verdade sobre uma situação ou assunto a ser debatido.

Uma vez que uma hipótese é levantada, ela é investigada utilizando o rigor científico, e os resultados são debatidos pelos setores responsáveis do governo federal.

Basicamente, esse é o ciclo de vida das pesquisas acadêmicas sobre acessibilidade. Esse trabalho pode parecer lento sendo lido assim, mas imagine quantas universidades temos no Brasil.

Aliás, não precisa imaginar: o INEP divulgou em 2017 que possuímos mais 2.400 em atividade, e dentro delas, milhares de cursos que tocam em questões relativas à acessibilidade, como a engenharia civil, elétrica, arquitetura, etc.

Todos esses milhares de cursos contam com outras centenas de milhares de discentes, todos com total liberdade para escolher projetos de pesquisa que os aprazem. O resultado é um debate sobre a acessibilidade que nunca morre, e avanços em tecnologias que impactam positivamente todo o cenário sobre acessibilidade no Brasil.

Sendo mais objetivo ainda: as pesquisas acadêmicas sobre acessibilidade são a força motriz para as mudanças positivas que vemos surgir com cada vez mais regularidade no nosso país.

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Tecnologia Assistiva

Tecnologia Assistiva é o termo que define uma grande área de conhecimento interdisciplinar voltada à investigação de tecnologias que promovem a acessibilidade.

Quando dissemos interdisciplinar, é o que estávamos falando ali em cima. São vários cursos e várias áreas de graduação ativamente pesquisando maneiras de melhorar a vida das pessoas com deficiência e mobilidade reduzida no Brasil.

E a área conta com total respaldo do Governo Federal. Em 2006, foi instituído no Brasil o CAT, Comitê de Ajudas Técnicas, que procura legitimar a apoiar pesquisas nessa área. A terminologia caiu, e hoje, já é reconhecida como Tecnologia Assistiva.

Esse é apenas um dos caminhos que conectam as pesquisas acadêmicas sobre acessibilidade ao cotidiano dos brasileiros. As pesquisas recebem visibilidade por parte do Governo Federal e conseguem se desenvolver com tranquilidade e com garantias de serem levadas à sério e de conseguirem espaço após apresentarem resultados.

Qual é a verdadeira importância das pesquisas acadêmicas sobre acessibilidade?

As pesquisas acadêmicas sobre acessibilidade não podem nunca acabar. Esse é um fato que nem precisa de debate.

Imagine como era o cenário de inclusão e acessibilidade nos anos 90. Mais uma vez, não precisamos imaginar: podemos ver. A Lei n.º 8.213/91, que regulamenta questões sobre o mercado de trabalho, só foi estabelecida em 1991.

Ela garante que empresas devam abrir espaço para pessoas com deficiência. Isso só foi possível graças ao esforço de pesquisadores que identificaram a marginalização crescente dessas pessoas em competição ampla.

Outro exemplo? A NBR 9050, um dos grande marcos da acessibilidade na arquitetura, só foi estabelecida em 2004, com ratificações ocorrendo só 10 anos depois.

Hoje, se há fiscalizações em novas obras com a acessibilidade como um dos principais escopos, isso se deve a pesquisadores dedicados que entenderam que um dos pontos fundamentais que a sociedade deve entregar aos seus cidadãos é a mobilidade. Quem consegue se movimentar livremente é empoderado dentro de uma cidade.

Não há argumento mais poderoso do que esse. As pesquisas acadêmicas sobre acessibilidade são o que movem os avanços na área, e os impactos são sentidos a curto, médio e longo prazo.

Como estão as pesquisas acadêmicas sobre acessibilidade no Brasil?

Os últimos anos trouxeram o Brasil em posição de destaque no mundo das pesquisas acadêmicas, e com otimismo, podemos dizer que as faculdades possuem autonomia suficiente para continuar o bom trabalho nessa área.

Ao mesmo tempo, o cenário é incerto. Não podemos dizer qual será o futuro das pesquisas acadêmicas sobre acessibilidade no Brasil, já que não podemos dizer como vai ser o futuro das pesquisas acadêmicas hoje.

Não necessariamente por conta de governantes ou ministros, mas sim, por uma questão prática: estamos, em 2019, em um momento de transição.

É difícil dizer o que o futuro nos reserva, mas é provável que continuaremos a desenvolver nossas pesquisas. A autonomia das instituições já é grande, e elas praticamente já funcionam sozinhas.

O problema é só o financiamento. Dessa forma, precisamos nos mobilizar e ordenar, como parcela relevante da população, que os caminhos da pesquisa não podem se fechar. Como você pôde ver, há muito em jogo.

Quer saber mais sobre a NBR 9050, que mencionamos ali em cima? Então saiba mais no nosso artigo dedicado à ela!

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