Você trabalha em uma produtora ou sua empresa vai organizar um simpósio, feira ou festa? Então, a acessibilidade em eventos deve ser considerada! Afinal, as pessoas com deficiência e mobilidade reduzida podem (e devem) estar presentes.
E quando falamos em acessibilidade, não devemos nos resguardar à oferta de espaços reservados em posição privilegiada. Toda a experiência deve ser considerada.
Entretanto, muitos organizadores não sabem o que diz a lei e acabam esquecendo de pontos importantes, como o uso de intérpretes de libras durante palestras. Você sabia que este ponto é importante?
Para te auxiliar nessa trajetória, elaboramos um guia completo com algumas dicas e recomendações. Acompanhe!
Eventos e feiras são excelentes oportunidades de conexão, aprendizado, networking e lazer. No entanto, para que essas experiências sejam verdadeiramente enriquecedoras, é crucial priorizar a acessibilidade.
É claro que atender a requisitos legais, como a Lei Brasileira de Inclusão (Lei nº 13.146/2015), é importante e necessário para a organização, mas vale a pena ir muito além!
Essa é uma forma de evitar qualquer preconceito capacitista, ao ampliar o público-alvo, atraindo pessoas com dificuldade de locomoção e suas famílias.
Da mesma forma, a acessibilidade contribui para a construção de uma imagem positiva da organização, demonstrando compromisso com a diversidade e a inclusão.
Isso pode resultar em:
Assim, como destacado pelo Sebrae, o planejamento deve oferecer ao público uma experiência completa, com uma programação confortável e que permita que todos se sintam bem à vontade!
Afinal, a acessibilidade é um direito de todos e um ato humanitário. E nós já explicamos a razão em um material exclusivo. Clique abaixo e acompanhe.
Em eventos, a acessibilidade deve ser oferecida com base em vários pontos, da estrutura física às atividades programadas. Veja:
Tudo começa com o planejamento do ambiente físico. A entrada e saída devem ser bem distribuídas, com rampas e corrimãos que facilitem o deslocamento de cadeirantes e pessoas com deficiência de locomoção.
O espaço também deve estar apto para receber os cães-guia, que acompanham pessoas com deficiência visual.
Na hora da comunicação, o segredo é não se prender a uma única ferramenta.
Invista nos materiais em braile para divulgação da localização e programação do evento. Um mapa com o mesmo princípio de escrita tátil também é bem-vindo.
Aposte também na divulgação em mídias sociais, utilizando uma linguagem inclusiva e baseada na inclusão digital. Uma boa dica é usar as hashtags #PraTodosVerem e #PraCegoVer nas legendas e descrever todo tipo de imagem que é postada.
Com essa medida, o conteúdo fica acessível para deficientes visuais. A interação desse público com o conteúdo aumenta.
O espaço deve conter a acessibilidade física em todas as áreas de circulação, de forma que permita a movimentação e interação das pessoas no local.
Os espaços de circulação podem ser horizontais (corredores) ou verticais (escadas, rampas e elevadores).
As áreas de circulação devem conter:
Sem um meio de transporte adequado, os participantes não vão conseguir chegar ao evento, diminuindo a expectativa e a qualidade da experiência do participante.
Por isso, é importante verificar se o local é abastecido com transporte público e está preparado com rampas e elevadores para receber as PCD com o máximo de conforto.
O espaço também deve conter:
Além disso, as vagas nos estacionamentos reservadas ao público prioritário devem estar localizadas próximas à entrada principal do evento.
Após checar todos os pontos de planejamento, chegou a hora de organizar as atividades. A dica aqui é: pense sempre na experiência dos participantes. É ela que ficará marcada depois que o evento acabar.
Para isso, tenha uma programação diversificada, mas sempre pensando na acessibilidade. Veja algumas possibilidades:
A legislação brasileira garante a acessibilidade para pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida em qualquer local, assegurando uma participação plena e igualitária.
As principais leis que regem o tema no Brasil são:
Também conhecida como Estatuto da Pessoa com Deficiência, a LBI estabelece diretrizes e normas para garantir a acessibilidade sob diferentes contextos, incluindo eventos.
A lei exige que os eventos, sejam eles públicos ou privados, ofereçam condições de acessibilidade em todos os seus aspectos, desde o fácil acesso ao local até a disponibilidade de recursos de comunicação e informação.
Esta lei estabelece normas gerais e critérios básicos para a promoção da acessibilidade de pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida, abrangendo diversos espaços e serviços.
A NBR 9050 é um documento técnico que estabelece critérios e parâmetros técnicos a serem observados.
Ela tem diretrizes para o projeto, construção, instalação e adaptação de edificações, mobiliários, espaços e equipamentos urbanos às condições de acessibilidade.
Neste artigo, você percebeu que a acessibilidade em eventos é uma forma de criar uma experiência inclusiva para todos.
Então, colocar essas regras em prática é ir além do que está escrito na lei. Você pode oferecer a melhor experiência. Afinal, esse é o princípio norteador de todo tipo de evento.
Para isso:
Esteja próximo e se faça presente. Bons eventos se fazem assim. Não é só respeitar a lei, é oferecer o melhor sempre e ter empatia por todos!
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