Cota para deficientes nas empresas: acessibilidade em indústrias

Cota para deficientes nas empresas: acessibilidade em indústrias

Desde 1991, a Lei de Cotas Nº 8.213/91 definiu que houvesse cota para deficientes nas empresas e organizações com mais de 200 colaboradores, sendo deficiências físicas ou mobilidade reduzida. Por isso, é importante, tanto para PCD quanto para contratantes, entender como funciona esta lei.

Se você quer saber mais sobre o assunto, continue lendo esse conteúdo.

Qual é a cota para deficientes nas empresas?

De acordo com a Lei, as organizações que possuem mais de 100 funcionários, e que têm um percentual entre 2% e 5% do total de colaboradores, precisam estar atentas às seguintes cotas para deficientes:

  • organizações com até 200 colaboradores: 2% das vagas para deficientes;
  • entre 201 e 500: 3%;
  • 501 a 1000: 4%;
  • a partir de 1001 colaboradores: 5%.

Esses números são o total de funcionários, somando sede e filiais da empresa. Ainda, é proibida por lei a contratação dos PCDs para um mesmo setor ou departamento da organização. Isso existe para que haja a valorização da mão-de-obra, independente das condições físicas, integrando todos de forma igualitária no ambiente de trabalho.

Quais os direitos garantidos pela Lei de cota para deficientes nas empresas?

Conheça os direitos garantidos abaixo:

Jornada especial de trabalho

O primeiro ponto é a jornada especial de trabalho. Caso um funcionário PCD precise de horários flexíveis, a empresa precisa adaptar as rotinas a essa solicitação. Pode ser chegar mais tarde, sair mais cedo, ou outras condições, desde que seja acordado por ambas as partes.

Cota para deficientes nas empresas: Igualdade salarial

As empresas não podem pagar menos aos colaboradores com deficiência. Se a função exercida for a mesma para os funcionários PCD, a igualdade salarial deve ser respeitada. Caso não seja, a empresa pode ser acusada de prática discriminatória e ilícita, cabendo denúncia à Justiça do Trabalho.

Estabilidade

As pessoas com deficiência só podem ser demitidas, sem justa causa, após o fim do contrato de 90 dias. Isso também só poderá acontecer diante da admissão de outro colaborador nas mesmas condições que a pessoa que será dispensada. Essa regra é para empresas que não atingiram o número mínimo de PCDs contratados. Caso a empresa tenha atingido, deve seguir as regras gerais da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).

Como saber se a empresa se preocupa com a acessibilidade?

Toda organização que se preocupa com a acessibilidade implementa um programa de inclusão e respeita a cota para deficientes nas empresas. Neste programa, há um plano de carreira para os colaboradores, para que eles aproveitem, da melhor maneira possível, as qualificações profissionais. Também é importante observar:

As metas que a empresa propõe

Todas as metas definidas e gerenciadas pela empresa devem respeitar as limitações dos colaboradores PDC ou com mobilidade reduzida, garantindo o desenvolvimento profissional. Além disso, os supervisores devem deixar claro para os outros funcionários que a pessoa com deficiência conquistou determinada posição dentro da empresa, não pela condição física, mas por mérito.

A cultura organizacional

Como a empresa trabalha a cultura organizacional? Ela deixa claro para os colaboradores a importância de incluir pessoas com deficiência no meio? Se sim, é sinal que a organização se preocupa com a cultura organizacional e está no caminho certo.

A diversidade nas empresas

A inclusão nas empresas deve ser tratada como oportunidade de trabalhar a diversidade. Além disso, garantir aacessibilidade das pessoas com deficiência não pode ser uma obrigação, mas sim uma maneira de demonstrar empatia.

Portanto, oferecer oportunidades de trabalho para pessoas com mobilidade reduzida ou qualquer outro tipo de deficiência é uma maneira de garantir boa cultura organizacional e social.

Como você viu neste artigo, todas as pessoas com deficiência têm direitos que devem ser respeitados. Neste contexto, saber como as cotas funcionam é o primeiro passo para entender o mercado de trabalho. Afinal, todos somos iguais perante a lei.

Gostou do nosso conteúdo? Leia o próximo artigo sobre elevador para cadeirante nas empresas!

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Entenda a importância da Acessibilidade nas academias

Entenda a importância da Acessibilidade nas academias

A Lei Brasileira de Inclusão, juntamente com a ABNT 9050/2015 garantem o direito à acessibilidade às pessoas com deficiência física, auditiva, visual ou com mobilidade reduzida. E promover a acessibilidade em qualquer ambiente público ou privado traz benefícios para investidores. 

Afinal, a garantia da acessibilidade agrega valor ao imóvel, já que hoje as pessoas se preocupam cada vez mais em encontrar ambientes públicos ou privados que sejam acessíveis.

Assim, uma academia adaptada representa o verdadeiro sentido de inclusão, pois dá o direito às pessoas com deficiência de participar de atividades comuns da forma como elas desejarem.

Para você se informar sobre o assunto, continue com a leitura do nosso post. No artigo que preparamos, explicaremos tudo sobre a acessibilidade nas academias!

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O que adaptar nas academias para garantir a acessibilidade da pessoa com deficiência?

Veja os principais itens que devem ser adaptados:

Estacionamento

Instale placas verticais com indicação para deficientes e pessoas com mobilidade reduzida. Ofereça condições para que essas pessoas se sintam bem recebidas em sua academia.

Calçadas de acesso

O primeiro passo é adaptar a calçada de acesso, colocando rampas auxiliares. Assim, cadeiras de rodas ou pessoas com muletas entram na academia com facilidade.

Piso

Além do acesso, o piso também pode ser modificado para garantir segurança e guias aos deficientes visuais. São placas, normalmente de material antiderrapante, que indicam os caminhos livres na academia, evitando acidentes.

Vestiários feminino e masculino

Nos vestiários feminino e masculino você deve haver barras de ferro para que as pessoas possam se apoiar. É muito importante lembrar do espaço reservado para cadeira de rodas, muletas ou andadores, que são utilizados pelas pessoas com deficiência.

Portas

As portas, principalmente as dos banheiros, devem possuir sinalização visual e tátil com altura (A) entre 1,20 m e 1,60 m em plano vertical na parede adjacente à porta. A maçaneta deve ter uma alavanca e acabamento recurvado. 

Sanitários de uso restrito

Veja também se os sanitários de uso restrito possuem um dispositivo de emergência perto do boxe. O mictório também deve ter barras de apoio.

Bancadas

As bancadas também precisam ser adaptadas com pelo menos uma barra posicionada nas extremidades e a ter alavanca na torneira.

Quais os equipamentos utilizados para adaptar os espaços com maior circulação de pessoas?

Além de adaptar os ambientes mencionados acima, veja quais os equipamentos utilizar para oferecer a acessibilidade em toda a academia:

Tenha corrimãos nas rampas de acesso

As rampas deverão ter corrimãos circulares, guia de balizamento, com altura mínima de 5 cm, e faixa de piso tátil de alerta de início e fim. 

Adquira uma plataforma de acessibilidade

As plataformas de acessibilidade transportam bens e pessoas na vertical. O equipamento facilita o deslocamento entre dois níveis distintos e é uma solução de acessibilidade rentável, projetada para ser instalada no interior ou no exterior da sua academia.

Plataforma de acessibilidade

Instale elevadores de acessibilidade

Uma boa academia deve ter elevadores que garantam o acesso das pessoas com deficiência. A cabine ideal precisa ter largura de 90 cm e comprimento livre, de no mínimo 1,40 m. A porta deve ter visor, com largura mínima de 60 cm, e borda inferior, de altura entre 30 cm e 90 cm do piso.

Como você viu no post, é importante investir em acessibilidade nas academias, para que você garanta o direito das pessoas com deficiência e mobilidade reduzida, agregando também valor ao empreendimento.

E então, gostou do conteúdo? Leia o nosso próximo post sobre a acessibilidade, um direito de todos!

Cinemas terão até 2021 para adaptar salas a pessoas com deficiência

Cinemas terão até 2021 para adaptar salas a pessoas com deficiência

O lazer é um direito social, de acordo com a Constituição Brasileira. Não é a toa que a acessibilidade nos cinemas é discutida por representantes do Governo Federal, do Senado e de Grupos de Apoio às pessoas com deficiência. A Lei Brasileira de Inclusão, também conhecida como Estatuto da Pessoa com Deficiência, nos mostra que é preciso adaptar as salas de cinema no Brasil e oferecer acessibilidade às pessoas com deficiência visual e auditiva. 

No entanto, o prazo para essa adaptação venceu no início de 2020. Porém, o Presidente Jair Bolsonaro assinou uma Medida Provisória, a MP 917/2019, prorrogando a data final para a mudança. Agora, os proprietários de salas de cinema terão até o dia 1º janeiro de 2021 para se adequarem à regra e atenderem as necessidades das pessoas com deficiência.  

Segundo o Governo, o prazo foi prorrogado porque os recursos necessários para as obras de adaptação das salas de cinema só foram liberados no dia 17 de dezembro de 2019. Assim, de acordo com as informações do próprio Governo Federal, não foi possível atender a Lei de Acessibilidade em relação as salas de cinema. 

Outro ponto foi que somente em março deste ano (2020) o Senado aprovou a Medida Provisória de Bolsonaro. Além disso, o problema se estendeu, pois apenas em junho foi publicada a Lei nº 14.009/20, que determina os 60 meses para que os proprietários dos cinemas façam as suas adequações às regras, garantindo assim acessibilidade às pessoas com deficiência. 

No entanto, o que diz a lei que prorroga o prazo para os donos de cinema se adaptarem as regras de acessibilidade e como você, pessoa com deficiência, ou com mobilidade reduzida será beneficiado (a) com essa mudança? Essas são algumas perguntas que responderemos ao longo deste artigo. Acompanhe com muita atenção a leitura!

Pessoas com deficiência - sala de cinema | JE Elevadores

Quantas salas de cinema no Brasil oferecem acessibilidade às pessoas com deficiência?

Segundo a Agência Nacional de Cinema (Ancine), há no País 3300 salas de cinema. Até 2019, menos de 10% desses espaços tinham algum tipo de acessibilidade para pessoas com deficiência auditiva ou visual. Isso quer dizer que apenas 269 salas, ou seja, 8% do total, ofereciam recursos como legenda descritiva, audiodescrição ou libras. No entanto, os espaços deverão se adaptar a essas regras até o prazo final, que é início de janeiro de 2021.

O que determina a Lei 14009?

A Lei 14009 prorroga o prazo para os cinemas adaptarem às regras. Já a Lei de Acessibilidade determina que os cinemas devem contar com espaços livres e assentos para pessoas com deficiência. Os espaços destinados à elas deverão ter boa visibilidade. Isso também deve acontecer em todos os setores próximos as salas e nos corredores de acesso. Além disso, os locais devem receber as devidas sinalizações.

O Estatuto da Pessoa com Deficiência também garante os recursos de acessibilidade. Entre eles, a janela com intérprete da língua brasileira de sinais (Libras), audiodescrição e subtitulação por meio de legenda oculta.

Quais as barreiras que as pessoas com deficiência enfrentam nas salas de cinema?

Há muitas barreiras que dificultam o direito das pessoas com deficiência de usufruírem das salas de cinema. Para começar, boa parte dos filmes que são ofertados no Brasil não têm legenda descritiva ou janela com intérprete de libras. Os filmes também não possuem auto-descrição e somente os espaços públicos destinados ao audiovisual exibem um conteúdo voltado aos deficientes visuais e auditivos.

Além dos problemas citados acima, os cadeirantes também sofrem para ir ao cinema. Algumas salas não contam com bilheteria preferencial. Também há aquelas que ficam em locais sem elevadores de acessibilidade ou rampas de acesso. Outra dificuldade é que os lugares reservados para quem tem mobilidade reduzida, muitas vezes, são próximos à tela de exibição, o que dificulta a visualização e o entendimento do filme.

Como conseguir recursos para adaptar as salas de cinema?

Se você é investidor ou deseja investir em uma sala de cinema, cumprindo a Lei de Acessibilidade, preste atenção nesta dica:  de acordo com o Ministério do Turismo, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) abrirá linhas de crédito de R$ 250 milhões para a expansão e a atualização tecnológica da indústria audiovisual. Ou seja, o recurso prevê a ampliação da acessibilidade nas salas de cinemas, ajuda a adquirir equipamentos e possibilita as obras de adaptação.

Agora você já sabe, a partir de janeiro de 2021 todas as salas de cinema no Brasil deverão garantir a acessibilidade para as pessoas com deficiência. Fique por dentro dos seus direitos e aproveite o melhor do cinema do Brasil e do mundo!

Gostou do conteúdo? Continue acessando o nosso blog e confira outros artigos importantes como este!

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Conheça alguns tipos de cadeiras de rodas e saiba como escolher

Conheça alguns tipos de cadeiras de rodas e saiba como escolher

Se você tem problemas de mobilidade reduzida já deve ter ficado na dúvida sobre quais os tipos de cadeiras de rodas que existem, não é mesmo? Também já deve ter se perguntado como escolher a cadeira que atende suas necessidades. No entanto, uma coisa é preciso ter em mente: nem sempre a cadeira “bonita” é a que você precisa.

Então, quais os tipos de cadeiras de rodas que existem no mercado e como acertar na hora de optar por uma delas? Isso é o que você vai descobrir neste post. Acompanhe!

Pense para que você precisa de uma cadeira de rodas

Antes de conhecer os tipos de cadeiras de rodas, você deve pensar para que precisa do equipamento. É óbvio que a necessidade de se locomover vem em primeiro lugar, mas o que você deve entender é que existem alguns critérios para optar pela cadeira adequada. Observe alguns:

Avalie em qual ambiente você usará mais a cadeira de rodas

Você precisa da cadeira para ficar mais em casa ou para ir até o centro da cidade e nos locais públicos? Quer mais acessibilidade e conforto? Caso você seja uma pessoa dinâmica é importante pensar em um equipamento motorizado e potente. Afinal, assim será mais seguro andar por aí.

Pense em suas condições físicas

Geralmente, a pessoa que precisa de um dos tipos de cadeiras de rodas não têm o movimento das pernas, mas possui uma força a mais nos membros superiores. Por isso, dá para pensar em uma cadeira monobloco. No entanto, se as suas condições físicas forem ainda mais limitadas, é importante avaliar a possibilidade de adquirir um equipamento motorizado.

Pergunte-se: vou precisar de um cuidador?

Quem usa uma cadeira de rodas tem sempre uma companhia por perto como um cuidador. Mas também, há momentos que queira ficar sozinho. Neste caso, pense em um equipamento que dê mais mobilidade, caso queira independência.

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Conheça os tipos de cadeiras de rodas

Já falamos como escolher a sua cadeira, agora mostraremos quais os principais tipos de cadeiras de rodas. Veja a que se encaixa no seu perfil:

cadeira de rodas simplesCadeira simples

A cadeira simples é uma cadeira manual. Ela é para pacientes idosos e com dificuldade para caminhar. Também é indicada para quem sofreu um acidente e precisa de uma cadeira por tempo determinado.

 

 

Cadeira motorizada

Cadeira de rodas motorizada

Esse é um dos tipos de cadeiras de rodas mais modernos. Você, usuário, pode controlar o equipamento por meio de um joystick. A cadeira motorizada oferece uma postura adequada e você pode se movimentar sem esforço. Ela é o modelo ideal para quem tem pouca força nos braços ou doenças que enfraquecem músculos e ossos. Também pode ser usada por vítimas de AVC.

 

 

Cadeira monobloco

Cadeira de rodas monobloco

Tem um fechamento em L. Uma das suas principais vantagens é o peso. É uma cadeira considerada leve e, por isso, o cadeirante pode empurrá-la sozinho.

 

 

 

 

Cadeira dobrável em X

Cadeira dobrável em X

Cadeira dobrável em X

A cadeira dobrável em X é mais um dos tipos de cadeiras de rodas. Ela tem esse nome devido a sua sustentação. Neste modelo, você encontra vários tamanhos, medidas e cores. São consideradas confortáveis, pois têm almofadas e estofamentos. 

Esse tipo de cadeira oferece mais estabilidade à pessoa com deficiência e é recomendada para quem deseja conforto e vários benefícios. Também é indicada para o usuário que é mais dependente e que têm pouca mobilidade no tronco e nos membros superiores.

Cadeira de rodas que fica em pé

Já ouviu falar nessa cadeira de rodas? Ela tem elevação automática e é indicada para quem deseja autonomia no dia a dia. Isso inclui pegar itens nos armários aéreos e acessar locais dentro de casa que estão fora do seu alcance. Esse equipamento é indicado para a pessoa com deficiência que tem problemas circulatórios, respiratórios e digestivos.

Cadeira de rodas reclinável

Eis mais um dos tipos de cadeiras de rodas. Esse modelo pode ser reclinado para trás. Ele é recomendado para quem precisa ficar mais tempo sentado ou que deseja alguns ajustes posturais. Pessoas que não têm força nos membros superiores podem optar por esse modelo de equipamento.

Cadeira de rodas para banho

E para finalizar os tipos de cadeiras de rodas, tem a cadeira para banho. Ela é indicada para pessoas com dificuldades de se higienizarem. Por isso, o equipamento é feito com materiais leves e que não enferruja em contato com a água. Esse modelo possui um assento que se adapta para o uso do vaso sanitário e, com isso, o usuário tem mais facilidade para usar o equipamento.

Agora você aprendeu como escolher o seu equipamento e conheceu os tipos de cadeiras que existem, não é mesmo? Então, na hora que comprar a sua cadeira de rodas, já terá ideia de qual atenderá melhor as suas principais necessidades.

Quer aprender um pouco mais sobre equipamentos que ajudam a sua mobilidade? Continue com a gente aqui no blog!

Acessibilidade na construção civil: entenda sobre a NBR 9050

Acessibilidade na construção civil: entenda sobre a NBR 9050

A NBR 9050 determina as condições de acessibilidade na construção civil. A norma, que é da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) reforça o direito a acessibilidade em todos os lugares, principalmente no meio urbano. No entanto, muitas pessoas ainda têm dúvidas a respeito desta lei.

Se você é uma delas, continue com a gente. Neste artigo, vamos esclarecer alguns pontos sobre a nova NBR 9050. Ficou interessado? Então, siga com a leitura! 

O que é a NBR 9050?

A NBR 9050 estabelece critérios e parâmetros técnicos que dão condições de acessibilidade às pessoas com deficiência. Ela também ajuda engenheiros, arquitetos, pedreiros, profissionais da área de acessibilidade a entenderem como funcionam as normas em relação a instalação e adaptação das edificações mobiliário. 

Assim, a lei especifica que a acessibilidade na construção civil é um ponto importante na hora de você construir ou adaptar qualquer ambiente de convívio social. Mas o que essa lei representa para as pessoas com deficiência, principalmente as que têm mobilidade reduzida? Isso explicaremos no próximo tópico do nosso artigo.

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O que a atualização da NBR 9050 representa?

A nova NBR 9050 possibilitou que as pessoas com dificuldade de locomoção frequentassem locais que antes eram inacessíveis. Com a mudança, muitos investidores em imóveis e empreendedores em geral adotaram boas práticas para a acessibilidade. Então, a pessoa com deficiência teve mais informações nos espaços físicos, acesso ao transporte e também contou com equipamentos, como os elevadores de acessibilidade e as rampas de acesso para se locomover com mais facilidade.

Portanto, com a atualização da NBR 9050, a tecnologia foi aliada a acessibilidade e, hoje, um empreendimento não é mais considerado apenas um projeto arquitetônico, mas as suas características particulares também importam. Elas são a condição para aplicar a NBR 9050 e transformar o local em um ambiente alcançável para todos. 

As mudanças na lei também trouxeram mais acessibilidade para o desenho industrial. Atualmente busca-se um padrão que garanta os direitos e a cidadania dos brasileiros. Afinal, todos precisam se sentir acolhidos nos ambientes que são comum as pessoas. Hoje, observamos uma maior assertividade nas condições de mobilidade, principalmente se você avaliar detalhes relacionados ao sentir, ouvir e ver. 

Outro detalhe é que a nova NBR 9050 incorporou o conceito de desenho universal. Além disso, com a norma, o desenho universal envolve até mesmo a Língua Brasileira  de Sinais (Libras). Assim, em alguns espaços você pode ter informações que ajudam as pessoas surdas e mudas a entenderem tudo que está a sua volta. 

Portanto, é importante pensar sempre que a acessibilidade não se trata apenas da pessoa que tem dificuldades para se locomover, mas também de outros tipos de deficiência.

Quais as principais mudanças na NBR 9050?

Quanto aos mobiliários em rotas acessíveis

Um dos pontos mais importantes da NBR 9050 são as calçadas. Em todos os mobiliários você deve incluir rotas acessíveis, principalmente para quem precisa usar cadeira de rodas, andador ou muletas. Não se esqueça que em alguns pontos desse trajeto, será necessário adaptar puxadores as maçanetas e, assim, oferecer acessibilidade à quem tem deficiência visual. 

Quanto a ampliação da acessibilidade

A NBR 9050 foi acrescentada a utilização de transportes, o que antes não fazia parte do escopo, assim também como a informação e os sistemas de tecnologias.

Quanto aos símbolos e desenhos

Hoje, você vê símbolos e desenhos que representam pessoas obesas, idosos, indivíduos com bebê de colo, grávidas, cegos com ou sem cão-guia e aqueles com mobilidade reduzida e equipamentos de uso obrigatório que ajudam com a locomoção.

Quanto a sinalização sonora

A nova NBR 9050 tem mais informações sobre a sinalização sonora, como a colocação de sinais em área de resgate. A norma tem como foco as rotas de fuga que se adaptam às pessoas com cadeiras de rodas.

Quanto às rampas nas calçadas

É bom ficar atento quanto às rampas. As calçadas devem ter um rebaixamento para a instalação de rampas com um limite de 6%.

Quais os ambientes de uso coletivo devem ser adaptados para quem tem mobilidade reduzida?

  • Portarias;
  • Garagens;
  • Halls de acesso;
  • Salas e salões;
  • Praças;
  • Banheiros;
  • Piscinas;
  • Saunas;
  • Academias;
  • Quadras esportivas.

As construções com calçadas projetadas e rampas devem ter piso tátil de alerta para possíveis obstáculos. As portas, os corredores e os elevadores precisam ter dimensões adequadas que facilitam a locomoção das pessoas, principalmente dos cadeirantes.

Também é importante lembrar que de acordo com a NBR 9050, todos os projetos arquitetônicos devem ter o certificado de acessibilidade para comprovarem as adaptações e os parâmetros que são determinados pela legislação. Se você é investidor ou se é proprietário de um clube com piscina ou de um condomínio, fique atento e veja os documentos necessários para obter esse certificado:

  • Peças gráficas para a sinalização de obras e serviços que serão executados para cumprir as normas de acessibilidade;
  • Guia de recolhimento quitada;
  • Formulário de requerimento padronizado preenchido e assinado pelo requerente legitimado;
  • Cópia do comprovante de regularidade da edificação;
  • Cópia do (IPTU) do ano em exercício;
  • Duas vias da descrição e cronograma com as obras e serviços para cumprir com as normas de acessibilidade.

Preste atenção!

Para conseguir esse certificado, você deve procurar a prefeitura da cidade onde está locada a sua construção ou imóvel. No caso de construções que não têm o certificado de acessibilidade, mas que apresentam a licença para funcionamento ao público, você deve desenvolver e apresentar à prefeitura um projeto de reforma.

Esse projeto servirá para adaptar a sua obra aos pontos que necessitam de acessibilidade. Após a aprovação, você terá aproximadamente um ano para adequar a sua obra as normas da NBR 9050 e, assim, receber o seu certificado.

Quem fiscaliza o cumprimento da NBR 9050?

É o Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (CREA) quem fiscaliza a NBR 9050. Já o documento que atesta o atendimento à norma é a Anotação de Responsabilidade Técnica (ART) vinculada ao projeto. Entretanto, os órgãos municipais de licenciamento para obras também podem realizar essa vistoria. Eles são amparados pelas leis federais e municipais.

Entretanto, o arquiteto ou engenheiro que assinam o projeto de edificação deverão cumprir com as exigências da NBR 9050. Para que eles tenham acesso as diretrizes da norma, bastam procurar o CREA da sua cidade. Lá, o órgão tem material que pode orientar os profissionais sobre o tema e, assim, evitar o desrespeito aos princípios de acessibilidade universal e o desconhecimento da lei. 

Vale lembrar que o direito a acessibilidade é uma lei que foi regulamentada pelo Decreto 5.296, de 2004. E em 2015 foi promulgada a Lei de Inclusão para complementar essa legislação. 

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Por que é importante destacar a acessibilidade na construção civil?

A acessibilidade na construção civil é essencial para que todas as pessoas se sintam cidadãs de verdade. As diretrizes impostas guiam os empreendimentos, tornando-os favoráveis a essa realidade.

Entretanto, a NBR 9050 veio para melhorar ainda mais as construções do futuro. Quando você segue a determinação, cumpre com a legislação do País e garante um empreendimento de sucesso. Além disso, torna o seu papel importante na sociedade, pois estimula um ambiente mais humano e inclusivo. E quem não gosta de se sentir mais acolhido por todos, não é mesmo?

Como promover a acessibilidade na construção civil?

Converse com seu engenheiro ou arquiteto

Converse com seu engenheiro ou arquiteto e peça para que eles façam um projeto que possa adaptar os espaços do seu imóvel e assim promover a acessibilidade. Deixe claro o quanto você deseja cumprir com a nova NBR 9050.

Construa portas largas nos seus empreendimentos

Quando pensar em uma reforma de alguma casa, apartamento ou até mesmo clube, se coloque no lugar da pessoa com deficiência. Pense em construir espaços com portas largas, que cabem uma cadeira de rodas, um elevador de acessibilidade ou um andador.

Faça rampas nas calçadas do seu prédio ou casa

Cuidar das calçadas que ficam em frente a sua casa ou prédio é de sua responsabilidade. Portanto, faça rampas para que os cadeirantes ou qualquer pessoa com mobilidade reduzida consigam ter acesso ao local de passeio. Promova o direito de ir e vir.

Instale elevadores de acessibilidade

Você é proprietário de algum edifício? Tem prédio comercial no centro da sua cidade? É dono de algum clube ou casa de show? Instale elevadores de acessibilidade que facilitam a vida das pessoas. Esses elevadores são seguros e importantes para quem precisa ter acesso aos espaços de convivência. 

Tenha vagas de garagem para pessoas com deficiência

Quando construir ou reformar qualquer empreendimento comercial ou residencial reserve vagas para as pessoas com deficiência. Separe as vagas onde são mais fáceis de fazer manobras com os automóveis.

Troque o piso dos imóveis

Também é importante pensar no deficiente visual. Por isso, troque o piso comum por pisos táteis. Eles ajudam as pessoas com ou sem cão guia a se locomoverem com mais facilidade.

Promova reuniões sobre o assunto

Sabe as reuniões de condomínio? Que tal levar o tema sobre a acessibilidade para ser discutido? Para isso, chame um amigo que entenda bem do assunto e faça do momento uma oportunidade para fazer as pessoas refletirem. Lembre-se que quanto mais informadas, mais as pessoas vão respeitar o direito à acessibilidade.

Como usar os elevadores para a acessibilidade na construção civil?

Já que mencionamos neste artigo os elevadores de acessibilidade, vamos explicar como usá-los na construção civil. A instalação desses aparelhos, de acordo com a NBR 9050, deve ser feita em espaços inacessíveis para as pessoas com mobilidade reduzida. Ou seja, em piscinas de clubes, shoppings, edifícios, onde contemplam as dificuldades de locomoção. Você como investidor ou empresário deve pensar em proporcionar a acessibilidade à todos.

Portanto, alinhar a Norma NBR 9050 à melhor alternativa para uma acessibilidade da construção civil 100% segura é o caminho certo para que as pessoas com mobilidade reduzida percorram, e é isso o que os elevadores de acessibilidade oferecem.

Como você pode ver, é importante cumprir com a NBR 9050 e assim garantir a acessibilidade na construção civil para as pessoas com todo tipo de deficiência. Por isso, fique atento e cumpra a norma! Tenha um clube, uma academia, um condomínio ou qualquer outro espaço adaptado!

Gostou do nosso artigo? Quer aprender um pouco mais sobre a acessibilidade na construção civil? Baixe o mini e-book da JE Elevadores!

Pandemia muda o comportamento ao utilizar elevadores

Pandemia muda o comportamento ao utilizar elevadores

A pandemia mudou o comportamento de quem utiliza o elevador de acessibilidade. Entidades como a Associação Brasileira das Empresas de Elevadores (Abeel) prepararam uma cartilha com dicas para quem usa o aparelho. De acordo com a entidade, em todo o Brasil há 400 mil equipamentos.

Segundo a cartilha, a primeira dica para quem deseja se proteger da Covid-19 é evitar aglomerações. Portanto, muitos usuários desses aparelhos passaram a tomar cuidado com o número de pessoas que os utilizam. Outro cuidado que as pessoas adotaram foi acionar o botão de chamada de pavimento e o botão da cabina com o auxílio de um lenço de papel descartável. As pessoas também evitam se encostar nas paredes dos equipamentos.

Outro órgão que se preocupou em orientar as pessoas foi o Ministério da Saúde. Ele elaborou um infográfico com recomendações para quem usa elevador. Entretanto, além de todos os cuidados sugeridos pelo órgão federal, quais as outras mudanças que a pandemia trouxe no comportamento de quem utiliza esse tipo de aparelho? Isso é o que você vai descobrir a seguir. Confira!

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O que mudou no comportamento do usuário do elevador?

Depois de se conscientizarem sobre a importância de evitar aglomerações por conta do novo coronavírus, quem utiliza o elevador de acessibilidade tem levado a sério as recomendações dos órgãos de saúde. Veja aí o que as pessoas andam fazendo:

Evitam andar com pessoas estranhas

Muitos usuários têm evitado usar o elevador com pessoas estranhas. Nos condomínios, eles preferem usar o aparelho sozinhos ou com familiares. No caso dos edifícios comerciais, o elevador é usado com o mínimo de pessoas.

Usam álcool gel sempre que podem

O uso do álcool gel ao entrar ou sair do elevador também foi adotado por muitos usuários. Uma dica para quem ainda não tem esse costume é comprar um spray que cabe dentro da bolsa e colocar um pouco de álcool. Leve sempre quando você tiver que usar um elevador de acessibilidade. Ao chegar em casa ou no trabalho, lave as mãos com água e sabonete, e aplique álcool gel. Também cuide da higiene da sua cadeira de rodas ou do seu aparelho para a locomoção. Não descuide da sua higiene!

Tomam cuidado ao acionarem o botão do elevador

Muitas pessoas passaram a usar o papel toalha ao acionarem o botão do elevador. Faça o mesmo, mas não esqueça de descartar o papel no lixo destinado a ele. 

Usam máscaras ao saírem de casa

A máscara deve ser usada sempre que sair de casa. E, claro, dentro do elevador de acessibilidade. Você deve cobrir o nariz e a boca de forma adequada. Não use a máscara apenas para cobrir a boca, ok?

Mantêm abertas a porta do elevador

Essa dica foi adotada por quem faz a manutenção e a limpeza do equipamento. Se esse é o seu caso, mantenha as portas abertas por um bom período e aumente a ventilação dentro do elevador. Isso também pode ser feito quando o equipamento não estiver em uso. Utilize sistemas de gestão que permitem o deslocamento do elevador para um andar específico.

Cuidam da higiene do equipamento

Siga o exemplo e capriche na limpeza do elevador de acessibilidade. Cuide dos botões de chamada e das partes internas da cabina, bem como do corrimão das escadas e esteiras rolantes.

Contratam um profissional para a limpar o elevador

Você também deve escolher um profissional capacitado e que não esteja no grupo de risco da Covid-19 para limpar o elevador de acessibilidade. Utilize produtos adequados e que não danifiquem o equipamento. Para limpar o aço inoxidável, a dica é usar detergente neutro diluído com pouca água. Isso protege as partes elétricas do seu equipamento. Utilize, ainda, álcool 70%, ele é eficaz na hora da limpeza.

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Não usam produtos que danificam o aparelho

Não use produtos como cloro ou água sanitária para limpar o aparelho. Eles causam alergias e até tosse, oxidam o aço inoxidável e danificam o elevador de acesso.

Veja outras dicas importantes:

  • saia de casa somente quando necessário;
  • tome banho ao chegar em sua residência;
  • higienize as mãos sempre que possível;
  • não coloque as mãos nos olhos ou na boca;
  • lave o cabelo;
  • não encoste no corrimão de acesso.

Agora que você já viu como a pandemia mudou o comportamento das pessoas que utilizam o elevador de acessibilidade, você também tomará os cuidados necessários ao usar o equipamento, não é mesmo? E não se esqueça, a melhor maneira de vencermos a Covid-19 é fazer o vírus não circular! Então, previna-se!

Quer continuar bem informado? Leia o nosso próximo post e aprenda a fazer a higienização dos elevadores de acessibilidade!