Acessibilidade: 7 obstáculos enfrentados por quem tem mobilidade reduzida

Acessibilidade: 7 obstáculos enfrentados por quem tem mobilidade reduzida

A acessibilidade é garantida pela lei nº 10.098 e reforçada pelo Decreto nº 5296. No entanto, ainda hoje no Brasil, as pessoas com deficiência, principalmente as que têm mobilidade reduzida enfrentam vários obstáculos. São calçadas sem rampas de acesso, escadas e falta de transporte coletivo que tornam as atividades simples em verdadeiros sacrifícios.

Portanto, para que você saiba quais os principais obstáculos enfrentados pelas pessoas com deficiência (PCD’s), preparamos este post. Nele, vamos mostrar a você que apesar das leis que já existem, a acessibilidade é um assunto que ainda deve ser discutido no Brasil. E aí, ficou interessado em conferir o conteúdo com a gente? Então, acompanhe a leitura!

1. Acessibilidade em transporte público

Você já sabe que a Constituição Brasileira garante o direito de ir e vir. No entanto, a realidade das pessoas com deficiência é bem diferente da que vemos por aí. O transporte público é um grande exemplo da falta de acessibilidade. Mesmo em cidades onde a frota têm ônibus adaptados, ainda há vários problemas, como a falta de treinamento de motoristas e cobradores.

As pessoas com deficiência ainda têm que lidar com passageiros impacientes, que muitas vezes, não esperam a subida do cadeirante. Apesar de a acessibilidade ser lei, é necessário investir em políticas públicas para melhorar o sistema de transporte coletivo. Veículos que utilizam rampas de acesso poderiam tornar a vida do motorista e do cadeirante mais simples.

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2. Locomoção dentro de casa

Mas as dificuldades não param por aí. Também há aquelas dentro da própria casa. E essas são um verdadeiro desafio. É importante adaptar ambientes para tornar a vida dos deficientes mais fácil, instalar corrimão nos banheiros e aumentar a largura das portas.

Além disso, com a ajuda da tecnologia, as pessoas com mobilidade reduzida têm a possibilidade de instalar elevadores residenciais. Há até modelos que permitem adaptar residências já construídas e fornecer uma ótima alternativa aos deficientes.

3. Acessibilidade em piscinas

Entrar em piscinas pode ser um sacrifício para quem não tem mobilidade. Normalmente, piscinas de clubes ou de casas têm acesso por escadas, o que dificulta muito a vida de pessoas que tem problemas com a mobilidade. Além deste obstáculo, ainda há a falta de segurança, visto que nesse caso, a pessoa com deficiência poderia até se afogar.

É por isso que hoje, há alguns locais com piscinas públicas que investem em elevadores para piscinas. Além deles ajudarem o cadeirante a entrar na água sem problemas, eles aumentam a segurança dentro da água. Também é importante ter rampas de acesso para quem tem mobilidade reduzida.

4. Preconceito

Esse é um dos piores obstáculos enfrentados por quem tem mobilidade reduzida. O preconceito é um grande desafio cultural e social. Apesar do Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) ter registrado 46 milhões de deficientes em 2010 – o que significa que mais pessoas se declararam deficientes -, essa mesma população ainda enfrenta muitos preconceitos diários que agravam os obstáculos. Ainda falta no País empatia em relação às pessoas com deficiência.

5. Falta de políticas públicas

Há várias leis do governo federal que orientam sobre a acessibilidade. O decreto nº 6.949, de 25 de agosto de 2009, que promulga a Convenção Internacional sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência e o decreto nº 5.296 de 02 de dezembro de 2004 são normas que vieram para garantir os direitos do portador de deficiência. No entanto, apesar desses avanços, ainda faltam políticas públicas para os PCD’s, como quem tem mobilidade reduzida.

6. Modelo de acessibilidade que funcione

O modelo de acessibilidade de governo eletrônico é uma verdadeira promoção da acessibilidade. Ele recomenda que sites e portais do governo brasileiro sejam padronizados e de fácil implementação para que as páginas do portal sejam acessíveis às pessoas com deficiência.

Assim, a recomendação deste modelo é que todas as páginas dos portais sejam de fácil acesso ao maior número de pessoas. Isso é a promoção da acessibilidade e o que regulamenta a lei federal. Quem chega ao portal do Governo Federal diariamente deve conseguir acessar todos os serviços disponíveis.

Afinal, as pessoas com mobilidade reduzida não são apenas os cadeirantes, mas aquelas que têm qualquer problema para se movimentarem, nos braços ou nas pernas. Qualquer página do portal deve também ser lida pelos deficientes visuais.

7. Mercado de trabalho adaptado

Mesmo com a exigência da Lei de Cotas e as sanções, as pessoas com deficiência têm problemas para se adaptarem ao mercado de trabalho. É que a maioria das empresas não respeita as exigências. Além de não contratarem a pessoa com deficiência, elas não têm estrutura para receber quem tem mobilidade reduzida.

Para você ter ideia, uma pesquisa realizada pela Toyota Mobility Foundation revelou que no Brasil, 92% das pessoas que usam cadeiras de rodas ou outra ajuda para se locomoverem tiveram problemas na vida profissional. Isso significa que, mesmo com a lei de acessibilidade, o portador de deficiência precisa lidar com essas dificuldades no mercado de trabalho e, em alguns casos, depender da ajuda do Governo para sobreviver.

Viu como ainda hoje há muitos obstáculos a serem enfrentados por quem tem mobilidade reduzida? No entanto, você que é investidor, quando adquirir apartamentos ou até mesmo uma casa, pense sempre em adaptá-los para as pessoas com mobilidade reduzida. Afinal, esta também é uma boa maneira de agregar valor ao seu imóvel!

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