nova simbologia de acessibilidade

Novo símbolo de acessibilidade: da criação ao veto

JE Elevadores · 18/03/2026

O debate em torno da representação visual da inclusão de pessoas com deficiência ganhou novos capítulos no Brasil. A discussão acerca do novo símbolo de acessibilidade mobilizou muita gente nos últimos anos.

A proposta, que chegou a ser aprovada no Congresso Nacional, foi recentemente vetada pela Presidência da República.

Com isso, o tradicional símbolo do cadeirante permanece como o padrão oficial no país.

Qual era a proposta do novo símbolo de acessibilidade?

A discussão sobre o novo símbolo de acessibilidade teve origem em uma proposta global desenvolvida pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 2015.

O desenho proposto consiste em uma figura humana simétrica com os braços abertos, inscrita dentro de um círculo.

Essa representação reforça quatro conceitos centrais:

Novo simbolo de acessibilidade significado

No Brasil, o Projeto de Lei nº 2.199/2022 propunha a alteração da Lei nº 7.405/1985 para substituir o desenho do cadeirante em fundo azul por este novo modelo.

A intenção era atualizar a comunicação visual para além da mobilidade reduzida.

O desenho foi concebido para representar uma neutralidade que abrangesse diversos tipos de deficiência (físicas, sensoriais, intelectuais e ocultas).

Principais diferenças entre os símbolos

Na concepção do novo símbolo, a ideia era reforçar uma nova interpretação sobre inclusão. Veja as principais distinções:

Antigo símbolo de acessibilidade Novo símbolo de acessibilidade
Simbolo de acessibilidade cadeira de rodas Simbolo de acessibilidade novo
Criado em 1968 Criado em 2015 pela ONU
Foco em deficiências físicas e mobilidade reduzida Abrange deficiências físicas, sensoriais, intelectuais, psicossociais, invisíveis e múltiplas
Ênfase na figura da cadeira de rodas Ênfase na autonomia
Modelo tradicional Contexto contemporâneo

Na concepção do novo símbolo, a ideia era reforçar uma nova interpretação sobre inclusão. Veja as principais distinções:Do ponto de vista normativo e de engenharia, vale destacar que nenhum dos símbolos altera os parâmetros estruturais das obras.

Ou seja, as rampas, banheiros acessíveis, elevadores e plataformas continuam seguindo as mesmas exigências de dimensionamento técnico descritas naABNT NBR 9050.

A discussão concentrou-se estritamente na representação gráfica aplicada às placas de sinalização. 

Da possibilidade de mudança ao veto no Brasil

O projeto de lei que previa instituir o novo símbolo de acessibilidade foi aprovado pelo Senado Federal e pela Câmara dos Deputados.

No entanto, ao ser encaminhado para sanção presidencial, o trecho que previa a troca de símbolos foi vetado.

Os argumentos apresentados pelo Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC) para justificar o veto basearam-se em dois pontos principais:

  1. Falta de consulta prévia obrigatória: a alteração de um símbolo de impacto nacional necessitaria da participação direta e efetiva de organizações representativas das pessoas com deficiência;
  2. Risco de barreiras de comunicação: a substituição de um ícone consolidado e assimilado pela sociedade por um modelo desconhecido poderia gerar confusão e impor barreiras adicionais de identificação dos espaços acessíveis.

Dessa forma, o Brasil mantém o padrão tradicional do cadeirante para a identificação de espaços e serviços acessíveis.

O que muda nas sinalizações de obras e empreendimentos?

Com a publicação da nova lei e a manutenção do símbolo clássico, o cenário regulatório para construtoras, condomínios e estabelecimentos comerciais não exige a necessidade de transição de placas.

Mas atenção: o Símbolo Internacional de Acessibilidade tradicional (cadeirante) continua obrigatório nos seguintes pontos:

A principal mudança trazida está no rigor da fiscalização e na ampliação da obrigatoriedade de exibição visível do símbolo em locais e serviços que ofereçam condições para pessoas com deficiência.

A nova norma também substitui a expressão “Símbolo Internacional de Acesso” por “Símbolo Internacional de Acessibilidade” e amplia a lista de locais onde a sinalização deve ser utilizada:

  • Percursos com pisos táteis direcionais e de alerta;
  • Faixas de circulação com superfície regular, firme e antiderrapante;
  • Mapas ou maquetes táteis com informações sobre os principais pontos de circulação dos edifícios.

Como proceder nos projetos em andamento?

A definição desse longo processo legislativo traz segurança jurídica para a acessibilidade na construção civil. Para construtoras e engenheiros, o caminho correto a seguir envolve:

  • Manutenção do padrão atual: não há necessidade de alterar memoriais descritivos ou projetos de comunicação visual;
  • Foco na norma técnica: o principal ponto de atenção em vistorias de habite-se e laudos de acessibilidade continua sendo o cumprimento das medidas da NBR 9050 para o livre trânsito dos usuários;
  • Alinhamento com fornecedores: certifique-se de que os fornecedores de plataformas, elevadores de acessibilidade e placas de sinalização estejam alinhados com as diretrizes vigentes da legislação federal.

Acompanhar as atualizações da legislação garante que os empreendimentos reduzam riscos e entreguem espaços funcionais que respeitem o direito de ir e vir de todos.

Mantenha seus projetos atualizados

Garantir a conformidade técnica de acessibilidade nos seus projetos exige planejamento e informação correta.

Para auxiliar você e sua equipe a entender todos os parâmetros essenciais de sinalização e infraestrutura na construção civil, a JE Elevadores disponibiliza um infográfico completo e gratuito sobre o tema.

Infografico acessibilidade je

*Blog atualizado em 16/07/2026

Publicado por JE Elevadores · 18/03/2026

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