A acessibilidade e o poder da diversidade são dois assuntos que vem ganhando espaço no dia a dia das empresas. Em março deste ano, a Revista Exame divulgou o Guia Exame de Diversidade: diversos e melhores. O trabalho mostrou a realidade de 109 empresas que promovem a inclusão de mulheres, negros, pessoas com deficiência e LGBTI+.

Apesar de serem recentes, as iniciativas do estudo estão estruturadas em quatro pilares de diversidade e equidade — étnico-racial, LGBTI+, mulheres e pessoas com deficiência — Trata-se de uma iniciativa em parceria com o Instituto Ethos, que há 20 anos ajuda empresas a gerir seus negócios de forma socialmente responsável.

No entanto, por que pensar na acessibilidade e na diversidade? Como as empresas foram avaliadas neste Guia e como se destacaram? Por que você deve investir em acessibilidade? Essas são algumas perguntas que vamos responder ao longo deste artigo. Acompanhe!

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Por que pensar na acessibilidade e na diversidade?

Muitas empresas têm pensado em várias alternativas em relação a acessibilidade. Um grande exemplo é o Banco Santander, que despontou como a empresa do ano, na primeira edição do Guia Exame de Diversidade. É que além de oferecer mais oportunidades às pessoas com deficiência, o banco tem grupos de discussão que envolvem pessoas negras e com deficiência.

A diversidade é uma das bases de fomento à inovação e que deve alimentar o propósito das empresas. Portanto, promover a inclusão de negros e mulheres é, segundo o Guia da Exame, uma meta para os 150 principais executivos do País. Ainda sobre o Banco Santander, em 2018, a instituição abriu vaga para 620 jovens entre os quais 70% eram meninas e 55% negras.

Oferecer espaço para todos os jovens é uma das formas de reter esses talentos. Já em relação a diversidade sexual, as iniciativas do banco começaram em 2018, mas o tema já era tratado de maneira natural. Entretanto, a instituição cria um ambiente em que cada pessoa se encontra e desenvolve o melhor de si mesma.

No entanto, apesar das iniciativas do banco serem recentes, elas estão estruturadas nos quatro pilares de diversidade que toda empresa deve seguir: ético-racial, LGBTI+, mulheres e pessoas com deficiência.

Como as empresas foram avaliadas no Guia da Exame?

O Guia avaliou as empresas por meio de uma metodologia própria que teve como base a adaptação de uma série de guias temáticos desenvolvidos pelo Ethos e seus parceiros: Centro de Estudos das Relações de Trabalho e Desigualdades (Ceert), Coalizão Empresarial para Equidade Racial e de Gênero, Fórum de Empresas e Direitos LGBTI+, Movimento Mulher 360 e Rede Empresarial de Inclusão. As melhores empresas são as que mais se aproximaram da equidade e da inclusão nos quatro temas avaliados.

Como as empresas foram avaliadas no Guia da Exame?

Entre elas, classificaram-se as que tiveram nota maior que 7, nas questões qualitativas, e que durante a etapa de apuração, apresentaram dados quantitativos para serem avaliados. Com base nisso, foram calculadas as notas médias de cada categoria. No Brasil, as empresas que dão atenção à questão da diversidade se encontram em diferentes graus de maturidade.

No estudo, foi possível perceber algumas tendências entre as melhores empresas. O tema em que elas estão mais avançadas é o das mulheres, no que diz respeito à sua presença na força de trabalho e em programas de desenvolvimento de carreira e liderança.

Pessoas com deficiência é o segundo tema em que as companhias inscritas estão em estágio mais adiantado. A lei prevê, no mínimo, 5% de Pessoas com Deficiência (PCDs) em empresas com mais de 1000 funcionários.

Em seguida, segue-se o de diversidade étnico-racial, em que também há cotas. Neste caso, há admissão de jovens pretos e pardos e universidades. Por fim, há promoção dos direitos do grupo LGBT+. Nesse pilar, apenas 15 das 36 empresas destacadas no Guia obtiveram notas acima da média.

Como as organizações se destacaram?                           

No entanto, a avaliação deixou claro que as oportunidades são ainda mais restritas para travestis e transexuais, que vivem à margem da sociedade. É que grande parte deles está na prostituição, segundo estimativas. Por outro lado, a análise feita pelo Guia revelou que as empresas que mais se destacaram por promover a diversidade no Brasil apresentaram diferenças significativas entre os setores de atividade.

Para você ter ideia, nos ambientes predominantemente masculinos, geralmente  fabris, é menor o número de empresas que se classificaram entre as melhores. Os setores de agronegócio, auto indústria, bens de capital, eletroeletrônico, construção civil, mineração e siderurgia tiveram cada um apenas uma representante entre as melhores.

Uma delas é a empresa de alimentos Cargill, onde as ações afirmativas, como a inclusão de funcionários negros e trans no programa jovens aprendizes, começam a gerar efeitos positivos, especialmente após a criação do comitê de diversidade em 2016. Outro bom exemplo é a Schneider Electric, do setor eletroeletrônico.

Em 2011, com o apoio da então presidente Tania Cosentino, a subsidiária multinacional francesa criou um grupo para ampliar as oportunidades de carreira para mulheres. Em 2014, o movimento ganhou força quando a companhia assumiu compromissos globais junto à ONU Mulheres, braço das Nações Unidas focado na promoção da igualdade de gênero.

Então, uma meta foi estabelecida. Até 2020, 30% dos cargos de liderança seriam ocupados por mulheres. Em busca desse objetivo, a empresa criou ações para desenvolver líderes e suas equipes. Em uma delas, adotou a regra de que, em todo processo seletivo, pelo menos uma mulher deve estar entre os candidatos finalistas para qualquer vaga.

Entre as companhias que se destacam por suas práticas de diversidade, é possível identificar um caminho em comum. O primeiro passo para a maioria das empresas é realizar a coleta de informações para traçar o retrato social que existe internamente. Já o próximo passo é envolver os funcionários nos processos e ouvir as suas necessidades. Nessa etapa, muitas companhias criam os grupos de afinidade.

Já organizações como Natura, John Deere e Santander foram consideradas empresas que possuem força de vontade para cumprir a cota de PCDs estabelecida por lei. Cerca de 15% dos funcionários que trabalham no centro de distribuição de cosméticos da Natura, localizado em São Paulo, tem alguma deficiência. A empresa está preparada para empregar até 30% do quadro com essa característica.

A John Deere, fabricante de tratores, começou a estruturar políticas de aceleração para PCDs. Um exemplo é a meta traçada para que 50% dos funcionários com deficiência realizem um programa de desenvolvimento até 2022.

Já o banco Santander, criou um aplicativo em fevereiro de 2017, para os funcionários com deficiência, para poder traçar o seu perfil, entender as suas necessidades e mapear as oportunidades para ascensão na carreira.

Por que as empresas precisam pensar na acessibilidade?

Para cumprir com a lei

A Lei nº 8.213, criada em 1991, conhecida como Lei de Cotas, determina que toda empresa com 100 funcionários ou mais é obrigada a preencher o seu quadro com 2% a 5% de pessoas portadoras de deficiência. Assim, para você saber todos os itens que deseja seguir é necessário fazer uma consulta no documento.

Para acolher as pessoas

A empresa que pratica a acessibilidade faz com que os seus funcionários se sintam motivados. No entanto, o benefício não para por aí, pois, clientes e público que visitam o estabelecimento também se sentem acolhidos. Quer um exemplo? As pessoas com mobilidade reduzida. Para que elas consigam se deslocar em um determinado ambiente, é necessário um espaço adequado e sem obstáculos.

Nesse sentido, não adequar o ambiente de trabalho às pessoas com deficiência pode ainda ser visto como uma forma de discriminação. Afinal, todo colaborador têm direito à possibilidade de trabalhar com autonomia, sem a necessidade de pedir auxílio de outras pessoas que estão ao seu redor, não é verdade?

E como facilitar a vida desses funcionários? Adquirir um elevador de acessibilidade não é um gasto e sim um investimento para o seu negócio. Afinal, além de você tratar as pessoas com respeito, você também vai atrair clientes para a sua empresa, pois eles terão a certeza que a sua organização se importa com o próximo.

Viu como a acessibilidade e o respeito a diversidade são importantes para as organizações? Agora que você já sabe, que tal promover ações que melhoram a acessibilidade dos seus colaboradores e que incluem todas as pessoas na sua empresa? Pense nisso!

Quer ler mais conteúdos como esse? Acesse o nosso próximo post e saiba se os escritórios estão preparados para a acessibilidade corporativa!

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