Acessibilidade na construção civil: entenda sobre a NBR 9050

Acessibilidade na construção civil: entenda sobre a NBR 9050

Quando falamos na construção em geral, na arquitetura, na engenharia e também nos profissionais da área é importante conhecer a NBR 9050. Além disso, você deve saber porque é tão importante falar sobre essa norma. No entanto, a NBR 9050 torna a vida mais fácil para pessoas com mobilidade reduzida, o que prioriza a cidadania e a reforça através da mobilidade.

Entretanto, se você deseja saber um pouco mais sobre a NBR 9050 e porque ela é tão importante para a acessibilidade na construção civil, continue com a gente e leia o nosso artigo.

O que é a NBR 9050?

A NBR 9050 faz parte de uma série de regulamentações da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). Essa norma respalda arquitetos, engenheiros, construtores, pedreiros e profissionais da área de acessibilidade em relação aos parâmetros técnicos que devem ser seguidos na hora de construir.

Quando o assunto é planejar a construção, o mobiliário, as áreas e os equipamentos urbanos, as restaurações e instalações de edificação é importante se atentar à NBR 9050, já que ela é a grade reguladora da verdadeira democratização dos espaços.

No entanto, nas especificações da NBR 9050, a acessibilidade na construção civil é um ponto chave para nortear o que deve ser consideração na hora de construir ou edificar um espaço.

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O que a atualização da NBR 9050 representa?

Em outras versões, a Norma NBR 9050 não detalhava vários aspectos importantes para acessibilidade na construção civil, deixando lacunas no entendimento do consenso geral a serem considerados no ambiente de construção.

Com a atualização da NBR 9050, feita em 2015, as pessoas com dificuldade de locomoção passaram a frequentar locais que antes, eram inacessíveis para elas. Isso se deu graças a um estreitamento da lei e à adição de novos parâmetros a serem considerados.

Essa mudança influencia nas melhores práticas, e portanto, irá proporcionar maior acessibilidade na construção civil, nos espaços físicos em geral, no transporte, na informação e na comunicação. Principalmente em serviços de uso público, tanto no ambiente rural quanto no ambiente urbano.

Onde há possibilidade de um indivíduo estar, deve haver condições para que todos também possam estar. A versão de 2004, que estava em vigor até a modificação, não trazia a incorporação da utilização de transportes na informação e comunicação ou em sistemas tecnológicos aplicados em espaços de livre acesso. Agora, a atualização lida com esses pontos se alia a tecnologia e a acessibilidade.

Em suma, não é mais considerado somente o projeto arquitetônico do lugar, mas sim, suas características particulares, sua condição singular para aplicar a NBR 9050 e transformar o local em um ambiente alcançável por todos.

Quais as principais mudanças na NBR 9050?

Ampliação da acessibilidade

Foi acrescentada na NBR 9050 a utilização de transportes, a informação, os sistemas e as tecnologias, o que não fazia parte do escopo.

Mobiliários em rotas acessíveis

Em relação às calçadas, a nova norma inclui a existência de mobiliários em rotas acessíveis. Isso tem a ver com um maior detalhamento sobre os puxadores e as maçanetas, visando às pessoas cegas.

Símbolos e desenhos

Também foram acrescentados símbolos e desenhos representando obesos, grávidas, idosos, indivíduos com bebê de colo, cegos com ou sem cão-guia e aqueles com mobilidade reduzida como uso obrigatório.

Informações sobre a sinalização sonora

Há, ainda, informações sobre a sinalização sonora, como a colocação de sinais em áreas de resgate, focando em rotas de fuga que se adaptem às pessoas com cadeiras de rodas.

Rampas nas calçadas

As calçadas devem ter rebaixamento para a instalação de rampas, considerando um limite de 6%.

Quais os ambientes de uso coletivo devem ser adaptados para quem tem a mobilidade reduzida?

  • Portarias;
  • Garagens;
  • Halls de acesso;
  • Salas e salões;
  • Praças;
  • Banheiros;
  • Piscinas;
  • Saunas;
  • Academias;
  • Quadras esportivas.

É importante que as construções tenham calçadas projetadas com rampas e piso tátil de alerta para possíveis obstáculos. Portas, corredores e elevadores também precisam ter as dimensões adequadas para facilitar a locomoção das pessoas, principalmente dos cadeirantes.

Quem fiscaliza o cumprimento da NBR 9050?

A NBR 9050 é fiscalizada pelo Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (CREA). O documento que atesta o atendimento à norma é a Anotação de Responsabilidade Técnica (ART) vinculada ao projeto. Entretanto, os órgãos municipais de licenciamento para obras também podem realizar essa vistoria, amparados por leis federais e municipais.

Porém, vale destacar que o arquiteto ou engenheiro que assinam o projeto da edificação são os grandes responsáveis pelo cumprimento das exigências da NBR 9050. Os CREAs geralmente possuem materiais que orientam os profissionais sobre o tema, para evitar o desrespeito aos princípios de acessibilidade universal por desconhecimento das normas. A promoção da acessibilidade é uma lei regulamentada pelo Decreto 5.296,  de 2004. Já a Lei de Inclusão, de 2015, veio para complementar essa legislação.

Por que deve retomar o conceito de desenho universal para a construção civil?

O conceito surgiu na década de 1960, nos Estados Unidos, quando foi questionada a padronização feita pelo homem em projetos de ambientes. Hoje, o tema é tão importante que está exposto como obrigatório em cursos universitários da área de construção e suas vertentes.

O objetivo é incluir produtos que são acessíveis para todas as pessoas, sem se importar com as suas características individuais e habilidades. Desse modo, qualquer um poderia usufruir plenamente de mercadorias e ambientes, independentemente da situação em que se encontra.

O desenho universal valoriza o desenvolvimento do cidadão, que pode mudar conforme a fase da vida (a postura e o tamanho, por exemplo). Foi a partir disso que a ideia começou a ser utilizada em todos os setores, inclusive na construção. A nova versão da NBR 9050 usa muito desse conceito em suas revisões.

A construção civil é um setor fundamental e de interesse o desenvolvimento sustentável de cidades e espaços de convivência. A acessibilidade na construção civil é essencial para o pleno exercício da cidadania e as diretrizes que guiam os empreendimentos favoráveis a essa realidade se encontram na NBR 9050.

Entretanto, essa norma veio para embasar as construções do futuro. Seguir essa determinação é cumprir o que manda a legislação do País, garantir uma obra de sucesso e estimular uma sociedade mais humana e inclusiva.

Como usar os elevadores para a acessibilidade na construção civil?

O uso de elevadores como forma de acessibilidade é um exemplo concreto e eficaz de democratização do espaço público. Se pautando na NBR 9050, a instalação dos elevadores para acessibilidade em espaços inacessíveis para as pessoas com mobilidade reduzida, como por exemplo, em espaços com piscinas que geralmente contemplam as dificuldades de locomoção, é socializar o espaço a todos, sem exceção.

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Portanto, alinhar a Norma NBR 9050 à melhor alternativa para uma acessibilidade da construção civil 100% segura é o caminho certo para que as pessoas com mobilidade reduzida percorram, e é isso o que os elevadores de acessibilidade oferecem.

Como você pode ver, é importante cumprir com a NBR 9050 e assim garantir a acessibilidade na construção civil para as pessoas que têm a mobilidade reduzida. Por isso, fique atento e cumpra a norma! Tenha um clube, uma academia o qualquer outro espaço adaptado!

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Acessibilidade: dicas para estruturar um programa de inclusão sustentável

Acessibilidade: dicas para estruturar um programa de inclusão sustentável

A acessibilidade é um tema que vem sendo debatido por muitas empresas. A inclusão de pessoas com deficiência, além da obrigatoriedade legal, passou a fazer parte da rotina das organizações que cumprem com o seu papel social.

Atualmente, espera-se que as empresas busquem maneiras de se envolver com a sociedade e por meio de ações responsáveis, melhorem a qualidade de vida das pessoas e promovam a inclusão sustentável.

O direito a acessibilidade também passou a ser uma exigência dos consumidores. Hoje, as pessoas vêem com outros olhos a empresa que cumpre a Lei de Cotas, implantada em 1991 e respaldada pela Lei Brasileira de Inclusão, que propõe a inclusão sustentável, ou seja, que não contratam apenas por causa da lei e sim, entendam que todas as pessoas são capazes de agregar valor a uma organização. A acessibilidade, portanto, ajuda no posicionamento da sua marca no mercado.

Só para ter uma ideia, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o censo de 2010 registrou que 24% da população brasileira tem alguma deficiência. Isso equivale a mais de 45 milhões de pessoas. De acordo com a RAIS 2016, aproximadamente 430 mil pessoas tinham emprego formal, o que corresponde a menos de 1% dos vínculos empregatícios.

No entanto, a questão é que muitas vezes essa baixa participação não é devido ao desinteresse dos profissionais com deficiência de ingressarem no mercado de trabalho, mas pela ausência de uma política de inclusão sustentável nas empresas.

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Mas como promover a acessibilidade das pessoas com deficiência e estruturar um programa de inclusão sustentável? Isso é o que você vai saber a partir de agora com as nossas dicas. Confira!

1. Conscientize as pessoas sobre a acessibilidade

Alguns rótulos e paradigmas geram muito preconceito. E isso acontece por falta de informação. Então, é preciso que você conscientize os seus colaboradores sobre a importância da acessibilidade das pessoas com mobilidade reduzida. Promova palestras, faça panfletos sobre o assunto. Divulgue a importância da acessibilidade.

2. Promova a inclusão sustentável

Para promover a inclusão sustentável é necessário ter em sua empresa um ambiente onde todos possam compartilhar as suas experiências. Pessoas com ou sem deficiência devem transitar neste espaço e desenvolver o trabalho com total autonomia.

Isso é, portanto, fundamental para inclusão. No entanto, para que tudo isso aconteça é necessário garantir a acessibilidade arquitetônica e tecnológica na sua empresa.

3. Invista na acessibilidade

Muitos empresários pensam que é caro promover a acessibilidade. Isso é um erro. Como também é errado imaginar que um ambiente acessível elevará os custos da sua organização e só atingirá as pessoas com deficiência. Quer um exemplo de que isso não é verdade?

As rampas facilitam a circulação da pessoa com deficiência de locomoção, certo? Mas também são ideais para as mulheres que usam salto.

As rampas servem para você, que precisa usar uma mala com rodinhas e passar pelos corredores ou andares da sua empresa. Além disso, quem utiliza equipamentos de limpeza e carrinhos de mercadorias também agradecem  por essa forma de acessibilidade.

4. Compre equipamentos que promovam a inclusão

Quando falamos de acessibilidade tecnológica logo pensamos nos computadores. Grande parte deles já possuem a acessibilidade com ampliação de textos, softwares de voz para deficientes visuais e tradutores de Libras (Língua Brasileira de Sinais) para seu site. Ao adotar uma linguagem simples, você facilita o entendimento das pessoas com deficiência.

Outro equipamento que facilita a inclusão é o elevador de acessibilidade da JE Elevadores. Ele garante que a pessoa com mobilidade reduzida e tenha acesso aos departamentos da sua empresa e também faz com que os seus próprios clientes com essa mesma mobilidade consigam ter acesso aos serviços que você oferece.

Além disso, os elevadores de acessibilidade oferecem total segurança para quem precisa utilizá-los.

5. Promova ações de retenção

Algumas ações de retenção são necessárias para entender como está a qualidade da empregabilidade da pessoa com deficiência na empresa. Um bom e simples exemplo é o acompanhamento formal dos contratados.

Esta ação deve ser iniciada desde o primeiro mês da contratação profissional. Também é necessário você saber o que os funcionários pensam e como avaliam a empresa. Só assim você conseguirá melhorar o nível de inclusão sustentável.

Agora você já sabe como promover a acessibilidade na sua organização, não é verdade? Coloque as nossas dicas em prática e elabore seu programa de inclusão sustentável!

Você quer ler mais sobre acessibilidade? Acesse o nosso próximo post e entenda a importância dos desenhos universais!

Saiba tudo sobre a feira Reatech – Feira Internacional de Tecnologias em Reabilitação, Inclusão e Acessibilidade

Saiba tudo sobre a feira Reatech – Feira Internacional de Tecnologias em Reabilitação, Inclusão e Acessibilidade

A acessibilidade garante toda e qualquer pessoa com mobilidade reduzida transitar por espaços públicos e ou privados, sem que sejam encontradas barreiras que impossibilitem o convívio ou o trânsito social em áreas de acesso, circulação ou permanência.

Por ser algo tão importante, muitas pessoas investem em negócios, como a venda de elevadores de acessibilidade ou procuram por equipamentos que lhes dão qualidade de vida.

Por isso, participar de feiras como a Reatech – Feira Internacional de Tecnologias em Reabilitação, Inclusão e Acessibilidade é tão importante. No evento, você confere as novidades que existem no mercado e as atividades sociais e culturais voltadas à reabilitação e acessibilidade.

Mas o que realmente é esta feira? Neste post, vamos falar um pouco sobre o assunto. Por aqui, você vai saber tudo sobre o evento. Ficou interessado? Então, acompanhe!

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O que é a Reatech?

A Reatech é a Feira Internacional de Tecnologias em Reabilitação, Inclusão e Acessibilidade. Ela é organizada e promovida pela Cipa Fiera Milano.

O evento é considerado o principal do setor na América Latina e reúne cerca de 300 expositores dos segmentos de agências de emprego voltadas para pessoas com necessidades especiais e mobilidade reduzida.

Também participam da feira instituições financeiras, fabricantes de cadeiras de rodas e de elevadores de acessibilidade, e departamentos de recursos humanos.

Pela feira, você encontra estandes de indústrias farmacêuticas e dos segmentos de animais treinados, veículos adaptados para portadores de necessidades especiais, fabricantes de aparelhos auditivos, equipamentos especiais, materiais hospitalares, higiene pessoal , próteses e órteses, terapias alternativas, turismo e lazer.

Quando e onde o evento vai acontecer?

Este ano acontece a 16ª edição da Reatech. A feira será realizada entre os dias 13 e 16 de junho (13 e 14, das 13h às 20h, e 15 e 16, das 10h às 19h) em um dos novos pavilhões do São Paulo Expo Exhibition & Convention Center, em São Paulo, para atender as necessidades de seus expositores e visitantes.

Serão quatro dias de evento repletos de atividades sociais como: equoterapia, teste drive de carros adaptados, quadras poliesportivas, seminários, workshops e oficinas com profissionais renomados.

Qual é a importância da feira internacional de acessibilidade?

Além de você que é investidor conhecer as novidades do mercado, a feira possibilita a troca de experiências. A Reatech 2019 também é a oportunidade que você tem de incrementar a sua participação com oportunidades de merchandising, que aumentarão a sua visibilidade na feira e farão com que sua empresa tenha se destaque dos concorrentes.

Quais as oportunidades que o evento traz?

A feira ajuda a posicionar a marca e/ou produto do expositor, pois quem visita o evento é um público qualificado e interessado na realização de negócios e parcerias no setor de reabilitação, inclusão e acessibilidade.

A Reatech também ajuda a fidelizar clientes e a fazer frente aos principais players de mercado presentes no maior e mais importante evento da América Latina do segmento.

Com a feira, o expositor tem a chance de mostrar o seu trabalho para os investidores e conhecer novos fornecedores. Além disso, confere as tendências do mercado, os lançamentos e modelos de negócios recentes. Já para quem apenas participa, a Reatech oferece as principais soluções em produtos e tecnologias embasadas em estudos, pesquisas e inovações.

A feira proporciona ao seu público visitante a chance de se atualizar e aprimorar o conhecimento profissional. O evento também pode ser focado nas mais atuais tendências de mercado e essa é a oportunidade para você que é consumidor, conhecer e experimentar os produtos e serviços. A Reatech também ajuda os investidores a fecharem negócios com empresas de vários segmentos.

Quais as expectativas para 2019?

Para este ano, a feira contará com 35 mil metros quadrados de área de exposição. Ao todo, 300 expositores e 53 mil profissionais do setor são esperados pela organização.

Como você pode ver, a Reatech é uma feira internacional de tecnologias em reabilitação, inclusão e acessibilidade que você não pode deixar de conferir. Portanto, participe! Faça a sua inscrição no site do evento!

E você, gosta de promover feiras como a Reatech? Baixe o nosso e-book e veja a importância de investir em acessibilidade para eventos!  

Acessibilidade: Educação Inclusiva no Brasil já foi tema de debate em Conferência da ONU

Acessibilidade: Educação Inclusiva no Brasil já foi tema de debate em Conferência da ONU

Para quem acha que a educação inclusiva não é pauta no Brasil, há vários brilhos de esperança que nos restauram a fé nos avanços sendo feitos na acessibilidade.

Um deles é o assunto que nós vamos tratar hoje neste artigo. O Brasil já foi assunto na ONU com suas políticas de educação inclusiva, e não é à toa: os investimentos na área e os contínuos incentivos para que ela continue contemplando pessoas com deficiência com mais eficácia são verdadeiramente louváveis.

E em um país como o nosso, os impactos que uma política de educação inclusiva tem são enormes. Por nossa extensão territorial, pelo nosso histórico de desigualdade e pela falta de políticas para a área durante muitos anos.

O Brasil vem sendo reconhecido por correr atrás do tempo perdido, e estamos no caminho certo. Isso nos rendeu uma citação na 10ª Conferência dos Estados Partes Signatários da Convenção das Nações Unidas sobre os Direitos da Pessoa com Deficiência em 2017, uma grande honra.

Vamos saber mais sobre o que nos levou até essa citação?

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A educação inclusiva é o destaque brasileiro

Os avanços na educação inclusiva não são velozes, especialmente pelo que nós falamos logo acima. Com a extensão territorial do Brasil, o trabalho de fiscalização é difícil em várias localidades extremas. Ao mesmo tempo, essas regiões muitas vezes não possuem condições de adquirir os equipamentos sozinhos, sem o suporte do Governo Federal.

Nosso trabalho vem sendo elaborado em duas frentes: regulamentação para garantir como deve ser trabalhada a acessibilidade na educação e, trabalho duro para garantir as condições previstas. Essa é a única maneira de prosseguir e de encontrar resultados.

Melhorar a acessibilidade é um dos requerimentos da ONU, previsto nos seus Objetivos de Desenvolvimento Sustentável para 2030.

Os países signatários, portanto, precisam investir na área e garantir a aplicação das reformas que a ONU sinaliza. Nessa Convenção, são feitas análises de situação de alguns países, recomendações para melhorias e elogios aos esforços sendo feitos.

O Brasil ficou com essa última parte. Em 2017, na última Convenção, os esforços do Brasil renderam destaque e foram anunciados para todo o mundo como dignos de nota e louváveis.

Pelo que o Brasil foi reconhecido?

O reconhecimento do Brasil foi devido aos seus esforços na área de acessibilidade e o desenvolvimento da área no país desde 2009, quando ocorreu a Ratificação da Convenção dos Direitos da Pessoa com Deficiência. O alerta foi dado, e o Brasil percebeu que mudanças precisariam ser feitas.

E elas foram, principalmente na educação inclusiva. Uma das recomendações da ONU é que pessoas com deficiência precisam de acesso ao ensino regular desde a educação básica. As crianças precisam de suporte durante todo o seu desenvolvimento, e quando chegam à idade adulta, precisam de universidades adaptadas também.

O reconhecimento aos esforços do Brasil se deu por seu trabalho nessa esfera. Nosso país foi reconhecido como referência na área de educação inclusiva, por conta das nossas políticas que não terminam na matrícula.

Hoje é Lei: as escolas não podem negar acesso a crianças com deficiência alegando falta de infraestrutura adequada.

Além disso, as escolas privadas ficam proibidas de cobrar acréscimos na mensalidade alegando custos extras com equipamentos e infraestrutura. Também foram criadas cotas para pessoas com deficiência nas universidades federais.

Tudo isso perpassa a Lei Brasileira de Inclusão, ratificada em 2015 com alterações chave para a educação inclusiva.

Como a ONU enxerga o trabalho brasileiro?

Com ótimos olhos!

O que o Brasil vem fazendo é mudar a realidade das pessoas com deficiência desde a base. Hoje, já temos mais de 90% de pessoas com deficiência matriculados no ensino regular, contando com todo o apoio que a escola deve dar por Lei.

Acessibilidade na construção civil: importância dos projetos e a responsabilidade

Mais uma vez, não é só garantir a matrícula. Os alunos precisam de estrutura adequada para que a educação inclusiva realmente funcione, além de questões que extrapolam a infra.

O ensino também é pauta dos nossos esforços para a acessibilidade na educação, sendo que por recomendação da ONU, estamos focando em leitura por braille, comunicação por LIBRAS e outros métodos de comunicação ampliada.

Hoje, inclusive, a educação inclusiva já perpassa professores dedicados para alunos com deficiências cognitivas. É um trabalho que avança lentamente, mas avança. Esse reconhecimento da ONU, mesmo que de dois anos atrás, trouxe vida ao debate sobre a educação inclusiva no Brasil e a acessibilidade nas escolas.

Uma maneira simples e elegante de trabalhar a educação inclusiva é com a adição de elevadores de acessibilidade nas escolas. Mas esse trabalho requer um bom conhecimento das empresas que os fabricam! Vamos saber mais no próximo artigo?

Acessibilidade corporativa: os escritórios estão preparados?

Acessibilidade corporativa: os escritórios estão preparados?

A acessibilidade corporativa já é uma necessidade presente em qualquer empresa. O mundo vem se acelerando de formas cada vez mais evidentes, e os cuidados a se ter com a acessibilidade, hoje em dia, se tornam ainda mais necessários nesse ritmo veloz.

O maior problema de ambientes que não estão adaptados é, sem dúvida, a impossibilidade de abrigar pessoas diferentes do “padrão” nele. Isso gera amplo espaço para questionamentos sobre a sua empresa. Já pensou ouvir frases como as abaixo?

  • Eu claramente era o mais indicado na entrevista, mas a empresa X não me contratou porque uso cadeira de rodas e eles não tem elevador de cadeirantes na entrada, só um longo lance de degraus.

  • Gostaria muito de trabalhar na empresa X, mas não há espaço para mim. Porque há para todos, menos para pessoas com deficiência?

  • A empresa X é boa para a população, mas não trabalha com cadeirantes.

Difícil, não é? O tipo de julgamento que sua empresa atrai quando não trabalha a acessibilidade corporativa é arriscado demais para se manter. Mas a recíproca também é verdadeira…
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Acessibilidade corporativa te conecta com a comunidade

Se não trabalhar a acessibilidade corporativa te coloca em uma situação difícil, trabalhá-la te posiciona não de forma neutra, mas sim benevolente para a comunidade.

Não nos leve a mal: trabalhar a acessibilidade com seus vários recursos – elevadores para cadeirantes, rampas de acesso, sinalização, etc. – não é nada além da obrigação de empresas.

A questão é que hoje em dia tão poucas delas levam a acessibilidade corporativa a sério que quem investe na área e faz um bom marketing se destaca.

Os ventos da mudança estão soprando nos rumos da universalidade e da acessibilidade. Eles só estão muito novos e enfrentam resistência. Nesse cenário, quem sai na frente colhe os frutos mais cedo. Quem deixa para depois acaba fazendo junto com todo mundo.

Mas e qual é o cenário atual da acessibilidade corporativa?

Os escritórios estão preparados para a acessibilidade corporativa?

Sendo direto ao ponto: não, eles não estão. Uma pesquisa recente da Catho mostrou que 44% das pessoas do mundo todo já tiveram problemas em participar de alguma entrevista de emprego por conta de falta de acessibilidade. Leia de novo: essas pessoas não conseguiram sequer participar das entrevistas por condições que vão desde o acesso difícil até a falta de equipamentos na própria empresa.

E o mesmo estudo mostra que 37% dos pedidos de demissão de pessoas com deficiência ocorreram pelo mesmo motivo: falta de acessibilidade corporativa.

Mas como isso acontece? E a Lei de Cotas? Bem, a Lei diz que as empresas devem contratar colaboradores com deficiência de acordo com a quantidade de pessoal na empresa como um todo.

Uma outra estatística do mesmo estudo ajuda a iluminar a questão: 78% dos entrevistados que estão trabalhando nesse momento em alguma empresa disseram não precisar de acessibilidade corporativa.

Os escritórios estão preparados para a acessibilidade corporativa?

O que isso nos diz? Essa é uma questão de interpretação, mas para os profissionais da Catho a questão é bem complicada: se existem profissionais com dificuldades de participar de entrevistas – se eles estão se demitindo também – enquanto pessoas dizem estar tudo bem com o ambiente, só nos resta assumir que existem “categorias” de pessoas com deficiência buscando emprego: as que precisam de adaptações e as que não.

Os dados nos mostram, então, que empresas podem segregar os colaboradores com deficiência entre aqueles que precisam da acessibilidade corporativa e aqueles que não. Imagina quem sai ganhando?

É preciso uma mudança de mentalidade

Então acabamos de provar numericamente que os escritórios não estão nem de longe prontos para um ambiente acessível, e que a acessibilidade corporativa continua sendo um problema no Brasil e no mundo.

A conclusão que chegamos logo acima é extremamente preocupante. Como cada empresa é de um jeito, não podemos generalizar e dizer que é assim que funciona com todas e pronto. O problema, ao mesmo tempo, é sim generalizado, e precisa ser combatido onde ele se apresenta.

É preciso uma mudança de mentalidade nos donos de empresas. Você pode ser essa mudança, inclusive. Investir em elevadores de acessibilidade e fazer as alterações que a NBR 9050 exige, além de te colocar no lado certo da Lei, te posiciona como um benevolente da comunidade, oferecendo emprego sem distinções.

E já que começamos a falar sobre a Lei, vamos para o próximo artigo? É nele que falamos sobre o que a falta de acessibilidade corporativa pode ocasionar. Vamos ver?

Acessibilidade no ambiente escolar: entenda a importância, desafios e como aplicar

Acessibilidade no ambiente escolar: entenda a importância, desafios e como aplicar

A acessibilidade no ambiente escolar é um assunto que nunca deveria sair de pauta. Isso porque mesmo quando atingirmos um patamar de inclusão total, ainda há muito o que fazer para tornar tudo ainda mais fácil, cômodo e adequado.

A questão é que aqui no Brasil nós estamos muito longe de atingir esse patamar. Na verdade, nós temos problemas em seguir as mais básicas recomendações da Lei de Acessibilidade nas escolas.

Em espaços como a escola, que recebe alunos de todas as esferas sociais e de todo tipo de perfil, é natural esperar que em algum momento pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida eventualmente vão aparecer por lá. É natural e lógico que as estruturas para o seu melhor aproveitamento estejam lá, esperando por elas.

A questão é que a acessibilidade no ambiente escolar não é tão simples assim. Existem vários pontos que precisam ser trabalhados, envolvendo comunicação, deslocamento, aproveitamento dos espaços, sistemas de avaliação, dentre outros. É sobre isso que falamos no artigo de hoje. Vamos ver?

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A acessibilidade no ambiente escolar começa com a comunicação

Muito mais importante do que até o próprio deslocamento, a comunicação lida diretamente com a mensagem transmitida em sala de aula. A escola existe para convívio e ensino, ambos de grande importância, mas o ensino é ainda mais. É necessário um esquema de inclusão começando por aí, na maneira com que as aulas são ministradas.

Primeiro, o básico: se há crianças surdas, um intérprete de LIBRAS deve ser contratado pela escola para fazer a tradução simultânea. Da mesma forma, crianças com deficiências cognitivas precisam de acompanhamento de professores habilitados a tratar com elas.

Para crianças cegas, materiais didáticos em braille são simplesmente necessários. A escola que oferece esse sistema está melhor colocada para trabalhar a acessibilidade no ambiente escolar.

O ensino também é parte fundamental

É assim que se começa, mas dá para ir mais além. A tecnologia já é protagonista na vida de todos nós hoje, por que não seguir para a sala de aula? O uso de projetores interativos é um exemplo: ele facilita a inclusão de alunos incapacitados de comparecer à lousa e quebra o tabu de que eles “não estão participando”.

Dentro do próprio ensino, também há muito a ser feito. A inclusão de atividades que estimulam todos os sentidos e competências já é currículo, mas suas adaptações para pessoas com deficiência não. Seja criativo, invente algo que trabalhe competências como:

  • A própria LIBRAS;

  • A consciência espacial;

  • O movimento corporal;

  • A fala;

  • A extroversão;

E muito mais. Acessibilidade no ambiente escolar é extremamente importante, mas também é bem profunda para quem quer se jogar de cabeça.

Acesso é mais do que a lei de acessibilidade requer

Se você procurar ao longo da ABNT NBR 9050, é pouco provável que vá achar muito sobre os acessos para a escola. É garantido que você encontra informações sobre a acessibilidade nas escolas, e pouco sobre elas.

Investimentos foram feitos pelo Governo Federal e até continuam sendo feitos hoje em dia, mas em escala cada vez mais reduzida. Mesmo assim, quando o governo investe, são normalmente as escolas estaduais e municipais que se beneficiam.

O transporte escolar acessível deve ser direito de todos os que precisam. Não adianta a escola inteira estar acessível se o aluno não consegue chegar lá. Se você quer se destacar em relação à acessibilidade no ambiente escolar – e com isso elevar o prestígio da sua escola à níveis bem altos – precisa considerar o transporte.

Se pararmos para analisar, a função da escola é educar. Ela é o refúgio principal do aluno, que passará anos e anos aprendendo para se tornar um bom cidadão. As crianças dependem dela. Se alunos não estão conseguindo chegar, a responsabilidade em si não é da escola, mas a moralidade pede um esforço da parte dela.

E não é só contratar um ônibus adaptado: para trabalhar verdadeiramente a acessibilidade no ambiente escolar, é necessário um trabalho mais extenso. Monitores devem acompanhar a viagem, monitores esses que precisam se comunicar bem com as crianças. Nisso podemos incluir a LIBRAS e até treinamentos para lidar com deficiências cognitivas.

O mesmo vale para o motorista. Transformar a viagem em uma experiência comum, típica da infância, é o trabalho da escola preocupada com a acessibilidade no ambiente escolar.

Arquitetura de acordo com as leis de acessibilidade

Nós já tratamos extensivamente sobre as leis de acessibilidade ao longo do nosso blog. Já tratamos da acessibilidade em eventos, já falamos sobre as normas a serem seguidas nos condomínios, em áreas de lazer pela cidade, etc. Se o assunto é normas e leis de inclusão, pode ter certeza que nós já falamos sobre.

Acessibilidade no ambiente escolar

Mas ainda assim é extremamente necessário ressaltar a importância e o impacto que uma arquitetura focada na acessibilidade no ambiente escolar tem e provoca. Estamos lidando com crianças, e as crianças precisam das condições mínimas para aproveitamento da aula. Imagine se, ao chegar para estudar, os alunos percebessem que a sala não tem cadeiras?

Essa é a realidade de pessoas com deficiência quando não encontram acessibilidade no ambiente escolar. As condições mínimas não existem.

O melhor para trabalhar a inclusão no ambiente escolar é começar pelo mobiliário além das mesas e carteiras. Ele é realmente necessário? As mesas, armários e outras peças podem ser facilmente removidas para que o espaço fique maior e crianças cegas possam circular com maior confiança.

Outra questão: os banheiros. É necessário que adaptações sejam feitas de acordo com a NBR 9050. Esse ponto é básico, e um dos mais procurados em fiscalizações arquitetônicas.

Pisos táteis também são ótimas ideias, especialmente para crianças cegas. Elas dependem severamente dessas estruturas para se guiar para as outras partes da escola.

As adaptações são muitas para citar nesse finalzinho de artigo. O melhor a se fazer é estudar a NBR 9050 em conjunto com as outras leis para ter certeza de que seus esforços estão seguindo no caminho certo.

Vamos continuar a conversa no próximo artigo sobre acessibilidade nas escolas? Garantimos que ainda tem muito pra ser dito. Vem com a gente!