O novo símbolo de acessibilidade marca uma mudança relevante na forma como a inclusão é representada nos espaços públicos e privados.
Focado na igualdade de acesso para todos, esse não é apenas um desenho: trata-se de conformidade normativa, planejamento e prioridade às pessoas com deficiência.
A alteração, já aprovada pelo Senado brasileiro, exigirá uma atualização gradual das sinalizações.
O logotipo substitui o ícone tradicional da cadeira de rodas estática por uma representação dinâmica das pessoas.
O novo símbolo é uma figura humana universal com os braços abertos e simboliza a inclusão das pessoas de todos os níveis, em todos os lugares.
No Brasil, a proposta foi aprovada pelo Senado em abril de 2025 e integra um movimento internacional de atualização da linguagem visual associada à inclusão.
No entanto, não há alteração nas exigências estruturais previstas em normas técnicas. A mudança é a representação gráfica que identifica espaços acessíveis em edificações públicas e privadas.
O novo símbolo é uma figura em movimento, com inclinação do tronco e impulso das rodas, transmitindo dinamismo.
Essa representação reforça quatro conceitos centrais:
Enquanto o modelo anterior remetia a uma imagem estática, o novo mostra independência e participação. Em termos institucionais, ele atualiza a forma como os empreendimentos demonstram compromisso com acessibilidade.
A mudança altera a comunicação de acessibilidade, reforçando uma nova interpretação sobre inclusão, que reflete o contexto atual.
Veja as principais distinções:
| Antigo símbolo de acessibilidade | Novo símbolo de acessibilidade |
| Criado em 1968 | Criado em 2015 pela ONU |
| Foco em deficiências físicas e mobilidade reduzida | Abrange deficiências físicas, sensoriais, intelectuais, psicossociais, invisíveis e múltiplas |
| Ênfase na figura da cadeira de rodas | Ênfase na autonomia |
| Modelo tradicional | Contexto contemporâneo |
Do ponto de vista técnico, a aplicação segue os mesmos princípios de visibilidade, contraste e padronização já previstos em normas.
O que exige atenção é a atualização gráfica nas sinalizações futuras e na substituição gradual das existentes.
Ainda não. O projeto que institui o símbolo de acessibilidade foi aprovado pelo Senado em meados de 2025. No entanto, será obrigatório após a publicação da lei federal.
A partir da publicação, será estabelecido um prazo de até três anos para a substituição das sinalizações, como descrito no PL 2.199/2022. Durante esse período, ambos os símbolos são permitidos.
Considerando o trâmite legislativo, a substituição completa tende a ocorrer por volta de 2028 ou até posteriormente.
Isso significa duas coisas:
Isto é, em novos empreendimentos públicos e comerciais, se antecipar às especificações é mais barato do que substituir sinalizações recém-instaladas.
O antigo símbolo de acessibilidade está presente em diversos pontos de um empreendimento. A atualização também deverá estar.
E isso impactará especialmente:
Em obras em andamento, a análise deve considerar:
Em novos projetos, o caminho mais seguro é já prever a mudança nas especificações, desde que alinhado ao andamento legislativo.
Para empresas que trabalham com elevadores e soluções inclusivas, a adequação não envolve apenas a placa. Envolve padronização, fornecimento correto e compatibilidade com normas.
A melhor estratégia não é esperar a obrigatoriedade. O planejamento faz toda a diferença para levar acessibilidade à construção civil.
Algumas medidas práticas incluem:
O desafio não é apenas cumprir o que exige a norma. É garantir que a solução esteja integrada ao projeto arquitetônico, priorizando o direito de ir e vir dos usuários.
Empresas que acompanham o cenário reduzem riscos, tratando a acessibilidade como parte estrutural da obra, não como obrigação.
O que realmente está em jogo é a capacidade dos empreendimentos em se adequar à legislação e priorizar o bem-estar de todos.
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