Banheiro com acessibilidade: como tornar o local mais inclusivo

Banheiro com acessibilidade: como tornar o local mais inclusivo

Conhecido como PNE, que significa “pessoas com necessidades especiais”, o banheiro com acessibilidade é essencial na vida de quem possui algum tipo de limitação. 

No Brasil, o  banheiro com acessibilidade é obrigatório em locais públicos, seguindo as normas da ABNT. Já nas residências, deve atender às necessidades de cada usuário, além de valorizar o imóvel.

Acompanhe a leitura do nosso artigo e saiba mais sobre o assunto.

 

Obedeça as normas para ter um banheiro mais acessível

Para construir um banheiro com acessibilidade em estabelecimentos, locais públicos ou em casas é preciso seguir as orientações da ABNT NBR 9050. A Associação Brasileira de Normas Técnicas determina os pontos que devem ter acesso nas edificações. 

Segundo a norma, escolas, shoppings, universidades, hotéis, ou seja, prédios públicos e comerciais devem ter ao menos 10% de banheiros destinados às pessoas com deficiência. 

Em casas e apartamentos, o banheiro com acessibilidade não é obrigatório, porém, proporciona mais segurança e conforto aos moradores.

 

Instale barras de apoio

O banheiro com acessibilidade deve ter barras de apoio. Elas oferecem segurança para quem usa cadeira de rodas, têm mobilidade reduzida ou que é idoso e precisa se apoiar. No entanto, para que essas barras sejam seguras, elas precisam suportar 150 kg e ter de 30 a 45 mm de diâmetro. Também é importante posicioná-las a uma distância mínima de 4 cm da parede. 

Próximo ao vaso sanitário, você deve instalar barras atrás da privada. No caso de banheiros que não têm parede ao lado do sanitário, o ideal é uma barra articulada. Pense também em ter suporte ao lado da pia. 

No caso da ABNT 9050, ela exige duas barras, uma de cada lado do lavatório. Elas podem ser instaladas na vertical e na horizontal. Instale também perto do registro do chuveiro, do banco ou da cadeira de banho.

 

Tenha pias indicadas pela ABNT

As pias devem ser projetadas de forma que a cadeira de rodas fique 30 cm abaixo da borda do lavatório. As torneiras também deverão ser acionadas por alavancas ou por sensores. Assim, a pessoa com deficiência terá mais facilidade para lavar as mãos.

 

Tome cuidado na hora de colocar as portas 

As portas do banheiro devem ser acessíveis. A ABNT determina que a porta deve ter 80 cm de largura e abrir para o lado de fora. Instale ainda um puxador na horizontal, com 40 cm de largura. Além disso, ele deve ficar a uma altura em que a pessoa passe com a cadeira de rodas. 

 

Eleve o vaso sanitário 

De acordo com a Norma Brasileira, o vaso sanitário deve ser elevado, dessa forma, os assentos atendem as pessoas com mobilidade reduzida.

 

Torne a área do chuveiro acessível

No banheiro com acessibilidade, a área do chuveiro não pode ter desnível. O chão deve ser nivelado para não causar acidentes. Além disso, é mais fácil utilizar a área com a cadeira de rodas.

Outro detalhe importante é quanto ao piso. Ele deve ser antiderrapante e no lugar do box o mais indicado é o uso de cortinas, pois não atrapalham na saída e entrada. Segundo as normas técnicas brasileiras, a área do banho deve ser em formato retângulo e ter no máximo 95 cm para facilitar a locomoção.  

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Acessibilidade para deficientes na área da saúde

Acessibilidade para deficientes na área da saúde

Desde 2004, os empreendimentos levam a ABNT NBR 9050 em consideração na hora de construir ou reformar ambientes abertos ao público. Isso é ainda mais importante quando tratamos da área da saúde, com hospitais e unidades básicas. 

Confira o artigo completo com a gente!

 

Entenda como funciona a acessibilidade para deficientes no caminho à unidade de saúde

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 45 milhões de pessoas têm algum tipo de deficiência. Isso significa que 25% da população precisa de acessibilidade. Portanto, o acesso à saúde começa antes de chegar às unidades básicas de atendimento. É necessário pensar desde a vaga do estacionamento, aos banheiros e demais ambientes onde há circulação de pessoas.

Acessibilidade para deficientes no caminho à unidade de saúde

Quando o assunto são os arredores da unidade de saúde, a recomendação é que seja criada uma rota acessível junto ao Departamento de Trânsito da cidade, para que haja facilidade no acesso ao local.

Também é essencial instalar semáforos com avisos sonoros, ao invés de apenas visuais. Com isso, a acessibilidade para pessoas com deficiência se torna ainda mais abrangente. 

Outro detalhe importante é a adaptação de pelo menos um acesso ao transporte público. Pode ser uma rampa ou elevador de acesso até a plataforma onde passa o transporte coletivo. Já para as pessoas portadoras de deficiência que vem de carro, são necessárias vagas exclusivas para deficientes e idosos.

 

Pense em rotas acessíveis para todos

É importante pensar em rotas acessíveis para deficientes visuais e físicos. Ao entrar na unidade de saúde, é importante pensar nos desníveis. Eles devem ser vencidos com rampas ou com elevadores de acessibilidade, soluções mais seguras e modernas para as pessoas com deficiência e que precisam de cadeiras de rodas. 

 

Promova a acessibilidade dentro da unidade de saúde

Dentro da unidade de saúde, as portas devem conter vão livre de pelo menos 0,80m, espaço suficiente para que cadeirantes e pessoas portadoras de outras deficiências consigam manuseá-las. A altura mínima é de 2,10m. Isso vale tanto para portas de acesso quanto para elevadores. 

Na parte inferior é recomendado que essas portas possuam guardas inferiores e nos batentes para absorver o impacto de bengala, cadeiras de rodas e andadores. Acionamentos manuais devem estar a 0,90 m ou 1,10 m do piso acabado no mínimo.

Acessibilidade para deficientes na área da saúde | JE Elevadores

 

Instale corrimãos nas escadas

As escadas no interior da unidade de saúde devem conter corrimãos nos dois lados, sempre que for possível instalar. Eles precisam estar a duas alturas, 0.92 m e 0,70 m do piso, medidos na face superior dos corrimãos. A largura deve ser de 3,5 a 4 centímetros, sendo feitos preferencialmente sem arestas vivas para não machucar os usuários.

Todos os degraus devem possuir sinalização tátil nas extremidades para evitar acidentes. A sinalização deve ser em cores contrastantes com o piso e possuírem largura entre 0,25m e 0,60m. 

 

Dê atenção aos sanitários das unidades de saúde 

Como todos os sanitários em espaços públicos, os da unidade de saúde também precisam estar adaptados. É feita uma cabine para cada gênero, sendo que precisam conter barras de apoio, sanitário adaptado e porta para separar o resto do ambiente da própria cabine. 

Além disso, essas são apenas algumas recomendações, um compilado de informações de várias leis, normas técnicas e estatutos. Você consegue conferir o documento base, criado pela Secretaria Nacional de Promoção dos Direitos das Pessoas com Deficiência e a Secretaria Nacional de Direitos Humanos.

 

Ofereça informações para as pessoas com deficiência 

A Política Nacional de Saúde da Pessoa com Deficiência é uma das ferramentas adotadas pelo poder público. Ela diz respeito à reabilitação da pessoa com deficiência na capacidade funcional e no desempenho humano. Por isso, o Ministério da Saúde desenvolveu uma cartilha chamada “A Pessoa com Deficiência e o SUS”, na qual há um conjunto de informações necessárias para que os deficientes compreendam os direitos no setor de saúde. 

Como você pode ver, é importante pensar na acessibilidade para deficientes na área de saúde. Portanto, informe-se e adapte os espaços para que as pessoas com deficiência e mobilidade reduzida tenham a acessibilidade. Gostou do conteúdo? Leia o nosso próximo post sobre cota para deficientes nas empresas e acessibilidade nas indústrias! 

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Reatech 2021: saiba tudo sobre o maior evento de Tecnologia em Reabilitação, Inclusão e Acessibilidade

Reatech 2021: saiba tudo sobre o maior evento de Tecnologia em Reabilitação, Inclusão e Acessibilidade

A Reatech (Feira Internacional de Tecnologias em Reabilitação, Inclusão e Acessibilidade) é considerada a principal feira do setor da América Latina. Ela acontecerá entre os dias 27 e 30 de maio, na cidade de São Paulo.

Neste post vamos falar a respeito desse evento que reúne cerca de 300 expositores. Ficou interessado em conhecer a Reatech 2021? Então, continue com a leitura do artigo! 

 

O que é a Reatech 2021? 

A Reatech 2021 é uma feira organizada e promovida pela Cipa Fiera Milano, especializada em feiras e publicações técnicas. O evento reúne representantes de vários segmentos como: agências de emprego voltadas às pessoas com mobilidade reduzida e deficiência, representantes de indústrias farmacêuticas, de departamentos de recursos humanos e de empresas que fabricam cadeira de rodas. 

Indústrias dos segmentos de veículos adaptados para deficientes físicos (vans, ônibus e carros) e fabricantes de equipamentos especiais também podem participar. Além disso, empresas especializadas em materiais hospitalares e aparelhos auditivos podem expor produtos ou visitar a Reatech 2021. Assim como quem trabalha com higiene pessoal, terapias alternativas, turismo, lazer, próteses e órteses. 

 

Qual é o objetivo da Reatech 2021? 

A feira serve tanto para produzir conhecimento quanto para divulgar as novas tecnologias. O espaço é dedicado à acessibilidade, entretenimento e geração de empatia. 

Onde e como será o evento?  

A 17ª edição de Reatech será realizada em um dos novos pavilhões do São Paulo Expo Exhibition & Convention Center. O espaço foi escolhido por atender as necessidades dos expositores e visitantes. Segundo os organizadores, serão 4 dias de atividades culturais e sociais como: oficinas com profissionais renomados, equoterapia, test drive de carros adaptados, quadras poliesportivas, seminários e workshops.

 

Quem serão os expositores? 

Representantes dos segmentos da Indústria de Reabilitação, Inclusão e Acessibilidade. No entanto, para quem deseja ter mais informações sobre os expositores, no site oficial da feira tem um link com todos os segmentos que irão participar.  

 

Quem serão os visitantes?

A Reatech 2021 recebe pessoas com deficiências e familiares, médicos, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, pedagogos e terapeutas ocupacionais. Também participam presidentes de associações de pessoas com deficiência, investidores, diretores e/ou proprietários de clubes de lazer ou de imóveis residenciais. 

O evento conta, ainda, com a participação de psicólogos, assistentes sociais e professores. Também há espaço para engenheiros, arquitetos, construtores, etc.

 

Quais as expectativas da Reatech 2021?

De acordo com os organizadores, a Reatech Brasil 2021 espera reunir 300 marcas de todo o País e 52 mil profissionais do setor em 35 mil metros quadrados de área de exposição. 

 

Quais os horários da feira? 

Nos dias 27 e 28 acontecerá das 13h às 20h. Dias 29 e 30, das 10 às 19h. Mais informações como formas de credenciamento ou como expor produtos, você terá no site oficial da feira.

 

Como foi a Reatech de 2019? 

Em 2019, a Reatech reuniu 52 mil pessoas em quatro dias de evento. Os destaques da edição foram: 

  • Casa Conceito – imóvel adaptado para pessoas com mobilidade reduzida;
  • Reackathon – maratona voltada a soluções de acessibilidade;
  • Pista de RadCross – pista com competição para estimular desafios e encontrar atletas em potencial. 

 

Os participantes do evento também tiveram a oportunidade de participarem de um test-drive com os automóveis adaptados das principais montadoras.

E então, quer participar da Reatech 2021? No site oficial da Feira você encontrará todas as informações que precisa para participar e conferir as novidades do mercado. No portal, você também terá uma lista dos principais segmentos que sempre participam do evento.  

Gostou do conteúdo? Quer ler mais sobre o assunto? Acesse o nosso blog e confira outros artigos como esse! 

 

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Cota para deficientes nas empresas: acessibilidade em indústrias

Cota para deficientes nas empresas: acessibilidade em indústrias

Desde 1991, a Lei de Cotas Nº 8.213/91 definiu que houvesse cota para deficientes nas empresas e organizações com mais de 200 colaboradores, sendo deficiências físicas ou mobilidade reduzida. Por isso, é importante, tanto para PCD quanto para contratantes, entender como funciona esta lei.

Se você quer saber mais sobre o assunto, continue lendo esse conteúdo.

Qual é a cota para deficientes nas empresas?

De acordo com a Lei, as organizações que possuem mais de 100 funcionários, e que têm um percentual entre 2% e 5% do total de colaboradores, precisam estar atentas às seguintes cotas para deficientes:

  • organizações com até 200 colaboradores: 2% das vagas para deficientes;
  • entre 201 e 500: 3%;
  • 501 a 1000: 4%;
  • a partir de 1001 colaboradores: 5%.

Esses números são o total de funcionários, somando sede e filiais da empresa. Ainda, é proibida por lei a contratação dos PCDs para um mesmo setor ou departamento da organização. Isso existe para que haja a valorização da mão-de-obra, independente das condições físicas, integrando todos de forma igualitária no ambiente de trabalho.

Quais os direitos garantidos pela Lei de cota para deficientes nas empresas?

Conheça os direitos garantidos abaixo:

Jornada especial de trabalho

O primeiro ponto é a jornada especial de trabalho. Caso um funcionário PCD precise de horários flexíveis, a empresa precisa adaptar as rotinas a essa solicitação. Pode ser chegar mais tarde, sair mais cedo, ou outras condições, desde que seja acordado por ambas as partes.

Cota para deficientes nas empresas: Igualdade salarial

As empresas não podem pagar menos aos colaboradores com deficiência. Se a função exercida for a mesma para os funcionários PCD, a igualdade salarial deve ser respeitada. Caso não seja, a empresa pode ser acusada de prática discriminatória e ilícita, cabendo denúncia à Justiça do Trabalho.

Estabilidade

As pessoas com deficiência só podem ser demitidas, sem justa causa, após o fim do contrato de 90 dias. Isso também só poderá acontecer diante da admissão de outro colaborador nas mesmas condições que a pessoa que será dispensada. Essa regra é para empresas que não atingiram o número mínimo de PCDs contratados. Caso a empresa tenha atingido, deve seguir as regras gerais da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).

Como saber se a empresa se preocupa com a acessibilidade?

Toda organização que se preocupa com a acessibilidade implementa um programa de inclusão e respeita a cota para deficientes nas empresas. Neste programa, há um plano de carreira para os colaboradores, para que eles aproveitem, da melhor maneira possível, as qualificações profissionais. Também é importante observar:

As metas que a empresa propõe

Todas as metas definidas e gerenciadas pela empresa devem respeitar as limitações dos colaboradores PDC ou com mobilidade reduzida, garantindo o desenvolvimento profissional. Além disso, os supervisores devem deixar claro para os outros funcionários que a pessoa com deficiência conquistou determinada posição dentro da empresa, não pela condição física, mas por mérito.

A cultura organizacional

Como a empresa trabalha a cultura organizacional? Ela deixa claro para os colaboradores a importância de incluir pessoas com deficiência no meio? Se sim, é sinal que a organização se preocupa com a cultura organizacional e está no caminho certo.

A diversidade nas empresas

A inclusão nas empresas deve ser tratada como oportunidade de trabalhar a diversidade. Além disso, garantir aacessibilidade das pessoas com deficiência não pode ser uma obrigação, mas sim uma maneira de demonstrar empatia.

Portanto, oferecer oportunidades de trabalho para pessoas com mobilidade reduzida ou qualquer outro tipo de deficiência é uma maneira de garantir boa cultura organizacional e social.

Como você viu neste artigo, todas as pessoas com deficiência têm direitos que devem ser respeitados. Neste contexto, saber como as cotas funcionam é o primeiro passo para entender o mercado de trabalho. Afinal, todos somos iguais perante a lei.

Gostou do nosso conteúdo? Leia o próximo artigo sobre elevador para cadeirante nas empresas!

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Entenda a importância da Acessibilidade nas academias

Entenda a importância da Acessibilidade nas academias

A Lei Brasileira de Inclusão, juntamente com a ABNT 9050/2015 garantem o direito à acessibilidade às pessoas com deficiência física, auditiva, visual ou com mobilidade reduzida. E promover a acessibilidade em qualquer ambiente público ou privado traz benefícios para investidores. 

Afinal, a garantia da acessibilidade agrega valor ao imóvel, já que hoje as pessoas se preocupam cada vez mais em encontrar ambientes públicos ou privados que sejam acessíveis.

Assim, uma academia adaptada representa o verdadeiro sentido de inclusão, pois dá o direito às pessoas com deficiência de participar de atividades comuns da forma como elas desejarem.

Para você se informar sobre o assunto, continue com a leitura do nosso post. No artigo que preparamos, explicaremos tudo sobre a acessibilidade nas academias!

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O que adaptar nas academias para garantir a acessibilidade da pessoa com deficiência?

Veja os principais itens que devem ser adaptados:

Estacionamento

Instale placas verticais com indicação para deficientes e pessoas com mobilidade reduzida. Ofereça condições para que essas pessoas se sintam bem recebidas em sua academia.

Calçadas de acesso

O primeiro passo é adaptar a calçada de acesso, colocando rampas auxiliares. Assim, cadeiras de rodas ou pessoas com muletas entram na academia com facilidade.

Piso

Além do acesso, o piso também pode ser modificado para garantir segurança e guias aos deficientes visuais. São placas, normalmente de material antiderrapante, que indicam os caminhos livres na academia, evitando acidentes.

Vestiários feminino e masculino

Nos vestiários feminino e masculino você deve haver barras de ferro para que as pessoas possam se apoiar. É muito importante lembrar do espaço reservado para cadeira de rodas, muletas ou andadores, que são utilizados pelas pessoas com deficiência.

Portas

As portas, principalmente as dos banheiros, devem possuir sinalização visual e tátil com altura (A) entre 1,20 m e 1,60 m em plano vertical na parede adjacente à porta. A maçaneta deve ter uma alavanca e acabamento recurvado. 

Sanitários de uso restrito

Veja também se os sanitários de uso restrito possuem um dispositivo de emergência perto do boxe. O mictório também deve ter barras de apoio.

Bancadas

As bancadas também precisam ser adaptadas com pelo menos uma barra posicionada nas extremidades e a ter alavanca na torneira.

Quais os equipamentos utilizados para adaptar os espaços com maior circulação de pessoas?

Além de adaptar os ambientes mencionados acima, veja quais os equipamentos utilizar para oferecer a acessibilidade em toda a academia:

Tenha corrimãos nas rampas de acesso

As rampas deverão ter corrimãos circulares, guia de balizamento, com altura mínima de 5 cm, e faixa de piso tátil de alerta de início e fim. 

Adquira uma plataforma de acessibilidade

As plataformas de acessibilidade transportam bens e pessoas na vertical. O equipamento facilita o deslocamento entre dois níveis distintos e é uma solução de acessibilidade rentável, projetada para ser instalada no interior ou no exterior da sua academia.

Plataforma de acessibilidade

Instale elevadores de acessibilidade

Uma boa academia deve ter elevadores que garantam o acesso das pessoas com deficiência. A cabine ideal precisa ter largura de 90 cm e comprimento livre, de no mínimo 1,40 m. A porta deve ter visor, com largura mínima de 60 cm, e borda inferior, de altura entre 30 cm e 90 cm do piso.

Como você viu no post, é importante investir em acessibilidade nas academias, para que você garanta o direito das pessoas com deficiência e mobilidade reduzida, agregando também valor ao empreendimento.

E então, gostou do conteúdo? Leia o nosso próximo post sobre a acessibilidade, um direito de todos!

Cinemas terão até 2021 para adaptar salas a pessoas com deficiência

Cinemas terão até 2021 para adaptar salas a pessoas com deficiência

O lazer é um direito social, de acordo com a Constituição Brasileira. Não é a toa que a acessibilidade nos cinemas é discutida por representantes do Governo Federal, do Senado e de Grupos de Apoio às pessoas com deficiência. A Lei Brasileira de Inclusão, também conhecida como Estatuto da Pessoa com Deficiência, nos mostra que é preciso adaptar as salas de cinema no Brasil e oferecer acessibilidade às pessoas com deficiência visual e auditiva. 

No entanto, o prazo para essa adaptação venceu no início de 2020. Porém, o Presidente Jair Bolsonaro assinou uma Medida Provisória, a MP 917/2019, prorrogando a data final para a mudança. Agora, os proprietários de salas de cinema terão até o dia 1º janeiro de 2021 para se adequarem à regra e atenderem as necessidades das pessoas com deficiência.  

Segundo o Governo, o prazo foi prorrogado porque os recursos necessários para as obras de adaptação das salas de cinema só foram liberados no dia 17 de dezembro de 2019. Assim, de acordo com as informações do próprio Governo Federal, não foi possível atender a Lei de Acessibilidade em relação as salas de cinema. 

Outro ponto foi que somente em março deste ano (2020) o Senado aprovou a Medida Provisória de Bolsonaro. Além disso, o problema se estendeu, pois apenas em junho foi publicada a Lei nº 14.009/20, que determina os 60 meses para que os proprietários dos cinemas façam as suas adequações às regras, garantindo assim acessibilidade às pessoas com deficiência. 

No entanto, o que diz a lei que prorroga o prazo para os donos de cinema se adaptarem as regras de acessibilidade e como você, pessoa com deficiência, ou com mobilidade reduzida será beneficiado (a) com essa mudança? Essas são algumas perguntas que responderemos ao longo deste artigo. Acompanhe com muita atenção a leitura!

Pessoas com deficiência - sala de cinema | JE Elevadores

Quantas salas de cinema no Brasil oferecem acessibilidade às pessoas com deficiência?

Segundo a Agência Nacional de Cinema (Ancine), há no País 3300 salas de cinema. Até 2019, menos de 10% desses espaços tinham algum tipo de acessibilidade para pessoas com deficiência auditiva ou visual. Isso quer dizer que apenas 269 salas, ou seja, 8% do total, ofereciam recursos como legenda descritiva, audiodescrição ou libras. No entanto, os espaços deverão se adaptar a essas regras até o prazo final, que é início de janeiro de 2021.

O que determina a Lei 14009?

A Lei 14009 prorroga o prazo para os cinemas adaptarem às regras. Já a Lei de Acessibilidade determina que os cinemas devem contar com espaços livres e assentos para pessoas com deficiência. Os espaços destinados à elas deverão ter boa visibilidade. Isso também deve acontecer em todos os setores próximos as salas e nos corredores de acesso. Além disso, os locais devem receber as devidas sinalizações.

O Estatuto da Pessoa com Deficiência também garante os recursos de acessibilidade. Entre eles, a janela com intérprete da língua brasileira de sinais (Libras), audiodescrição e subtitulação por meio de legenda oculta.

Quais as barreiras que as pessoas com deficiência enfrentam nas salas de cinema?

Há muitas barreiras que dificultam o direito das pessoas com deficiência de usufruírem das salas de cinema. Para começar, boa parte dos filmes que são ofertados no Brasil não têm legenda descritiva ou janela com intérprete de libras. Os filmes também não possuem auto-descrição e somente os espaços públicos destinados ao audiovisual exibem um conteúdo voltado aos deficientes visuais e auditivos.

Além dos problemas citados acima, os cadeirantes também sofrem para ir ao cinema. Algumas salas não contam com bilheteria preferencial. Também há aquelas que ficam em locais sem elevadores de acessibilidade ou rampas de acesso. Outra dificuldade é que os lugares reservados para quem tem mobilidade reduzida, muitas vezes, são próximos à tela de exibição, o que dificulta a visualização e o entendimento do filme.

Como conseguir recursos para adaptar as salas de cinema?

Se você é investidor ou deseja investir em uma sala de cinema, cumprindo a Lei de Acessibilidade, preste atenção nesta dica:  de acordo com o Ministério do Turismo, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) abrirá linhas de crédito de R$ 250 milhões para a expansão e a atualização tecnológica da indústria audiovisual. Ou seja, o recurso prevê a ampliação da acessibilidade nas salas de cinemas, ajuda a adquirir equipamentos e possibilita as obras de adaptação.

Agora você já sabe, a partir de janeiro de 2021 todas as salas de cinema no Brasil deverão garantir a acessibilidade para as pessoas com deficiência. Fique por dentro dos seus direitos e aproveite o melhor do cinema do Brasil e do mundo!

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