Saiba tudo sobre a feira Reatech – Feira Internacional de Tecnologias em Reabilitação, Inclusão e Acessibilidade

Saiba tudo sobre a feira Reatech – Feira Internacional de Tecnologias em Reabilitação, Inclusão e Acessibilidade

A acessibilidade garante toda e qualquer pessoa com mobilidade reduzida transitar por espaços públicos e ou privados, sem que sejam encontradas barreiras que impossibilitem o convívio ou o trânsito social em áreas de acesso, circulação ou permanência.

Por ser algo tão importante, muitas pessoas investem em negócios, como a venda de elevadores de acessibilidade ou procuram por equipamentos que lhes dão qualidade de vida.

Por isso, participar de feiras como a Reatech – Feira Internacional de Tecnologias em Reabilitação, Inclusão e Acessibilidade é tão importante. No evento, você confere as novidades que existem no mercado e as atividades sociais e culturais voltadas à reabilitação e acessibilidade.

Mas o que realmente é esta feira? Neste post, vamos falar um pouco sobre o assunto. Por aqui, você vai saber tudo sobre o evento. Ficou interessado? Então, acompanhe!

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O que é a Reatech?

A Reatech é a Feira Internacional de Tecnologias em Reabilitação, Inclusão e Acessibilidade. Ela é organizada e promovida pela Cipa Fiera Milano.

O evento é considerado o principal do setor na América Latina e reúne cerca de 300 expositores dos segmentos de agências de emprego voltadas para pessoas com necessidades especiais e mobilidade reduzida.

Também participam da feira instituições financeiras, fabricantes de cadeiras de rodas e de elevadores de acessibilidade, e departamentos de recursos humanos.

Pela feira, você encontra estandes de indústrias farmacêuticas e dos segmentos de animais treinados, veículos adaptados para portadores de necessidades especiais, fabricantes de aparelhos auditivos, equipamentos especiais, materiais hospitalares, higiene pessoal , próteses e órteses, terapias alternativas, turismo e lazer.

Quando e onde o evento vai acontecer?

Este ano acontece a 16ª edição da Reatech. A feira será realizada entre os dias 13 e 16 de junho (13 e 14, das 13h às 20h, e 15 e 16, das 10h às 19h) em um dos novos pavilhões do São Paulo Expo Exhibition & Convention Center, em São Paulo, para atender as necessidades de seus expositores e visitantes.

Serão quatro dias de evento repletos de atividades sociais como: equoterapia, teste drive de carros adaptados, quadras poliesportivas, seminários, workshops e oficinas com profissionais renomados.

Qual é a importância da feira internacional de acessibilidade?

Além de você que é investidor conhecer as novidades do mercado, a feira possibilita a troca de experiências. A Reatech 2019 também é a oportunidade que você tem de incrementar a sua participação com oportunidades de merchandising, que aumentarão a sua visibilidade na feira e farão com que sua empresa tenha se destaque dos concorrentes.

Quais as oportunidades que o evento traz?

A feira ajuda a posicionar a marca e/ou produto do expositor, pois quem visita o evento é um público qualificado e interessado na realização de negócios e parcerias no setor de reabilitação, inclusão e acessibilidade.

A Reatech também ajuda a fidelizar clientes e a fazer frente aos principais players de mercado presentes no maior e mais importante evento da América Latina do segmento.

Com a feira, o expositor tem a chance de mostrar o seu trabalho para os investidores e conhecer novos fornecedores. Além disso, confere as tendências do mercado, os lançamentos e modelos de negócios recentes. Já para quem apenas participa, a Reatech oferece as principais soluções em produtos e tecnologias embasadas em estudos, pesquisas e inovações.

A feira proporciona ao seu público visitante a chance de se atualizar e aprimorar o conhecimento profissional. O evento também pode ser focado nas mais atuais tendências de mercado e essa é a oportunidade para você que é consumidor, conhecer e experimentar os produtos e serviços. A Reatech também ajuda os investidores a fecharem negócios com empresas de vários segmentos.

Quais as expectativas para 2019?

Para este ano, a feira contará com 35 mil metros quadrados de área de exposição. Ao todo, 300 expositores e 53 mil profissionais do setor são esperados pela organização.

Como você pode ver, a Reatech é uma feira internacional de tecnologias em reabilitação, inclusão e acessibilidade que você não pode deixar de conferir. Portanto, participe! Faça a sua inscrição no site do evento!

E você, gosta de promover feiras como a Reatech? Baixe o nosso e-book e veja a importância de investir em acessibilidade para eventos!  

Acessibilidade: Educação Inclusiva no Brasil já foi tema de debate em Conferência da ONU

Acessibilidade: Educação Inclusiva no Brasil já foi tema de debate em Conferência da ONU

Para quem acha que a educação inclusiva não é pauta no Brasil, há vários brilhos de esperança que nos restauram a fé nos avanços sendo feitos na acessibilidade.

Um deles é o assunto que nós vamos tratar hoje neste artigo. O Brasil já foi assunto na ONU com suas políticas de educação inclusiva, e não é à toa: os investimentos na área e os contínuos incentivos para que ela continue contemplando pessoas com deficiência com mais eficácia são verdadeiramente louváveis.

E em um país como o nosso, os impactos que uma política de educação inclusiva tem são enormes. Por nossa extensão territorial, pelo nosso histórico de desigualdade e pela falta de políticas para a área durante muitos anos.

O Brasil vem sendo reconhecido por correr atrás do tempo perdido, e estamos no caminho certo. Isso nos rendeu uma citação na 10ª Conferência dos Estados Partes Signatários da Convenção das Nações Unidas sobre os Direitos da Pessoa com Deficiência em 2017, uma grande honra.

Vamos saber mais sobre o que nos levou até essa citação?

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A educação inclusiva é o destaque brasileiro

Os avanços na educação inclusiva não são velozes, especialmente pelo que nós falamos logo acima. Com a extensão territorial do Brasil, o trabalho de fiscalização é difícil em várias localidades extremas. Ao mesmo tempo, essas regiões muitas vezes não possuem condições de adquirir os equipamentos sozinhos, sem o suporte do Governo Federal.

Nosso trabalho vem sendo elaborado em duas frentes: regulamentação para garantir como deve ser trabalhada a acessibilidade na educação e, trabalho duro para garantir as condições previstas. Essa é a única maneira de prosseguir e de encontrar resultados.

Melhorar a acessibilidade é um dos requerimentos da ONU, previsto nos seus Objetivos de Desenvolvimento Sustentável para 2030.

Os países signatários, portanto, precisam investir na área e garantir a aplicação das reformas que a ONU sinaliza. Nessa Convenção, são feitas análises de situação de alguns países, recomendações para melhorias e elogios aos esforços sendo feitos.

O Brasil ficou com essa última parte. Em 2017, na última Convenção, os esforços do Brasil renderam destaque e foram anunciados para todo o mundo como dignos de nota e louváveis.

Pelo que o Brasil foi reconhecido?

O reconhecimento do Brasil foi devido aos seus esforços na área de acessibilidade e o desenvolvimento da área no país desde 2009, quando ocorreu a Ratificação da Convenção dos Direitos da Pessoa com Deficiência. O alerta foi dado, e o Brasil percebeu que mudanças precisariam ser feitas.

E elas foram, principalmente na educação inclusiva. Uma das recomendações da ONU é que pessoas com deficiência precisam de acesso ao ensino regular desde a educação básica. As crianças precisam de suporte durante todo o seu desenvolvimento, e quando chegam à idade adulta, precisam de universidades adaptadas também.

O reconhecimento aos esforços do Brasil se deu por seu trabalho nessa esfera. Nosso país foi reconhecido como referência na área de educação inclusiva, por conta das nossas políticas que não terminam na matrícula.

Hoje é Lei: as escolas não podem negar acesso a crianças com deficiência alegando falta de infraestrutura adequada.

Além disso, as escolas privadas ficam proibidas de cobrar acréscimos na mensalidade alegando custos extras com equipamentos e infraestrutura. Também foram criadas cotas para pessoas com deficiência nas universidades federais.

Tudo isso perpassa a Lei Brasileira de Inclusão, ratificada em 2015 com alterações chave para a educação inclusiva.

Como a ONU enxerga o trabalho brasileiro?

Com ótimos olhos!

O que o Brasil vem fazendo é mudar a realidade das pessoas com deficiência desde a base. Hoje, já temos mais de 90% de pessoas com deficiência matriculados no ensino regular, contando com todo o apoio que a escola deve dar por Lei.

Acessibilidade na construção civil: importância dos projetos e a responsabilidade

Mais uma vez, não é só garantir a matrícula. Os alunos precisam de estrutura adequada para que a educação inclusiva realmente funcione, além de questões que extrapolam a infra.

O ensino também é pauta dos nossos esforços para a acessibilidade na educação, sendo que por recomendação da ONU, estamos focando em leitura por braille, comunicação por LIBRAS e outros métodos de comunicação ampliada.

Hoje, inclusive, a educação inclusiva já perpassa professores dedicados para alunos com deficiências cognitivas. É um trabalho que avança lentamente, mas avança. Esse reconhecimento da ONU, mesmo que de dois anos atrás, trouxe vida ao debate sobre a educação inclusiva no Brasil e a acessibilidade nas escolas.

Uma maneira simples e elegante de trabalhar a educação inclusiva é com a adição de elevadores de acessibilidade nas escolas. Mas esse trabalho requer um bom conhecimento das empresas que os fabricam! Vamos saber mais no próximo artigo?

Acessibilidade corporativa: os escritórios estão preparados?

Acessibilidade corporativa: os escritórios estão preparados?

A acessibilidade corporativa já é uma necessidade presente em qualquer empresa. O mundo vem se acelerando de formas cada vez mais evidentes, e os cuidados a se ter com a acessibilidade, hoje em dia, se tornam ainda mais necessários nesse ritmo veloz.

O maior problema de ambientes que não estão adaptados é, sem dúvida, a impossibilidade de abrigar pessoas diferentes do “padrão” nele. Isso gera amplo espaço para questionamentos sobre a sua empresa. Já pensou ouvir frases como as abaixo?

  • Eu claramente era o mais indicado na entrevista, mas a empresa X não me contratou porque uso cadeira de rodas e eles não tem elevador de cadeirantes na entrada, só um longo lance de degraus.

  • Gostaria muito de trabalhar na empresa X, mas não há espaço para mim. Porque há para todos, menos para pessoas com deficiência?

  • A empresa X é boa para a população, mas não trabalha com cadeirantes.

Difícil, não é? O tipo de julgamento que sua empresa atrai quando não trabalha a acessibilidade corporativa é arriscado demais para se manter. Mas a recíproca também é verdadeira…
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Acessibilidade corporativa te conecta com a comunidade

Se não trabalhar a acessibilidade corporativa te coloca em uma situação difícil, trabalhá-la te posiciona não de forma neutra, mas sim benevolente para a comunidade.

Não nos leve a mal: trabalhar a acessibilidade com seus vários recursos – elevadores para cadeirantes, rampas de acesso, sinalização, etc. – não é nada além da obrigação de empresas.

A questão é que hoje em dia tão poucas delas levam a acessibilidade corporativa a sério que quem investe na área e faz um bom marketing se destaca.

Os ventos da mudança estão soprando nos rumos da universalidade e da acessibilidade. Eles só estão muito novos e enfrentam resistência. Nesse cenário, quem sai na frente colhe os frutos mais cedo. Quem deixa para depois acaba fazendo junto com todo mundo.

Mas e qual é o cenário atual da acessibilidade corporativa?

Os escritórios estão preparados para a acessibilidade corporativa?

Sendo direto ao ponto: não, eles não estão. Uma pesquisa recente da Catho mostrou que 44% das pessoas do mundo todo já tiveram problemas em participar de alguma entrevista de emprego por conta de falta de acessibilidade. Leia de novo: essas pessoas não conseguiram sequer participar das entrevistas por condições que vão desde o acesso difícil até a falta de equipamentos na própria empresa.

E o mesmo estudo mostra que 37% dos pedidos de demissão de pessoas com deficiência ocorreram pelo mesmo motivo: falta de acessibilidade corporativa.

Mas como isso acontece? E a Lei de Cotas? Bem, a Lei diz que as empresas devem contratar colaboradores com deficiência de acordo com a quantidade de pessoal na empresa como um todo.

Uma outra estatística do mesmo estudo ajuda a iluminar a questão: 78% dos entrevistados que estão trabalhando nesse momento em alguma empresa disseram não precisar de acessibilidade corporativa.

Os escritórios estão preparados para a acessibilidade corporativa?

O que isso nos diz? Essa é uma questão de interpretação, mas para os profissionais da Catho a questão é bem complicada: se existem profissionais com dificuldades de participar de entrevistas – se eles estão se demitindo também – enquanto pessoas dizem estar tudo bem com o ambiente, só nos resta assumir que existem “categorias” de pessoas com deficiência buscando emprego: as que precisam de adaptações e as que não.

Os dados nos mostram, então, que empresas podem segregar os colaboradores com deficiência entre aqueles que precisam da acessibilidade corporativa e aqueles que não. Imagina quem sai ganhando?

É preciso uma mudança de mentalidade

Então acabamos de provar numericamente que os escritórios não estão nem de longe prontos para um ambiente acessível, e que a acessibilidade corporativa continua sendo um problema no Brasil e no mundo.

A conclusão que chegamos logo acima é extremamente preocupante. Como cada empresa é de um jeito, não podemos generalizar e dizer que é assim que funciona com todas e pronto. O problema, ao mesmo tempo, é sim generalizado, e precisa ser combatido onde ele se apresenta.

É preciso uma mudança de mentalidade nos donos de empresas. Você pode ser essa mudança, inclusive. Investir em elevadores de acessibilidade e fazer as alterações que a NBR 9050 exige, além de te colocar no lado certo da Lei, te posiciona como um benevolente da comunidade, oferecendo emprego sem distinções.

E já que começamos a falar sobre a Lei, vamos para o próximo artigo? É nele que falamos sobre o que a falta de acessibilidade corporativa pode ocasionar. Vamos ver?

Acessibilidade no ambiente escolar: entenda a importância, desafios e como aplicar

Acessibilidade no ambiente escolar: entenda a importância, desafios e como aplicar

A acessibilidade no ambiente escolar é um assunto que nunca deveria sair de pauta. Isso porque mesmo quando atingirmos um patamar de inclusão total, ainda há muito o que fazer para tornar tudo ainda mais fácil, cômodo e adequado.

A questão é que aqui no Brasil nós estamos muito longe de atingir esse patamar. Na verdade, nós temos problemas em seguir as mais básicas recomendações da Lei de Acessibilidade nas escolas.

Em espaços como a escola, que recebe alunos de todas as esferas sociais e de todo tipo de perfil, é natural esperar que em algum momento pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida eventualmente vão aparecer por lá. É natural e lógico que as estruturas para o seu melhor aproveitamento estejam lá, esperando por elas.

A questão é que a acessibilidade no ambiente escolar não é tão simples assim. Existem vários pontos que precisam ser trabalhados, envolvendo comunicação, deslocamento, aproveitamento dos espaços, sistemas de avaliação, dentre outros. É sobre isso que falamos no artigo de hoje. Vamos ver?

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A acessibilidade no ambiente escolar começa com a comunicação

Muito mais importante do que até o próprio deslocamento, a comunicação lida diretamente com a mensagem transmitida em sala de aula. A escola existe para convívio e ensino, ambos de grande importância, mas o ensino é ainda mais. É necessário um esquema de inclusão começando por aí, na maneira com que as aulas são ministradas.

Primeiro, o básico: se há crianças surdas, um intérprete de LIBRAS deve ser contratado pela escola para fazer a tradução simultânea. Da mesma forma, crianças com deficiências cognitivas precisam de acompanhamento de professores habilitados a tratar com elas.

Para crianças cegas, materiais didáticos em braille são simplesmente necessários. A escola que oferece esse sistema está melhor colocada para trabalhar a acessibilidade no ambiente escolar.

O ensino também é parte fundamental

É assim que se começa, mas dá para ir mais além. A tecnologia já é protagonista na vida de todos nós hoje, por que não seguir para a sala de aula? O uso de projetores interativos é um exemplo: ele facilita a inclusão de alunos incapacitados de comparecer à lousa e quebra o tabu de que eles “não estão participando”.

Dentro do próprio ensino, também há muito a ser feito. A inclusão de atividades que estimulam todos os sentidos e competências já é currículo, mas suas adaptações para pessoas com deficiência não. Seja criativo, invente algo que trabalhe competências como:

  • A própria LIBRAS;

  • A consciência espacial;

  • O movimento corporal;

  • A fala;

  • A extroversão;

E muito mais. Acessibilidade no ambiente escolar é extremamente importante, mas também é bem profunda para quem quer se jogar de cabeça.

Acesso é mais do que a lei de acessibilidade requer

Se você procurar ao longo da ABNT NBR 9050, é pouco provável que vá achar muito sobre os acessos para a escola. É garantido que você encontra informações sobre a acessibilidade nas escolas, e pouco sobre elas.

Investimentos foram feitos pelo Governo Federal e até continuam sendo feitos hoje em dia, mas em escala cada vez mais reduzida. Mesmo assim, quando o governo investe, são normalmente as escolas estaduais e municipais que se beneficiam.

O transporte escolar acessível deve ser direito de todos os que precisam. Não adianta a escola inteira estar acessível se o aluno não consegue chegar lá. Se você quer se destacar em relação à acessibilidade no ambiente escolar – e com isso elevar o prestígio da sua escola à níveis bem altos – precisa considerar o transporte.

Se pararmos para analisar, a função da escola é educar. Ela é o refúgio principal do aluno, que passará anos e anos aprendendo para se tornar um bom cidadão. As crianças dependem dela. Se alunos não estão conseguindo chegar, a responsabilidade em si não é da escola, mas a moralidade pede um esforço da parte dela.

E não é só contratar um ônibus adaptado: para trabalhar verdadeiramente a acessibilidade no ambiente escolar, é necessário um trabalho mais extenso. Monitores devem acompanhar a viagem, monitores esses que precisam se comunicar bem com as crianças. Nisso podemos incluir a LIBRAS e até treinamentos para lidar com deficiências cognitivas.

O mesmo vale para o motorista. Transformar a viagem em uma experiência comum, típica da infância, é o trabalho da escola preocupada com a acessibilidade no ambiente escolar.

Arquitetura de acordo com as leis de acessibilidade

Nós já tratamos extensivamente sobre as leis de acessibilidade ao longo do nosso blog. Já tratamos da acessibilidade em eventos, já falamos sobre as normas a serem seguidas nos condomínios, em áreas de lazer pela cidade, etc. Se o assunto é normas e leis de inclusão, pode ter certeza que nós já falamos sobre.

Acessibilidade no ambiente escolar

Mas ainda assim é extremamente necessário ressaltar a importância e o impacto que uma arquitetura focada na acessibilidade no ambiente escolar tem e provoca. Estamos lidando com crianças, e as crianças precisam das condições mínimas para aproveitamento da aula. Imagine se, ao chegar para estudar, os alunos percebessem que a sala não tem cadeiras?

Essa é a realidade de pessoas com deficiência quando não encontram acessibilidade no ambiente escolar. As condições mínimas não existem.

O melhor para trabalhar a inclusão no ambiente escolar é começar pelo mobiliário além das mesas e carteiras. Ele é realmente necessário? As mesas, armários e outras peças podem ser facilmente removidas para que o espaço fique maior e crianças cegas possam circular com maior confiança.

Outra questão: os banheiros. É necessário que adaptações sejam feitas de acordo com a NBR 9050. Esse ponto é básico, e um dos mais procurados em fiscalizações arquitetônicas.

Pisos táteis também são ótimas ideias, especialmente para crianças cegas. Elas dependem severamente dessas estruturas para se guiar para as outras partes da escola.

As adaptações são muitas para citar nesse finalzinho de artigo. O melhor a se fazer é estudar a NBR 9050 em conjunto com as outras leis para ter certeza de que seus esforços estão seguindo no caminho certo.

Vamos continuar a conversa no próximo artigo sobre acessibilidade nas escolas? Garantimos que ainda tem muito pra ser dito. Vem com a gente! 

Acessibilidade em eventos: saiba por que é importante e como se adaptar

Acessibilidade em eventos: saiba por que é importante e como se adaptar

Acessibilidade em eventos é um assunto seríssimo. Se você tem uma produtora ou sua empresa vai ser host de um evento, mesmo que de pequeno porte, é necessário considerar que pessoas com deficiência e mobilidade reduzida vão estar lá. Elas precisam de acomodações especiais para aproveitar o que você irá transmitir.

E quando falamos em acomodações, não estamos necessariamente falando só de espaços reservados em posição privilegiada, acessos em salas, etc. Deve haver toda uma estrutura acessível, a experiência do evento deve ser respeitada acima de tudo. Em poucas palavras, o evento deve se esforçar para ser igual a todos.

O que acontece é que, na maioria das vezes, as pessoas não sabem muito bem o que é definido por lei, e acabam esquecendo de pontos importantes que não são tão evidentes assim. É claro que você precisa ter banheiros adaptados, mas você sabia que a  acessibilidade em eventos também contempla o uso de intérpretes de libras durante palestras?

Pois é. Essas questões de acessibilidade em eventos podem passar despercebidas, e isso vai impactar diretamente na experiência. Para não encontrar problemas, elaboramos neste artigo um guia para te auxiliar nessa trajetória. Vamos ver?

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Quantas pessoas com deficiência seu evento terá?

Você conseguiria estimar? Segundo o Censo de 2010 do IBGE, cerca de 24% da população é composta de pessoas com deficiência. Se contarmos as com mobilidade reduzida – permanentemente ou temporariamente -, o número cresce ainda mais. Quantas pessoas seu evento terá?

Pense nisso. Quantas ele terá de verdade? 100 pessoas? Então pode ser que 20 delas tenha alguma dificuldade na locomoção. Dependendo do grau de inclusão do seu evento, essas pessoas podem ter sua experiência comprometida.

Esse número provavelmente é maior do que você realmente vai encontrar na realidade, mas ele só expressa a realidade brasileira. É preciso pelo menos estar preparado para oferecer um fluxo harmônico de pessoas oferecendo acessibilidade em eventos. É melhor sobrar do que faltar, diz o ditado, e ele nunca esteve tão certo.

Como garantir acessibilidade em eventos?

O primeiro passo é planejar a acessibilidade em eventos. Comece com o mais básico: se você está pensando em financiar ou idealizar um evento e não é da área de acessibilidade, encaminhe esse artigo para o seu produtor. Mostre que você tem interesse em aplicar os conceitos que vamos explorar e cobre a inclusão desde o primeiro projeto.

Depois, vamos pensar nas denominações. Pessoas com deficiência são aquelas que, por algum motivo, possuem perda de funções e/ou estruturas do corpo. Isso se manifesta de várias formas: surdez, cegueira, perda de movimentos, etc.

Pessoa com mobilidade reduzida é exatamente o que seu nome diz: aquelas que, por algum motivo, possuem redução das funções de movimentação. Aí podem se incluir cadeirantes, que podem também ser pessoas com deficiência, mas eles não são os únicos. Gestantes são pessoas com mobilidade reduzida. Idosos também. Até crianças mais novas.

Agora você está com o mindset voltado para a acessibilidade em eventos! Qual é o próximo passo?

Planejando acessos para pessoas com deficiência

A acessibilidade em eventos começa antes de escolher o local. O ideal é que você pense no transporte facilitado para todos, com área bem servida de pontos de ônibus e em local próximo dos centros residenciais da cidade.

Acessibilidade em eventos

Chegando ao evento, primeiro pense nos desníveis. Do acesso do estacionamento até a sede do evento, há desníveis consideráveis? Veja que quando pensamos em consideráveis, estamos seguindo a NBR 9050, que estipula desníveis mínimos de 5mm como aceitáveis, mas acima disso, não.

Rampas de acessibilidade em eventos já são praticamente básicas. Elas precisam ter no mínimo 1,50m de largura – que é a largura mínima dos seus corredores também – e ter guarda corpo, corrimão e sinalização. Para não errar, é só procurar por desníveis sem rampa. Eles existem? Pois não deveriam.

Piso tátil também é absolutamente necessário, sendo que os interiores podem ser decorados com adesivos com indicações. Não se esqueça que eles devem estar presentes em portas, degraus, desníveis de qualquer espécie, elevadores, etc. O ideal mesmo é ter cobertura no evento inteiro, se possível.

Fique de olho nas inclinações para rampas: elas variam conforme a altura do desnível a ser vencido! Para lidar com a incerteza, também é possível a instalação de rampas de acessibilidade. Elas se tornam inclusive necessárias em algumas venues, onde não há a possibilidade de simplesmente construir uma rampa.

Áreas de acessibilidade em eventos

Além dessas questões de acesso – que nós só exemplificamos, o ideal é ler e interpretar a NBR 9050 – também é necessário planejar uma área exclusiva para garantir autonomia e acessibilidade máxima às pessoas.

Essa área deve contar com intérprete de Libras próximo ou com uma boa visão desse profissional. Também recomenda-se um colaborador acostumado a acompanhar cegos em casos de necessidade audiovisual do conteúdo exposto.

Separe áreas para cadeirantes em posições privilegiadas, reservando no mínimo 50 metros quadrados, e corredor na frente e atrás para circulação.

Eventos devem seguir as regulamentações de espaços públicos e privados de performance, como casas de shows, cinemas, teatros, etc. Portanto:

  • Se você tem 25 assentos: 1 deles é reservado para pessoas com mobilidade reduzida, 1 para pessoas obesas e deve haver 1 espaço para cadeirantes;

  • 25 a 50 assentos: idem, mas com 2 espaços para cadeirantes;

  • 51 a 100 assentos: idem, mas com 3 espaços para cadeirantes;

  • de 201 a 500: 2% dos assentos para cadeirantes, 1% para os outros;

Daí pra cima, as porcentagens vão aumentando e se transformando em assentos fixos mais taxas de sobreposição da quantidade total de assentos. Consulte a NBR 9050!

Adaptações gerais

Na verdade, “adaptações” é uma palavra complicada de se usar. Na verdade, você só está criando uma experiência inclusiva para todos. Você não diz que fez uma “adaptação” quando, por exemplo, colocou um sinal de “Saída” comum em uma porta.

A acessibilidade em eventos não precisa estar reservada ao que a lei diz. Você pode inovar gastando bem pouco e ainda oferecendo a melhor experiência para todos, algo que deve ser sempre o seu maior princípio norteador no evento.

Contrate intérpretes de Libras e os deixe “patrulhando” o evento. Instrua aos seus seguranças para que eles guiem pessoas para áreas de acessibilidade. Distribua folhetos do evento em Braille. Esteja próximo e sempre presente.

A acessibilidade em eventos se faz assim. Não é só respeitar a lei, é buscar oferecer o melhor sempre, é ter empatia e respeito por todas as pessoas.

Mas como nós falamos, em muitos casos não adianta querer contratar uma venue e simplesmente fazer uma rampa. Não dá, o trabalho é longo e o investimento não vai ser para você. Nesse caso, você irá precisar da empresa de elevadores de acessibilidade certa. Vamos conhecer suas características?

Qual a responsabilidade da arquitetura no projeto de acessibilidade

Entenda as principais leis de acessibilidade no Brasil

Entenda as principais leis de acessibilidade no Brasil

As leis de acessibilidade no Brasil existem por motivos óbvios. Nosso governo nos últimos anos se preocupou bastante com os direitos das pessoas com mobilidade reduzida, e foi firme no propósito de garantir seu direito mais fundamental: o de ir e vir.

Muito além disso, é necessário garantir que todas as pessoas tenham plena capacidade de aproveitar-se do espaço urbano em tudo o que ele oferece. Isso precisa ser assegurado, e fica difícil dizer que o mercado se ajusta sozinho, sem uma legislação por trás.

É por isso que, com as leis de acessibilidade brasileiras, os esforços vem sendo conjuntos e atingem todas as esferas, tanto públicas quanto privadas.

E que leis são essas? Nós elaboramos um pouco mais sobre elas no nosso artigo. Vamos ver?

Acessibilidade na construção civil: importância dos projetos e a responsabilidade

Leis de acessibilidade pré anos 2000

O desenho universal não era pauta muito presente no design urbano brasileiro antes da Constituição de 88. Durante os anos pré ditadura, pouco se fazia e se conhecia para adaptar espaços buscando a acessibilidade, e leis não eram lavradas para atingir esse objetivo.

No campo da educação, em 1961 já havia algum tipo de inclusão. O texto da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional citava “alunos excepcionais”, que deveriam ser integrados em sala para promover a inclusão.

Os anos de chumbo da ditadura também buscaram adereçar essa questão. A Lei foi alterada, e os “alunos com deficiências físicas ou mentais”, como eram chamados, deveriam ser enviados para escolas diferentes, especiais para eles.

Foi com a Constituição e com a reafirmação do compromisso com os direitos humanos que os avanços nessas áreas começaram a ser sentidos. A Lei das Cotas surgiu em 91, e trouxe a reserva de vagas no mercado de trabalho para pessoas com deficiência. Os maiores avanços, porém, vieram após os anos 2000.

Lei 10.098 – A primeira das Leis de Acessibilidade no Brasil

A primeira lei de acessibilidade a surgir em solo brasileiro veio em 2000, em 19 de dezembro.

A Lei 10.098 regula no seu texto questões importantes sobre a acessibilidade urbana e os direitos das pessoas com deficiência, instaurando meios legais de fiscalização e espaço para que essas pessoas pudessem ter representatividade legal no dia a dia. Foi aí que a acessibilidade no Brasil passou a ter voz reconhecida legalmente.

Foi essa lei, por exemplo, que finalmente definiu o conceito de Acessibilidade para os olhos da lei, por exemplo. Isso é muito expressivo, pois não deixa brechas para interpretação do que é necessário ser feito. Como parâmetro para sua execução, as primeiras Normas da ABNT voltadas para a acessibilidade foram criadas.

Em 2004, o governo reafirmou seu compromisso com o Decreto N° 5296, que mais uma vez citava as normas da ABNT e discorria sobre os principais pontos da Lei, como Acessibilidade Geral, de Transportes Coletivos, Atendimento Prioritário, etc.

Em conjunto, as Normas Técnicas da ABNT ganharam mais corpo, e foram compiladas na ABNT NBR 9050, que, como o Estatuto, passou a reunir todas as informações revisadas para consulta fácil de construtores, empreendedores e quem mais se interessa pelas informações ali contidas.

Munidos da Lei e do Decreto oficial do Presidente da República, as leis de acessibilidade no Brasil pareciam estar prontas e já em ação. Porém, mesmo que muito tenha sido feito nesse período, ainda existiam pontos que poderiam ser melhorados, e faltava à pessoa com deficiência…

O Estatuto da Pessoa com Deficiência de 2015

Esse é o documento máximo que determina as condições da pessoa com deficiência no Brasil atual. É uma base legal amparada pela Lei anterior, mas ainda assim um documento totalmente revisto e com complementações.

Entrando em vigor somente em 2016, o Estatuto teve como maior inspiração o protocolo da ONU que dispõe sobre o tema. Seguindo suas recomendações, o Brasil embarcou em uma jornada que visava a integração total dos espaços urbanos, tanto os residenciais – como é o caso dos condomínios – como os públicos e privados.

Leis de acessibilidade

A partir daí, todas as bases legais para o estímulo do cumprimento das leis de acessibilidade no Brasil estavam lançados. Esses estímulos se apresentam de diversas formas. Na área da construção civil, por exemplo, projetos simplesmente não são aprovados caso não venha junto o de acessibilidade.

Na educação há algo próximo. Segundo portaria do MEC, as faculdades que não apresentarem adaptações no espaço físico e digital não estão aptas a cadastrar novos cursos.

Na saúde, temos algo parecido. Prédios públicos devem seguir o Estatuto, e a Agência Nacional de Saúde Suplementar estabelece que os planos de saúde precisam, obrigatoriamente, ter acessibilidade em todas as suas comunicações.

As Leis de acessibilidade no Brasil ainda precisam melhorar muito, isso é inegável. Porém, mesmo com o que precisamos melhorar, já estamos com meio caminho andado, e o futuro, mesmo que incerto, já está bem promissor.

Quer saber mais sobre como se apresenta um projeto de acessibilidade na arquitetura? Temos um artigo falando só sobre isso. Vamos ver?