A aplicação correta dos símbolos de inclusão e acessibilidade é uma exigência legal e social.
Mais do que uma formalidade, a sinalização cumpre um papel primordial na organização dos espaços e na orientação das pessoas.
Quando bem aplicada, facilita a circulação, melhora a experiência das pessoas e garante que os ambientes sejam utilizados com autonomia e segurança.
Neste guia, você vai conhecer os principais símbolos de inclusão e acessibilidade, entender suas aplicações e descobrir como aplicá-los no estabelecimento.
O que são símbolos de inclusão e acessibilidade?
São elementos visuais padronizados que indicam a existência de recursos, serviços ou estruturas adaptadas para pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida.
Na prática, eles cumprem três funções:
- Orientam o usuário no ambiente;
- Facilitam o acesso a espaços adequados;
- Tornam a experiência mais clara, segura e autônoma.
No Brasil, essa padronização segue diretrizes técnicas específicas, com destaque para a ABNT NBR 9050.
A norma estabelece critérios de aplicação desses símbolos, garantindo que estejam posicionados de forma visível, compreensível e funcional.
Um dos princípios centrais é assegurar a mobilidade e o direito de ir e vir das pessoas com deficiência (PCD), reforçando a necessidade de ambientes que promovam a inclusão.
Principais símbolos de inclusão e acessibilidade (e quando usar cada um)
Para a sinalização cumprir seu papel, é essencial conhecer os símbolos mais utilizados e entender onde cada um deve ser aplicado. Vamos lá?
Símbolo Internacional de Acesso (SIA)
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Representado por uma figura em cadeira de rodas.
Indica locais adaptados para pessoas com deficiência física ou mobilidade reduzida. Obrigatório em vagas reservadas, entradas acessíveis, banheiros adaptados e elevadores. |
Mas é preciso atenção à atualização da simbologia. Recentemente, um novo símbolo de acessibilidade foi criado e tende a virar regra no Brasil.
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Apresenta uma figura em movimento.
Representação mais ativa da PCD. Abordagem mais inclusiva. |
Símbolo de deficiência auditiva
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Indica que o local oferece recursos ou atendimento voltado às pessoas com baixa audição ou surdez.
Presente em ambientes com:
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Símbolo de deficiência visual
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Identifica espaços preparados para pessoas com baixa visão ou cegueira.
Está associado a recursos como:
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Símbolo de braille
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O braile é um sistema de leitura e escrita tátil, voltado para pessoas com deficiência visual.
Aplicado em:
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O alfabeto é formado por combinações de pontos em alto relevo, permitindo a leitura por meio do toque.
Portanto, o principal objetivo é garantir acesso à informação.
Símbolo do Transtorno do Espectro Autista (TEA)
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Indica que o ambiente está apto a receber pessoas com Transtorno do Espectro Autista.
Representa que os espaços possuem:
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Símbolo de pessoa com mobilidade reduzida
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Abrange limitações permanentes ou temporárias, como idosos, gestantes ou pessoas em recuperação.
Deve ser utilizado em:
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Símbolo do cão-guia
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Indica que o local está apto a receber pessoas com deficiência visual acompanhadas de seus cães.
No Brasil, é garantido pela Lei nº 11.126/2005. |
Símbolo de gravidez
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Mostra que o ambiente oferece serviços e produtos para gestantes.
Geralmente, visto em guichês para atendimento prioritário em lojas, mercados e demais prédios comerciais. |
Placa de atendimento prioritário
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Representa o conjunto de pictogramas que garantem a equidade e acessibilidade.
Garante o direito ao atendimento prioritário. Utilizado em caixas, recepções e filas. |
Ele inclui cadeirantes, idosos, gestantes, pessoas com crianças de colo, pessoas com deficiência e pessoas autistas.
Como sinalizar inclusão e acessibilidade nos estabelecimentos?
A presença dos símbolos deve estar diretamente relacionada às adaptações existentes no local.
Veja exemplos:
- Estacionamentos de supermercado e shoppings: vagas reservadas devem estar identificadas com o Símbolo Internacional de Acesso no piso e na placa vertical;
- Clínicas: banheiro adaptado precisa estar sinalizado na porta, recepção deve indicar o atendimento prioritário;
- Universidades e prédios públicos: elevadores, rotas com piso tátil e entradas adaptadas devem estar sinalizados logo nas entradas principais.
De forma geral, todo estabelecimento deve sinalizar:
- Vagas reservadas;
- Entradas acessíveis;
- Banheiros adaptados;
- Áreas de circulação;
- Pontos de atendimento prioritário.
Esses elementos devem seguir critérios técnicos definidos pela norma.
NBR 9050
Conforme destacado na NBR 9050, os estabelecimentos devem seguir algumas diretrizes:
- Visibilidade e contraste: sinalização em locais iluminados, com cores contrastantes;
- Altura adequada: entre 1,20m e 1,60m para leitura;
- Sem obstruções: não podem estar escondidos por objetos ou estruturas;
- Antecipação: devem aparecer antes do acesso (rampas, elevadores, entradas).
Leia também: Evite surpresas e multas: domine as Leis de Acessibilidade no Brasil e proteja seu projeto
Como garantir inclusão e acessibilidade?
Sinalizar corretamente é essencial para estabelecimentos e usuários. Mas não resolve o desafio sozinho.
A acessibilidade real depende da capacidade das pessoas circularem com autonomia e segurança em todos os espaços.
Desníveis, escadas e diferentes pavimentos exigem soluções que vão além da comunicação visual. Exigem estrutura que acompanhe a sinalização.
Os elevadores de acessibilidade são fundamentais para garantir o deslocamento entre diferentes níveis.
Além de atender às exigências normativas, esses equipamentos ampliam o alcance do estabelecimento e melhoram a experiência do usuário.
Para adequar seu espaço, entender como aplicar essas soluções no seu estabelecimento é essencial.
Baixe o Guia de Elevadores de Acessibilidade da JE Elevadores e descubra como adequar seu espaço às exigências da NBR 9050.














