Entenda os direitos das pessoas com mobilidade reduzida em viagens de avião

Entenda os direitos das pessoas com mobilidade reduzida em viagens de avião

Se você possui mobilidade reduzida, saiba que os passageiros com deficiência podem contar com assistência durante as viagens aéreas. A maioria dos serviços para pessoas com deficiência em aeroportos é gratuito. Além disso, todas as facilidades de acessibilidade devem obedecer à norma NBR – 14273, que garante a acessibilidade à pessoa com deficiência. E isso vale tanto para condições físicas quanto mentais, como quem tem Síndrome de Down.

No entanto, como a lei funciona na prática? Quais os direitos que as pessoas com mobilidade reduzida têm em viagens de avião? Essas são perguntas que responderemos neste artigo. Acompanhe a leitura!

Como funciona a lei em aeroportos para as pessoas com mobilidade reduzida?

Segundo o Censo Demográfico de 2010, no Brasil, 24% dos brasileiros declaram ter algum tipo de deficiência. Este número pode variar, mas o fato é que, uma parcela significativa da população possui algum tipo de deficiência em maior ou menor grau. E cada vez mais,  PCD (Pessoa com Deficiência) e PNE (Pessoa com Necessidades Especiais) participam da sociedade.

Neste contexto, a  resolução 289/2013 da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), descreve os procedimentos que os aeroportos e companhias aéreas devem adotar para que os direitos dos passageiros com necessidade de assistência especial (PNAE) sejam garantidos. Os PNAE são pessoas com deficiência, mobilidade reduzida, indivíduos a partir de 60 anos, lactantes, gestantes ou com crianças de colo.

Segundo a lei, essas pessoas devem ter a mesma experiência que os demais passageiros, usufruindo dos mesmos direitos e tendo acesso às mesmas instruções e serviços, com assistência prioritária e especial, sem custos adicionais. O auxílio, por sua vez, deve ser oferecido pela empresa contratada, a partir do momento que é feito o check-in até o desembarque ou conexão.

Quais os direitos que as pessoas com mobilidade reduzida têm em viagens aéreas?

Assistência no embarque e desembarque

As companhias aéreas devem oferecer todo o suporte necessário para o embarque e desembarque de quem é PCD. Esse cuidado. deve se adequar ao grau de necessidade do passageiro. A assistência deve se iniciar pelo deslocamento do balcão de check-in, controles de fronteira e de segurança, até a aeronave.

Se você tem mobilidade reduzida ou qualquer outro tipo de deficiência, é assegurado o direito de assistência na acomodação no assento, e o deslocamento dentro da aeronave. Você também deverá receber assistência até às instalações sanitárias.

Acessibilidade no Transporte Aéreo Comercial

A acessibilidade no transporte aéreo comercial deve ser gratuita e abrangente. Todos passageiros com mobilidade reduzida ou qualquer outro tipo de deficiência devem ter os seus direitos garantidos pela norma NBR – 14273, que garante a acessibilidade à pessoa com deficiência no transporte aéreo comercial.

Acompanhamento no portão de saída

Em casos do seu voo ser transferido ou você tiver conexão entre vôos, o deslocamento é feito pela área de restituição de bagagem até a saída da área de desembarque e acesso à área pública.

Ajuda com o armazenamento da bagagem

Pessoas com deficiência e mobilidade reduzida também têm assistência na acomodação da bagagem de mão na aeronave. O recolhimento da mesma quando é despachada, bem como o seu acompanhamento nos controles de fronteira.

Direito a cadeira de rodas

Á pessoa com mobilidade reduzida é assegurado o direito a cadeira de rodas. No entanto, o transporte deve ser identificado, com etiquetas no despacho de bagagens. Os funcionários da companhia aérea devem prestar atendimento de acordo com as orientações do próprio cadeirante, quanto ao armazenamento. É importante saber que as cadeiras de rodas motorizadas só poderão embarcar se forem equipadas com baterias de gel.

Assistência aos usuários com cão guia

Todas as companhias aéreas devem prestar assistência aos usuários com cão guia. Quem é PNAE e precisa de cão guia, pode levá-lo gratuitamente na cabine do avião. No entanto, é necessário apresentar a sua identificação e a do cão guia, e comprovar seu treinamento com o animal.

O cão deve ter coleira e ser acomodado no chão, aos pés ou embaixo do assento do passageiro, de modo que não obstrua o corredor da aeronave. Também é necessário apresentar o atestado de saúde do animal e o comprovante de vacinação antirrábica assinados por um médico veterinário.

Explicação individual sobre os procedimentos de emergência

Em todos os vôos, um membro da tripulação explica aos passageiros os procedimentos de emergência.  No caso de quem tem mobilidade reduzida ou qualquer outro tipo de deficiência, a demonstração dos procedimentos de emergência deve ser feita pelos comissários de bordo de maneira individual. Assim, você poderá tirar todas as suas dúvidas sobre o assunto.

Você só poderá viajar sozinho se:

  • Usar o banheiro sem ajuda;
  • Se alimentar sozinho;
  • Aplicar a medicação, se necessário;
  • Usar a máscara de oxigênio de forma independente.

Caso não se enquadre em nenhum dos pontos acima, terá que ter o acompanhamento de outra pessoa. Seu acompanhante deverá ter mais de 16 anos e estar fisicamente apto para te auxiliar.  Em alguns casos, também poderá ser necessária a companhia de um profissional como, médico ou enfermeiro.

Se você sentir que algum direito seu foi violado, denuncie para ANAC (163) e para a Ouvidoria Nacional dos Direitos Humanos (Disque 100). Assim, como órgãos de defesa do consumidor e ao Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência (Conade).  Leia o código 280/2013 da ANAC e as especificações de cada companhia aérea antes de comprar a sua passagem.

Como viajar com tranquilidade?

  • Avise a companhia aérea sobre a viagem com pelo menos 48 horas antes da partida programada;
  • Forneça informações como necessidades de suprimento de oxigênio, medicamentos transportados que exijam condições especiais, entre outras;
  • Consulte a opinião do seu médico sobre a viagem.

Agora que você conhece os direitos dos passageiros com mobilidade reduzida, poderá viajar com mais tranquilidade e conforto nas suas próximas férias, não é mesmo? Você investidor, fique atento também a lei que garante a acessibilidade a pessoa com deficiência nos aeroportos.

Quer ler mais conteúdos? Acesse o nosso próximo post e veja a acessibilidade e o poder da diversidade e inclusão nas empresas!

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Acessibilidade em condomínios: como tratar essa questão

Acessibilidade em condomínios: como tratar essa questão

A acessibilidade em condomínios é um assunto que deve ser sempre debatido. Não importa se você é um investidor, que gosta de comprar imóveis, ou é um empresário, que realiza eventos. Ou se você é quem mais necessita ter acesso aos condomínios. A verdade é uma só: todos devem cumprir com as regras de acessibilidade.

Mas como tratar desta questão? Como ajudar a pessoa com deficiência? Neste post, vamos falar sobre a acessibilidade em condomínios. Se você se interessou pelo assunto, continue com a gente e acompanhe a leitura do nosso artigo!

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Como se preparar para as obras de acessibilidade em condomínios?

Adeque o condomínio às regras de acessibilidade

Você deve adequar o condomínio às regras de acessibilidade. Isso é uma questão legal e por esse motivo não precisa da aprovação da assembleia de condôminos. Entretanto, é importante convocar uma reunião com os moradores para explicar as necessidades de oferecer acessibilidade às pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida, e também analisar os orçamentos.

Explique a importância das obras

É necessário explicar a importância das obras. Isso diminui a resistência por parte de alguns moradores. Esclareça que, embora a lei estabeleça que as instalações sejam acessíveis, ter um condomínio que permite livre acesso por parte dos que tem deficiência ou mobilidade reduzida, garante dignidade e agrega valor ao imóvel.

Fale sobre as questões judiciais

Destaque que o síndico pode ter riscos de não adequar o condomínio às normas de acessibilidade. Há várias ações na Justiça contra condomínios que não obedecem as leis e, elas podem ser custosas, especialmente por causa das indenizações.

Crie um fundo de obras

Uma boa maneira de tratar da acessibilidade em condomínios é criar um fundo de obras para este ponto específico. Assim, não sacrifica orçamento e atende aos moradores e visitantes portadores de deficiência ou mobilidade reduzida.

Como promover a acessibilidade em condomínios?

Pense em um projeto seguro

Para começar, você deve pensar em um projeto mais seguro, que atenda pessoas de todas as idades e habilidades. Pense em fazer as adaptações necessárias para quem anda de cadeira de rodas ou para aquela mãe que tem crianças de colo. Você deve pensar em promover a acessibilidade para quem tem dificuldade com a locomoção.

Fique por dentro da Lei de Acessibilidade

Conheça a constituição federal e fique por dentro da Lei de Acessibilidade.  Ela é bem clara em relação a acessibilidade em condomínios. Quando se fala sobre isso, é importante lembrar que não é apenas uma questão legal, mas sim, os condomínios residenciais precisam oferecer mais conforto e qualidade de vida às pessoas.

Só para lembrar, a Lei de Acessibilidade entrou em vigor em 2004 e mostra o que deve ser feito em relação à acessibilidade das pessoas com deficiência e com mobilidade reduzida.

Conheça a ABNT

Além da Lei Federal, também existe a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) que trata da implementação da acessibilidade em novas construções e adaptação de empreendimentos mais antigos. Hoje, os empreendimentos precisam ter rampas de acesso, vagas de garagem para pessoas com deficiência e acesso ao condomínio para pessoas com deficiência permanente ou temporária.

É bom ressaltar que essa lei contempla as pessoas com deficiência, gestantes, idosos e obesos, ou seja, todas as pessoas que precisam de acessibilidade em condomínios.

Fique de olho nas leis municipais e estaduais

Você deve ficar de olho nas leis municipais e estaduais. Muitas tratam da acessibilidade em relação à realização de obras. Em São Paulo, por exemplo, há a lei Nº 12.907, de 2008, consolida a legislação referente à pessoa com deficiência em todo o Estado. Outras cidades, como Porto Alegre e Rio de Janeiro também têm leis que complementam e suportam a legislação federal. Portanto, na hora de realizar obras em seu condomínio ou em sua casa de shows, veja se na sua cidade há alguma lei de acessibilidade.

Ofereça mais conforto às pessoas

Ao falar de acessibilidade em condomínios, as pessoas pensam em cadeirantes, mas também existem os deficientes visuais e as pessoas com mobilidade reduzida como os idosos. Há, ainda, aqueles com doenças que limitam os movimentos. Você, como empresário ou investidor também deve pensar nas mulheres gestantes com gravidez de risco ou outras condições que possuem restrições de locomoção.

Ao fazer as obras no condomínio, procure adaptar não apenas a portaria, mas as áreas de lazer como a piscina, salão de festas e playground. Pense também nos elevadores e estacionamentos. Não se esqueça que acessibilidade é possibilitar as pessoas acesso as áreas comuns.

Veja o que é preciso adaptar

Os locais mais comuns são os que precisam de adaptação como pisos, rampas e escadas, portas de acesso, calçadas, banheiros, estacionamento e elevadores de acessibilidade. O piso precisa ser regular, firme e anti-derrapante. Assim, você oferecerá mais segurança. A rampa e as escadas devem ser sinalizadas, ter corrimão e piso tátil adequado. As portas de acesso devem facilitar a entrada de pessoas com cadeira de rodas, carrinhos de bebê e andadores.

Já os interfones do condomínio, devem ter a marcação em braille, corrimão nas escadas e banheiros sociais adaptados. Também é importante pensar no estacionamento. Ele deve ficar próximo às entradas e elevadores mais espaçosos. Coloque sinalizadores luminosos ou alto- falantes que indicam os andares. Instale botões em Braille, e sensores. Otimize tudo para trazer mais comodidade.

Por que o elevador de piscinas é importante para o seu negócio?

O elevador de piscinas torna o seu clube ou a sua casa de shows mais universal. Desta forma, você faz com que a pessoa com mobilidade reduzida se sinta mais independente, já que o elevador pode ser operado por um passageiro. Além disso, o elevador de piscinas pode ser usado por gestantes ou qualquer pessoa com problemas de mobilidade.

Agora que você aprendeu como tratar a acessibilidade em condomínios poderá adaptar seus empreendimentos, não é verdade? Esteja sempre dentro da lei, ofereça um espaço adequado às pessoas e valorize seus empreendimentos!

Vamos ler um pouco mais sobre acessibilidade? Acesse o nosso próximo post e veja porque considerar a acessibilidade em piscinas!  

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Elevadores de acessibilidade: entenda a importância de realizar a manutenção

Elevadores de acessibilidade: entenda a importância de realizar a manutenção

Os elevadores de acessibilidade são equipamentos importantes para quem tem mobilidade reduzida ou gosta de investir em imóveis ou realizar eventos.

No entanto, para manter o equipamento em perfeito estado, você precisa fazer a manutenção de elevadores. Mas qual é a importância disso?

Neste post, você vai aprender um pouco sobre o assunto. Quer conferir tudo com a gente? Então, acompanhe com muita atenção a leitura!

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Qual é a importância de fazer a manutenção de elevadores de acessibilidade?

Em primeiro lugar, é que somente com esse cuidado você consegue garantir o bom funcionamento do equipamento e a segurança de quem utiliza o elevador. Além disso, com o acompanhamento da equipe de manutenção de elevadores, você garante a vida útil do aparelho e economiza com reparos mais sérios.

É que ao invés de gastar com manutenções para corrigir os problemas, você previne para que eles não aconteçam.

Por que fazer a manutenção de elevadores de acessibilidade?

Para garantir a segurança dos usuários

Com certeza, garantir a segurança dos usuários é a maior preocupação de quem tem elevadores de acessibilidade.

Esses equipamentos são robustos e seguros por natureza, no entanto, ainda são equipamentos. E você sabe, todo tipo de maquinário, seja frágil ou forte, precisa de manutenção para que funcione bem.

O ponto aqui é que funcionar bem significa o mesmo que funcionar com segurança. Portanto, para garantir essa segurança total é necessário que a manutenção dos elevadores de acessibilidade seja sempre perfeita.

Para garantir o funcionamento ideal

Não há nada pior do que elevadores de acessibilidade que não são confiáveis. Eles podem até ser seguros, se serem bem instalados, mas ainda não estão dando 100% de si.

Se você não presta atenção à manutenção dos elevadores de acessibilidade, você pode ter problemas com lentidão, barulho nas portas ou até dificuldades com a carga média suportada, pois os elevadores de acessibilidade podem não suportar todo o peso.

Portanto, para garantir o funcionamento ideal, você deve investir em manutenção de elevadores. Assim, o seu elevador vai sempre operar na sua máxima performance.

Para economizar com o equipamento

Os elevadores de acessibilidade precisam de manutenção para funcionar bem. Isso você já sabe, não é verdade? Mesmo que ele esteja perfeitamente em ordem, ainda é necessário fazer algumas checagens de rotina.

Aí você observa que tudo parece estar ótimo, o elevador funciona bem, então você pula uma rotina de manutenção de elevadores por achar que não precisa.

Passa mais um mês e tudo ainda permanece perfeito. O problema está em quando algo acontecer. Sem a manutenção, você pode gastar mais caro com um problema inesperado.

O melhor então é estar atento às rotinas trimestrais ou semestrais para ter a certeza de que nada irá te surpreender e te fazer gastar em algum momento inoportuno.

Para ter satisfação com o equipamento

A satisfação com os elevadores de acessibilidade também tem a ver com a quantidade de manutenções realizadas. Não é só instalar e deixar funcionando de qualquer maneira. A manutenção é parte do elevador.

Portanto, para aproveitar tudo que os elevadores de acessibilidade podem te oferecer, a manutenção é fundamental. O funcionamento do equipamento é garantido e não há nenhum risco de se frustrar no futuro e acabar por não encontrar a sua maior utilidade: a facilidade de se movimentar nos locais que precisa.

Viu como é importante a manutenção de elevadores de acessibilidade? Agora que você já sabe, terá mais cuidado com as próximas manutenções preventivas, não é verdade? Lembre-se que a JE Elevadores, empresa fabricante de elevadores para acessibilidade, possui seu próprio time de instalação e manutenção que fazem o serviço em todos os elevadores de acessibilidade JE.

Converse com os especialistas e consultores da empresa e entenda mais. A JE Elevadores está disposta em resolver todas as suas dúvidas e atender as suas demandas.

E aí, quer ler um pouco mais sobre elevadores de acessibilidade? Acesse o nosso próximo post e confira o Guia para escolher o elevador de acessibilidade para sua casa!

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Acessibilidade na construção civil: o papel do engenheiro

Acessibilidade na construção civil: o papel do engenheiro

A acessibilidade na construção civil é mais do que uma obrigação. Quem planeja e executa as obras são os responsáveis por essa acessibilidade. Ela também não é apenas uma preocupação social, mas uma exigência legal regulamentada pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).

Em 2015, a ABNT atualizou a Norma Técnica de Acessibilidade a Edificações, Mobiliário, Espaços e Equipamentos Urbanos (NBR 9050). Essa regulamentação foi criada inicialmente em 2014. De acordo com a norma, a acessibilidade é definida como a possibilidade e condição de alcance, percepção e entendimento para a atualização com segurança e autonomia de edificações, espaço, mobiliário, equipamentos urbanos e elementos.

Mas qual é a responsabilidade da engenharia civil e do engenheiro em relação a acessibilidade? Neste post, iremos falar sobre esse tema que é tão importante para você que é investidor e também para quem tem a mobilidade reduzida. Ficou interessado em nosso artigo? Então, acompanhe a leitura!

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Qual é a responsabilidade da engenharia civil?

A engenharia civil tem a responsabilidade de criar métodos de acessibilidade nas cidades, e fomentar o debate da importância da acessibilidade na construção civil dentro do âmbito acadêmico. Foi assim que partimos de uma definição crua de calçadas dos tempos de Brasil colonial até a legislação ampla que possuímos hoje.

Qual é o papel do engenheiro em relação a acessibilidade na construção civil?

Na hora de construir ou reformar um imóvel, cabe ao engenheiro um profundo conhecimento sobre as normas técnicas vigentes, o espaço público ou simplesmente uma calçada para uso público na rua. É importante que o engenheiro e o arquiteto trabalhem juntos para que nada seja deixado de lado. Eles devem avaliar com cuidado os esforços de acessibilidade que estão contemplados no projeto e se eles compreendem a realidade de uma pessoa com mobilidade reduzida.

A acessibilidade na construção civil também deve ser fiscalizada pelo próprio engenheiro. O profissional tem que observar se as soluções criadas por ele realmente são viáveis quando saem do papel. Portanto, é seguro dizer que o engenheiro civil é quem executa as ações de acessibilidade dentro da realidade da construção e que cabe a ele a necessidade de conhecer toda a legislação e aplicá-la.

O que a formação do engenheiro deve contemplar?

A formação do engenheiro deve contemplar a acessibilidade na construção civil, incentivar a pesquisa e trazer mais embasamento teórico para reafirmar todas essas conclusões. Os graduandos devem entender os problemas que a falta de mobilidade gera nas pessoas, e como os ambientes acessíveis ampliam a noção de urbanidade.

O que o futuro reserva em relação a acessibilidade na construção civil?

Hoje em dia a acessibilidade e a engenharia civil caminham lado a lado. Uma ajuda a outra a criar ambientes urbanos inclusivos e acessíveis para todas as pessoas. Se você já percebeu que a acessibilidade na construção civil chegou ao nível de atuação que vemos atualmente, isso é graças aos esforços de debate e conscientização de engenheiros civis e arquitetos. Portanto, o futuro nos promete um entendimento ainda maior e mais avanços em acessibilidade na construção civil.

Os projetos realizados atualmente serão a referência de construção para o futuro. Dessa forma, quanto mais a acessibilidade na construção civil for um ponto relevante na elaboração dos projetos, mais essa preocupação será tida como padrão para a construção de estruturas no futuro.

Estabelecimentos comerciais, condomínio de moradia, academias, praças e parques públicos projetados com técnicas de mobilidade e acessibilidade contribuem, então, para que outros surjam, alimentando um ciclo benéfico que, em um cenário otimista, resultará na padronização da acessibilidade. Isso é o que o futuro pode trazer, e esse é o dever dos engenheiros civis.

Qual será o futuro das academias em relação a acessibilidade?

O futuro aponta para uma maior conscientização por parte da engenharia civil, sendo que já existe pressão para a inclusão de cadeiras sobre a acessibilidade dentro da graduação dos futuros engenheiros civis. Isso resulta em uma parcela da população engajada e que produz conteúdo para suportar suas teses de mobilidade urbana. Portanto, é algo crucial em relação a conscientização de toda a população.

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Como você pode ver, o engenheiro tem um papel muito importante sobre a acessibilidade na construção civil. Por isso, quando você investir em qualquer empreendimento, contrate um engenheiro que respeite a norma técnica NBR 9050, conhecida por trazer critérios e parâmetros para a instalação de equipamentos e adaptação de espaços urbanos, de forma a se tornarem acessíveis para todas as pessoas.

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Rampa de acessibilidade: necessidade em estabelecimentos comerciais

Rampa de acessibilidade: necessidade em estabelecimentos comerciais

Muitas vezes a vida de pessoas com mobilidade reduzida se torna mais difícil do que deveria ser. Isso acontece por causa da resistência de outras pessoas em cumprir com regulamentações básicas de mobilidade em suas empresas. Uma dessas regulamentações é a rampa de acessibilidade. O equipamento permite o acesso a locais de uso comum na cidade.

Pensando no assunto, neste artigo iremos tratar da necessidade de se instalar uma rampa para cadeirante. Você também irá saber da importância dessa estrutura para garantir a acessibilidade à todas as pessoas.

E aí, quer conferir o nosso post? Continue com a leitura!

Por que devo instalar uma rampa de acessibilidade?

Em primeiro lugar, o esforço para se instalar uma rampa de acessibilidade diz respeito à necessidade de se reforçar os valores de direitos humanos. Todos somos livres e iguais perante à nossa constituição e devemos usufruir do nosso direito de visitar qualquer espaço que é utilizado por outras pessoas.

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É importante levar em consideração a pessoa com mobilidade reduzida quando realizar qualquer projeto, pois só assim tem sua igualdade garantida perante a sociedade. A lei brasileira estabelece alguns parâmetros que vão além da preocupação dos direitos humanos.

Segundo o Decreto 5.296, que regulamenta a Lei 10.048 (8 de novembro de 2000), a acessibilidade em estabelecimentos comerciais através de rampas de acesso, elevadores e outras soluções é obrigatória.

Portanto, instalar uma rampa de acessibilidade no seu estabelecimento é uma questão de conscientização, um esforço empático para com as pessoas com mobilidade reduzida e um requerimento legal. Instalar uma rampa para cadeirante é uma ação necessária para você e toda a sociedade.

O que você deve fazer ao instalar uma rampa de acessibilidade?

Ao instalar uma rampa de acessibilidade você precisa, antes de tudo, conhecer suas necessidades e os obstáculos que as pessoas com deficiência poderão enfrentar no estabelecimento. Dessa maneira, você vence os desníveis de forma prática e otimiza para a realidade dessas pessoas.

Como conhecer os tipos de rampa de acessibilidade?

Se você é investidor, você precisa saber qual é o tipo de rampa de acessibilidade para o seu estabelecimento. Só assim você conseguirá suprir todas as necessidades de locomoção de quem tem mobilidade reduzida.

Uma rampa de acessibilidade fixa, daquelas construídas com concreto e tijolos, oferece várias limitações, sendo que as vezes é completamente inviável instalá-las: seja por questões de custo ou por ser impossível encaixá-la no local de forma que ela, quando pronta, seja segura para que um cadeirante transite por sua superfície.

O que é melhor: rampa para cadeirante ou elevador?

Em alguns casos, como já citamos neste post, é impossível a instalação de uma rampa de acessibilidade. Nessas condições, o melhor é optar por um elevador ou plataforma hidráulica/eletromecânica. No caso de um desnível muito alto, um elevador sendo operado por alguém de confiança acaba com os seus problemas com facilidade e segurança.

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O equipamento possui um sistema hidráulico ou eletromecânico. Assim, o usuário vence o desnível sem precisar fazer qualquer esforço. Para o caso de escadas no interior de estabelecimentos onde o espaço é reduzido, também é possível instalar uma pequena plataforma de elevação ou até mesmo embutir o elevador na escada.

Portanto, se você deseja tirar todas as dúvidas, faça uma comparação. Conheça os modelos e peça opiniões ao seu arquiteto ou responsável pelo projeto do seu estabelecimento, assim, você opta pela rampa de acessibilidade ou pelo elevador com consciência e procura sempre garantir a mobilidade para todos.

O que verificar nas especificações técnicas das plataformas de acessibilidade?

As plataformas de acessibilidade possuem alguns requerimentos técnicos de instalação. Cada Estado tem uma norma que por sua vez é regulada pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). Os elevadores públicos devem possuir dimensões de  0,90m, X 1,40m, enquanto os privados, que só usam um usuário por vez, 0,80m X 1,25m.

Além disso, eles precisam ter projeção do seu percurso sinalizada no piso, e não podem obstruir as escadas. As portas do elevador poderão ser abertas se o desnível entre a plataforma e o piso forem superiores a 7,5 cm.

Outra regra é que o equipamento só pode ser usado para vencer desníveis de 2,0m em ambientes coletivos e 4,0m em ambientes particulares, sendo que pode vencer até 9,0m se possuir caixa enclausurada. Podem também vencer desníveis verticais ou inclinados.

Como cumprir com as normas de acessibilidade em seu estabelecimento?

Tenha uma estrutura e sinalização adequadas

Todo estabelecimento deve ter uma estrutura e sinalização adequadas para quem tem mobilidade reduzida e se locomove com o auxílio de uma rampa para cadeirante ou até mesmo muletas. Também é importante alertar sobre os desníveis do piso.

Conte com espaço para o deslocamento da cadeira de rodas

No caso de cadeirantes, a determinação da ABNT é que o espaço de deslocamento para a cadeira de rodas deve ser 0,80m por 1,20m. Portanto, a sua área de circulação deve respeitar essas medidas e prever espaço suficiente para as manobras do cadeirante.

Ofereça vagas de estacionamento para portadores de deficiência

Outra dica é ter vagas de estacionamento reservadas para portadores de deficiência. Esses espaços devem estar localizados em área próxima à entrada do estabelecimento comercial. Você deve pensar em sinalizar o estacionamento de maneira adequada.

Conte com uma rota acessível

Outra regra da ABNT é que seu estabelecimento tenha uma rota acessível. Isso significa que o trajeto deve ser contínuo, desobstruído e sinalizado. Este trajeto conecta os ambientes externos ou internos de espaço e edificações.

Ele também pode ser utilizado de forma autônoma e segura por todas as pessoas, inclusive as que têm deficiência. A rota acessível também precisa levar em conta a parte externa, o que pode exigir, a instalação de rampas.

Faça portas com vão livre

Todas as portas do seu estabelecimento precisam ter um ;vão livre de no mínimo 0,80m e altura mínima de 2,10m. Além disso, as maçanetas devem ser instaladas em altura entre 0,90m a 1,10m e devem ser operadas em um único movimento, sem exigir muito esforço.

Como você pode ver, é importante contar com uma rampa de acessibilidade em seu estabelecimento comercial. Agora que você já sabe, que tal pensar em um equipamento de acessibilidade para a sua empresa?

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